OLHOS SOBRE O MAR
por Regilene Rodrigues Neves


Lindos olhos olhando sobre o mar
Deleitando-se nas ondas infinitas
Ouvindo o som do amor
Navegando sobre o silêncio...

Olhos presos numa dimensão
Alheia aos desenganos
Abraçam o amor
No horizonte...

Navegando pela alma
Nesse mar de sonhos
Vistos de um olhar
Perdido em solidão...

Encontrando noutra dimensão
Alivio para o coração
Que de amor se perde
Num olhar em direção ao mar...


Em 23 de maio de 2008

A IDADE DO TEMPO
por Regilene Rodrigues Neves


Uma ruga nasce no tempo
Envelhecendo a vida
Amadurando a alma...

Compreendendo
O que não é compreendido
Na estação do passado
Evoluindo o espírito
Num minuto de sabedoria!...

Aprendendo a vida
Que se perde num segundo
Que se ganha com discernimento!...

A idade do tempo
Medita entre os homens,
Para que repensem
Seus caminhos...

Existem avenidas e estreitas ruas
Na passagem do livre-arbítrio!...

O tempo
Não é mero acaso do destino
Ele apara arestas de anseios
Precipitados de desejos da juventude...

O tempo nada mais é
Que a razão
Que nos acolhe
Depois de dilatada emoção!

Dar tempo ao tempo
É meditar em silêncio
Nossos erros,
Para neles renascermos
A fênix das próprias cinzas...

E sobrevivermos à longa estrada
Do ensinamento que numa curva
Perdemos a direção
Seguindo um caminho oposto a razão...

Deixamos à emoção crescer
Sobremaneira no coração
E desviar a atenção
Nas transversais da vida!

Somente o mesmo tempo
Que envelhece os anos da juventude
Percebe uma lição nas entrelinhas...
Escrevendo no corpo e na alma
Capítulos de uma história
Passada nas páginas da vida!...

A idade do tempo
É uma necessidade diária para crescermos
A pessoa além... Físico...
Para que ela sobreviva além vidas
Num legado de esperança...


Em 23 de maior de 2008

FELICIDADE MENINA
por Regilene Rodrigues Neves



A felicidade
Nasce no ventre
E ainda menina
Ganha asas
Saindo em liberdade
Sobrevoando mundos...

Entre vidas... Entre flores
Voando livre... Sonhando alto...
Lá vai a felicidade...

Querendo ser gente grande
Dentro da gente
Lá vai a felicidade...

Conquistar a mocidade
Que se espalha
Entre a vida
Entre as flores...

Querendo correr
Brincar de pegar
Simplesmente dançar
Dentro do coração
Ah! Felicidade...
Como é forte a sua emoção!

Transborda da alma
E afortunada se ergue
Sobre o destino...
Entre os sonhos...
Entre desejos...
Lá vai a felicidade...

Feliz
Abriu os braços
Entre a vida...
Entre os sonhos...
Entre flores...

Lá vem a felicidade
Acabou de descer
Na estação solidão
Trazendo na mala
Incomensurável alegria
Porque é hora de sentir

Essa tamanha felicidade!

Que cresceu
E hoje cheia de juventude
É bailarina
Rodopiando pelos salões da alma!...


Em 21 de maio de 2008

UMA ROSA COM AMOR
por Regilene Rodrigues Neves


O amor derrama dos sonhos
Em gotas serenas de orvalho
Esmaecidos sobre a rosa vermelha
De paixão!...

Uma rosa com amor!...

Entregue com olhos de ternura
Para que seja vista
A beleza que emana delicada
De uma pele aveludada em profunda
Sensação de bem querer...

Num toque gentil
Com amor
Colhi a mesma rosa
Numa declaração
Feita do coração
Na percepção do belo
Em comunhão!...

O som do coração
Sobre a pele tremula
Em magia circunda no universo...

Da palavra
Escorre a essência
Pura dos sentimentos
Dilatados da alma
Em sensibilidades
Sublimadas de felicidade
Para te oferecer uma rosa!...


Em 21 de maio de 2008

CONVITE DO DESEJO
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


O desejo aparece despido nos teus olhos
Teu corpo me convida para uma dança
Erótica de amor sobre os lençóis brancos
Ainda virgem de pecados...

Com tuas mãos atrevidas de paixão
Me pega me aperta contra seu corpo
O lábio roça o meu entreaberto de volúpia
Línguas dançam românticas...

O prazer sensual dessa dança
Provocado nas entranhas...

As carícias ousam lascivas na carne
No corpo as roupas se atiram no chão
Nesta hora somos pecado de amor
Consumido de vontades de sair da alma
Por momentos profanos
Que se querem mais do que palavras
Saídas do silêncio de um poema...

Queremos orgasmos múltiplos
De dois animais puramente carnais
Insaciáveis dentro um do outro
Querendo alcançar a própria poesia...

Que sussurra geme morde grita
Entre beijos de murmúrios loucos
De palavras provocadas na pele
Emergindo dos poros
Num suor deliciado de carícias ardentes!...

Somente entre paredes guardadas de segredos
Saciamos a poesia que saíra da sensatez,
Para buscar a insensatez dos desejos
Implorados no corpo de um poema
Que tem vontades entre as entrelinhas de um verso
Puramente de amor... De sair por um momento...
Rasgar essa roupa que veste a alma de pudor,
Para fazer sexo junto com seu amor!...


Em 20 de maio de 2008

LUZ DA POESIA
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


A luz da poesia acorda dentro de mim
Olha para fora respira a energia do sol
Deixa entrar a luz de uma nova manhã...

Saio pelos jardins da alma recolhendo flores
De carinhos deixados de amigos...

O papel cheio de sentimentos
Abraça a vida em agradecimento
Pela alegria de mais um amanhecer
Exalado da alma na forma indivisível do prazer...

Pego o caminho em direção aos sonhos
Encontro sorrisos e desejos de felicidade
Jogados ao vento... Uma passarela de pétalas caídas
Esmaecidas do orvalho da noite
Que dormiu logo depois do ocaso
Sonhando sonhos de outono...

Neles encontrei estações abrindo a cortina do tempo
Que meditava sobre o destino...

O céu era um palco estrelado
Dançando todo iluminado derredor da lua...
Despedi-me da quimera que vestia uma linda fantasia...

Mais uma linda manhã eu encontrei
Mesmo depois de andar cansada
Da escalada íngreme de dias árduos
Da longa espera de um amanhã melhor...

Sei que um dia ele virá sorrateiro
Pelas avenidas da felicidade
Sem alarde estará entrando
Na porta aberta do meu coração
Saberei é o dia do meu merecimento!...

Antes que ele chegue
Eu preciso da emoção
Paralela a essa razão
Que muitas vezes deixa uma lagrima
Estendida sobre o peito
Numa sensação vazia
De que não passara de um sonho...

Mas a minha emoção é maior
Acredita na luz da poesia
Que respira em mim
Mantendo-me lúcida de esperança...

Porque olho para trás
E volto um caminho conquistado
Mesmo com toda sofreguidão
Dos meus anseios
Ainda resiste meu coração
Louco e apaixonado de amor!

Amor que me mantém viva
Num constante aos meus desenganos,
Porque a luz da poesia ilumina
A saída de um túnel
E posso ver pássaros
Sobrevoando a luz do sol
Que pelas manhãs
Respiro em fonte de energias positivas
Ativas em mim em luz da poesia...

Poesia que compreende
Um universo real e abstrato,
Porque me coloca diante de belezas
Renascidas de poesia...
Em dias e noites maravilhadas
Em êxtase de Deus
Que derrama entre a terra e os céus
Sóis e luas embevecidas de sonhos
Sobre a luz da poesia...


Em 20 de maio de 2008


Desejo que a luz da poesia entre na alma de todos os poetas e leitores amantes dela... Para que ela em energias nos conduza pelos caminhos de uma nova manhã iluminada de esperança...

DROGAS: CAMINHOS PERDIDOS NUMA ILUSÃO...
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Ainda menino embalou pelos caminhos da ilusão
Numa festa alucinada de solidão...
De “amigo” em “amigo”
Encontrou a porta aberta para os vícios...
O primeiro êxtase de uma fantasia
Tomada em última alegria...

Depois outras tantas consumidas sem perceber
O buraco negro que entrara... Não mais lembrava
A última luz do sol que vira nascer...
Em um passado menino que brincava com a felicidade...
Sonhando ser o médico... O policial ou algum bombeiro...
O que importava era salvar vidas um dia...
Esse fora seu último sonho em liberdade...

Mas esse dia chegou e a vida a ser salva era a própria vida
Num caminho perdido nas esquinas dos vícios...
A imagem do passado é vista da sarjeta
Onde acorda molhado da própria urina
E do cheiro fecal dos viciados caídos ao lado
Num retrato humilhante de um ser humano...

A esperança se perdera na fumaça tragada
No desejo de engolir a própria vida perdida em vida!...

Sua identidade um retrato de escárnio
Da própria sorte ignorada...
Jogada no limo de uma falsa ilusão...
Olha para o destino... O que vê...
Um corpo jogado ao relento coberto de jornal
Sobre uma velha caixa de papelão... Na lembrança...
O colchão quentinho... O último jantar em família...
Resta o cachorro fiel lambendo as feridas
Do seu corpo maltrapilho...

A mãe em dor se consumindo
Em veladas noites de sofrimento
Procurando desesperadamente seus erros
Em merecimento desses amargos momentos
Que rezam sua triste sina de mãe de um amado filho
Perdido nas drogas... Abraçada a culpa apontada
Como uma faca em seu coração!

O resto era o resto do nada
A morte em vida pouco a pouco
De toda uma família...


Essa era uma notícia banal de um esquecido jornal
Pelas calçadas da vida... O jovem que ainda menino
Perdera-se nos caminhos das drogas...

O cenário fétido ignorado pela hipocrisia
De uma sociedade e seus governantes
Que passam virando as costas para juventude
Que fuma e bebe comprando em qualquer esquina
Numa rodada de inocentes “amigos”!...

Pensem jovens:
Seria essa notícia que você quer ver sua
Num jornal esquecido nas ruas?
Pensem na sua amada mãezinha
Que por nove meses
Embalou-lhe no ventre sonhando
O seu futuro de felicidades...
“Amigos” existem muitos,
Mas verdadeiros amigos são jóias raras...
Que lhe oferecem amor e não drogas!

Vamos ser uma só voz
Jovens, sociedade e governantes,
Lutando contra esse mal que devora famílias
Que vicia o meu o seu o nosso filho
Indiferente a classe social...

Vamos fazer um pacto contra as violências à vida
Começando lutando juntas contra as ervas do mal...
Uma andorinha só não faz verão...

VAMOS DIZER NÃO AS DROGAS!


Em 19 de maio de 2008

MAIS UM FELIZ ANIVERSÁRIO MEU FILHO
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


A luz da maternidade me abraçou no mês de maio
A graça Divina concebida no meu ventre
Por nove meses gerados de amor!

Dia a dia passei derredor
Cuidando daquela linda sementinha
Purificada dentro de mim
Contornei de carinhos
Chorei lágrimas de emoção
De tamanho amor meu coração se extrapolou
Agigantou-se frente à possibilidade
De poder cuidar e proteger
Eu cresci mais uma vez
Asas eu ganhei
Transformei-me em mãe!

Mulher abençoada por Deus
Escolhida para gerar uma geração
Em dois filhos que contarão minha história
Em dias das mães!...

Escreveremos juntos capítulos inesquecíveis
Da nossa vida numa herança de recordações
Deixadas escritas no livro mestre da vida!...

Como um anjinho ele nasceu
Olhinhos azuis da cor do céu
Na sala de partos sussurros encantados
Ecoaram para o meu lindo bebezinho
O nome escolhido Lucas,
Para ser iluminado...
Em significado latim luminoso brilhante!

Se passaram nove anos
Desta saudade inesquecível
Que comemoro em mais um feliz aniversário
Ele traz sempre um sorriso límpido
Coraçãozinho já semeando amor
Sempre me beijando e dizendo: Te amo!

Alegrias que me fazem superar tudo...
Nos piores momentos
É sempre para eles que eu olho
E vejo o quanto eu cresci e venci minhas limitações...

Vestida de mãe
Embalei sonhos e esperanças
No meu colo afaguei e acariciei
Abraçada a minha criança
Com a felicidade
De todas as felicidades
Que eu pudesse ter
No maior presente
Que eu almejasse receber...

Só tenho agradecimentos
Neste dia abençoado
Meus pedidos ao Deus Pai
É que acompanhe seus passos
Protegendo-o contra os laços do inimigo
E as interferências do mal,
Para que ele cresça com caráter e dignidade
Respeitando o próximo como a si mesmo
Amando e sendo amado por aqueles que o cercam.

Em nome do amor de mãe
É que eu rogo e suplico em oração
Todos os dias sua felicidade
Que ela seja conquistada dia a dia
Com discernimento e sabedoria
Para que seja eterna...

Sei que somos falhos e imperfeitos,
Mas que construa um caminho melhor
De conquistas e vitórias!

Esses são alguns dos meus desejos de mãe,
Mas de todos eles a saúde vem em primeiro lugar
Para que cresça sua criança livre
Brincando e sonhando os sonhos de amanhã...

Te amo Lucas Rodrigues de Oliveira
Esses são meus desejos de feliz aniversário
Desejados e contados em poesia
Junto a um cenário de fotografias
Do teu nascimento numa singela homenagem de mãe!

Todo meu amor abraços e beijos hoje são para ti!


Em 19 de maio de 2008

CARINHOSAMENTE TIA LUCIANA
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


A luz da poesia
Acordou inspirada em você
Pessoa iluminada e especial
Agraciada com o dom de ensinar
Veste-se de professora,
Para o saber lecionar...

Suas qualidades
Estão expressas no amor que praticas
Com tamanha dedicação
Educando com carinho e sustentável leveza,
Para um futuro seus alunos conquistarem
Abraçando sonhos que idealizarem...

Este amor fundamental
Vestem-lhe de um ser especial
De adjetivos mais que merecidos
Que somados as tuas qualidades
Traçam o retrato
De um verdadeiro mestre do saber...

Porque saber é doar-se por inteiro
Aquilo que nos propomos a realizar
Com amor e respeito ao nosso semelhante...

Sua beleza
Exala um perfume suave de bem querer
Que impregna em nós sua essência inconfundível
De guerreira... Mulher, mãe e tia Luciana...

Recebe-nos sempre com um sorriso
De alegria e terna simpatia
Em braços acolhedores
Que no pega em colo de ternura
Conquistando com singela formosura...

Em sua graça indivisível
A luz da poesia se farta em elogios
Incansáveis do amor que reflete da sua alma
Derramando letras no papel
Compondo versos para lhe guardar
Eternamente na lembrança,
Para que no amanhã das nossas crianças...
Da amada tia Luciana irá se lembrar
E a saudade irá se espalhar
Como flores do seu suave perfume
Impregnado em nós...


Em 18 de maio de 2008


LUCIANA: USO O MEU DOM PARA AGRADECER TODO CARINHO QUE DEDICAS NÃO SÓ AO MEU FILHO, MAS A TODAS AS CRIANÇAS QUE ABRAÇA COM TERNO CARINHO DE PROFESSORA... A IMPORTÂNCIA DE MESTRES COM A SUA QUALIDADE SÃO FUNDAMENTAIS PARA QUE O ENSINO PÚBLICO CRESÇA E SEJA RESPEITADO CRIANDO AMIGOS DA ESCOLA, PARA JUNTOS CONSTRUÍSMOS UM FUTURO MELHOR PARA NOSSOS FILHOS...

AMADO OLHOS AZUIS
Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Olhos azuis da cor dos sonhos
Sonhos ainda meninos querendo brincar
Soltar sorrisos de inocência
E pipas pelo ar... Contemplando a infância
Que passa correndo sem pressa de chegar...

Olhos azuis de ternura
Que me torna a mais feliz das criaturas
Beijando minha face de amor
Em favos de suave doçura
E aconchego de calor!

Acordo com a felicidade do meu lado
E durmo por eles abençoado
Num beijo de dorme com Deus
Bons sonhos e te amo...
Que importa o resto
Se estas puras palavras eu mereço
E se tenho todo seu apreço...

Só posso render minha eterna dedicação
Com todo amor do meu coração!

Meu pequeno está crescendo
Mais um aniversário vai completar
Nove anos vai ganhando
Mais uma velinha soprando
Nessa folia contagiante de alegria
De balões estourando
Pipocas rebentando
De doces lambuzando
E muitos abraços te apertando...

Filho! Quero mais um feliz aniversário te desejar...

E agradecer a Deus por cada ano
Que me permite sentir essa emoção
De mais um ano te abraçar
Poder esse momento único eternizar
Nas memórias do meu coração
Que te ama com um amor maior que a razão!

Estes lindos olhos azuis
São do meu amado filho
Lucas Rodrigues de Oliveira
Nascido em dezenove de maio
De um mil novecentos e noventa e nove!


Em 17 de maio de 2008

METADE DE UMA OUTRA METADE
Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Metade em mim é essa lágrima
Na outra metade que disfarça meu sorriso
Uma alegria inconstante
Que permuta meus anseios
Explora meu coração
Ingênuo de paixão
Escrevendo sentimentalidades
Para não perder a razão!...

Metade
Que o tempo medita,
Para que a outra reflita
Essa invasão de privacidade
Que me expõe
Me deixa nua
Rasgando a roupa íntima da minha alma
Sorvendo meus segredos
Prisioneiros dos meus desejos
Guardados nos mistérios
De um olhar de quimeras...

Enxergo tudo nu a minha volta
Numa metade entranhada na outra metade
Pondo afora minhas intimidades
Num momento interessante de sensibilidades
De um estado superiormente contraditório
Dessa metade que chora
Na outra metade que sorrir
Frente aos meus desenganos...

Como palhaço
Vestido de graça
Por cima de uma couraça
Protegida de sorrisos,
Mas que por dentro
É um estado sem graça
De um macabro sorriso...

Que vela a alma
De um exaspero de lágrimas
Desgovernadas numa alegria
Simplesmente exagerada
Da minha metade de tristezas...

Ilhada nessa metade obsoleta
Que perdura em guardados sentimentos
Feitos de arcaicos momentos de uma vã ternura
Que vive abraçada numa metade de fantasia
Na outra metade sem ilusão
Na metade da minha alma
Na outra metade do meu coração!...


Em 16 de maio de 2008

DESEJO DE AMAR
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Desejo de amar
Procura meu corpo
Entranha na alma
Entrelaçando de amores...

Joga pra fora vontades
Desejos imersos em silêncios
Chama um nome ausente
Procura um rosto
Querendo acariciar corpo e alma carentes...

Sentir a pele
Em contato pleno e absoluto de prazer
Se envolver sem pressa
Porque ainda resta toda noite para amar...

Se pegar como dois amantes
Pelas escadas
Abrindo portas
Rolando e deixando rolar
Os desejos de amar
Que nos pegam atrevidos no corpo
Loucos pra se entregar...

O corpo que veste a alma
É quente
Queima
E ascende uma lareira
De desejos
Prontos para devorar e ser devorados
Até as cinzas de um fogo de paixão!...

Vontade de amar
Procura dentro de mim
Um lugar esquecido
No inverno de uma estação fria
Que já perdura numa temporada
De solidão... Vinga mais uma estação
Sem flores... As folhas do tempo caem
Abrem uma passarela que piso
Quebrando desejos reprimidos de sensações...

Por uma esquina vazia eu passo
Prisioneira de um lugar em mim
Esquecido de amar...

À noite gritando lá fora
Testemunha de amantes
Oferta uma lua gigante
Acariciada por estrelas
Envolvidas num manto cúmplice...

Sozinha roubo um olhar do infinito
Que me olha comiserado
Em inspirada compaixão
Olhares da minha alma perdidos
Em íntimas noites nuas...

Num insinuante tapete mágico
Deito... O teu poema-mor calado
Em dança dentro de mim...
Velado convite... Diamante anelado...
Solitário silêncio... Sentença...
De vida em vida... De amor!

Falado encontro se rende... A sós...
Descubro-me ainda viva
O meu... Teu último mundo...
Numa ameaça de morte por beijos
Olhares suspensos no meu corpo
Anel confesso do meu desejo de amar...


Em 16 de maio de 2008

MAIS QUE UMA MERA UTOPIA
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Ainda que eu derrame sonhos
Sobre os lençóis da alma...
Que eu pegue a linha do horizonte
Avistada sobre os montes...
Que eu vire borboleta de pólen em pólen
Saciando néctares de flores...
Que eu disfarce entre nuvens
A face oculta do meu eu...
Que eu desalinhe essa reta incerta
Que ruma a esmo sem destino do meu destino...
Que eu siga em frente numa direção oposta
A esse desencontro de ilusões...
Que eu entre por ruas e avenidas de esperança
Adormecendo sobre quimeras...
Que do infinito eu levante sóis e luas de belezas nuas
Contemplados do silêncio do firmamento...
Que eu falasse a língua dos homens
Em nome da paz...
Que eu libertasse a liberdade
Presa em meus desejos...
Que eu fizesse de tudo um nada
E de nada um tudo...
Que do meu grito ouvisse
A voz aguerrida de uma guerreira...
Que colhesse estrelas
Das paredes azuis do céu...
Que as ondas não deitassem sobre o caudaloso mar
Apenas se quebrassem em indivisível prazer...
Que esta paisagem que aqui se descortina
Enxergassem além das sombras do obscuro...
Que depois do túnel eu visse
Uma luz apontando a direção do paraíso...
Que a nossa amizade
Não dependesse de uma presença física
Porque em almas nossas afinidades
Estarão eternamente presentes...
Que o amor em seu front avistasse
Um coração em êxtase de paixão consumida...
Que eu escreva somente emoções pelas vertentes da alma
Mesmo que elas desencontrem e endureçam,
Mas que jamais percam a ternura...
Que eu faça frases e desfaça letras na mesma poesia,
Num compendio de palavras advindas do absoluto
Para que de que em que,
Eu faça mais que um poema vestido de mera utopia...


Em 14 de maio de 2008

UMA LÁGRIMA
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Que lágrima é essa que chora
Uma ausência infinita de amor
Que sofre a indiferença
De uma saudade efêmera...

Que molha minha alma
De um sorriso triste de ilusão
Respingando num olhar furtivo
Devasso de solidão...

Alvoroçada de anseios
Apenas pretendidos de alegria
De um carinho que afagasse essa carência
De um brejeiro coração
Que ainda menino
Já era louco de paixão!

Mesmo que ainda inocente de sonhos
Rasgava o infinito abrindo janelas para o céu...
Para que avistasse do alto
A face linda do amor
Desenhado nas nuvens
Num retrato cândido de ternura...

Pura inocência de um apaixonado
Em êxtase sublime de amor!

Mas essa lágrima que nascera
De uma despedida menina
De um querer contraditório
Aos meus desejos

Ganhou moradia no meu coração
Vaga dentro de mim solitária
Chorando noites de abandono
Vagando luas de fantasias
Querendo pegar a última quimera...

Que vai passar na estação solidão
Com destino a felicidade
Corro nessa direção
A liberdade batendo no rosto
De uma última esperança...

Sei que uma distância
Ainda nos separa do encontro,
Mas ela é mais forte
Que esta lágrima que teima
Querer-me mais que o amor
Que quero inteiro no meu coração
Sem interferência dessa lágrima
Que chora no peito a dor da separação...

Sei que tenho mil sorrisos
Ainda para sorrir,
Para que essa lágrima
Chore um dia somente de alegria
Pelo encontro desse louco amor
Que fora motivo de uma lágrima
Que por tempos por ele chorou...


Em 13 de maio de 2008

DEVANEIOS
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


A poesia bate no silêncio da alma
Arremessando sentimentos ao vento
Desgovernados sobre o tempo
Em temporais dissipam
Nas fronteiras do longínquo
Esquecidas no firmamento...

Em algum lugar
Quem sabe pegará
Na calda de um cometa
Riscando o infinito...
Caindo em algum lugar
Que possa alguém encontrar...

E ler quem sabe essas sentimentalidades
Que saem sem destino
Em vôos de uma alma em fuga
De um pássaro poeta
Em seu divagar...

Devaneios submersos
De sensibilidades frágeis
Disfarçados nas aparências
De um olhar abstrato
De um corpo físico... Que capta envolta
Sofrimentos da alma disfarçados
Entre paredes de ilusões...


Em 12 de maio de 2008

SONHOS DE UM POEMA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Sou um poema tolo
Vestido de ilusão
Querendo arrebatar
Meu medíocre coração
Que sonhara te amar
Um amor maior
Que estes versos
Pudessem declarar...

Das minhas mãos sentimentalistas
Rascunhos saídos da alma
De forma estranha
Tomando-me as estranhas
De um desejo fatal

Num ritual seguido
Por caminhos melodiosos
De palavras sôfregas
De intensa paixão!...

Querendo revirar o avesso
Para encontrar alguma coisa
Que viesse a te abraçar
Do abraço sonhado
Nos braços desse amor
Que pela vida me acompanhou
Sonhando te encontrar...

Mas quisera o destino
De mim te desviar,
Para que de poema em poema
Eu vivesse a te procurar...

Andarilho de versos
Percorri longínquas estradas
Entrei em curvas fechadas
Bati por vezes na desilusão
Chorei versos de emoção
Em platônicos sentimentos
Que acariciei momentos
Ao dissabor da ilusão...

Uma distância efêmera entre nós
Passou passageira do acaso
A esmo de fantasias
Despidas do meu corpo
Entregue a volúpia
De uma luxuria
Superiormente interessante
De uma música tocada
Repetidamente dentro de mim
Amor I Love You... Amor I Love You…

Numa incessante voz
Gritando de amor
Na face de um poema
Acariciado em nuas
Vontades do meu eu...

Que te explora do fundo
De m’alma numa necessidade
De coexistir em mim mesmo,
Mesmo que esse encontro perdido
Escute o som do meu coração
Nas avenidas ilhadas do meu íntimo
Louco por amor... Soltos num poema
Que sonha te encontrar em algum lugar...



Em 11 de maio de 2008

NOS VERSOS DO MEU CORPO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



O amor sopra um poema
Desnudo no meu corpo
Um caminho escrito em mim
Em silêncios de luas
Noites submersas de solidão...

A alma exposta
Envolta na pele nua...

Dentro de um lago de sentimentos
Atravesso sonhos ilhados no coração
Numa trajetória superiormente íntima
De carências minhas... Direções opostas
De um querer de amor que teima
Queimar meus segredos...

Ardentes chamas
De intensa paixão recolhida
Num verso sensual de cobiça
Provocadas em beijos
Dos teus lábios
Querendo saciar a fome da minha pele...

Entrego-me aos desejos
Implorados em tua boca
Vontades escritas com volúpia
Dedilhadas com luxúria e êxtase
Da minha alma cigana...

Que segue uma estrada insaciável de amor!...

Procuro em algum lugar
Esse poema esquecido
Que faz de mim um objeto
De meros desejos...

Num olhar atravesso quimeras
Invado a privacidade latente
Do meu corpo excitado de aventura...

Querendo flagrar
A essência derramada
Sorvidas no prazer
De um poema
Aberto em meu peito
Numa coexistência faminta
De amar além da poesia
Que escorre molhando o papel
Nos versos do meu corpo...


Em 10 de maio de 2008

RETRATO DE MÃE

Autoria de Regilene Rodrigues Neve



Sobre o móvel
Teu retrato vestido de lembranças
Passa em memória da velha infância
Abraçando recordações...

Teu olhar de mulher guerreira
Traços fortes... Sentimentos frágeis...
Coração escancarado de amor
Transpondo o envelhecido retrato
De tantas memórias inesquecíveis...

A luta dia a dia sentida
Nas necessidades da sobrevivência
A carência sempre maior que os desejos
Os sonhos esquecidos de sonhar
Com tantos filhos para criar...

O sorriso sem sorrir a última alegria
A esperança em arrimo da alma
As lágrimas passageiras
De um olhar de infinita tristeza
Nas sombras das pálpebras envelhecidas...

Os maus tratos somando as rugas da tua idade
A felicidade uma relíquia guardada
Somente na alma... As vontades
Pretendidas sem pretensão alguma...

Partes intocáveis de um acervo de fotografias...

Retrato de mãe misturado de emoção
Em comoção de toda uma vida...

Tamanha luta pela sobrevivência
Deixou-nos o dissabor numa distância
Muitas vezes intransponíveis
O amor perdido nas necessidades maiores
Mesmo sabendo existir o amor de mãe!

Mas as seqüelas inevitáveis
Coabita no íntimo de cada um
Criando uma muralha entre nós
Numa relação mesquinha de afetos
Os gestos de amor engasgados no peito
Querendo gritar todo amor de mãe
Guardado em segredo
Estranho a própria vontade...

É a dor que dói mais doida
A perda em vida
De um amor nunca declarado,
Mas sabido mais que amado...

O tempo envelhecendo entre nós
A distância ainda longínqua...
Os abraços recolhidos
Ao léu da própria vontade
O medo contido no frasco de uma mágoa
Destilando a bebida do amor vida afora...

Aprendi a imitar tua força
A sentir tua coragem
A seguir tuas lições
Um caminho sôfrego de mãe
Que avisto no velho retrato sobre o móvel...

Mas ainda não consegui romper essa barreira
Que cala entre nós todo amor concebido
Em amor de mãe! Talvez tarde demais
Ele rompa as barreiras do silêncio
E grite o verso mais lindo
Que guardei para ti em segredo
Esse amor que reparto contigo em amor de mãe!

Sei que o tempo medita entre nós
E um dia cresceremos além desta ignorância
Que nos impede de abraçar todo amor
Contido em nossos corações
Ultrapassando o velho retrato de mãe!


Em 10 de maio de 2008

MAIO EM SIGNIFICADO DE MÃE

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



O ventre guardava meu presente
Maio para mim
Era mais que dia das mães
Conceberia após noves meses
De longa expectativa...

Seria mãe novamente
Vestida de luz
Olhar brilhante de espera
Anseios de esperança
Querendo ver minha criança...

Depois de uma linda menina
Viria meu lindo menino
A emoção se soltava
Em lágrimas apontadas
Simplesmente de meras palavras
Tamanha a sensibilidade que emanava...

Seria mais um presente de Deus para mim
Concedendo-me as bênçãos
Desta infinita alegria
Que me abraçam todos os dias
Em carinho de mãe!

Ser mãe é o significado
Dos significados compreendidos
Somente quando mães
Antes não alcançamos essa dimensão
Não compreendemos os exageros de mãe...

Mas ser mãe
É algo tão sublime
Diferenciado e único
Porque ser mãe
Transforma-nos de mera pessoa
A um ser especial
Que se agiganta e cresce
Diante das fragilidades
Emocionais que nos tocam

Uma força tamanha
Estranha a nossa compreensão
Advindas do Criador
Dotado de tamanho amor
Que em nosso ventre colocou
A graça desse indivisível amor!

Diante da maternidade
Eu cresci como mulher
Amadureci como pessoa
Finquei haste no solo da vida
Plantei minha árvore
Escrevi meu livro!

Sinto-me pronta
Diante da missão de ser mãe
Aprendo com meus filhos
A melhorar o pior em mim
A torna-me alguém capaz
Diante dos infortúnios...

Por eles desfaço meus medos
Transformo o mínimo no máximo,
Para que eles possam receber o meu melhor.
Meus defeitos e imperfeições
São reflexos de uma estrada conturbada
Que não escolhi para mim,
Mas tenho aprendido com eles...
Meus erros
Faço lições para que eles desviem
Dos caminhos do mal...

Mostro que lá fora
Existem todas as coisas,
Para nos servir,
Mas nem todas as coisas
Podemos ter,
Para que não se percam
No caminho do poder!

Não sou a melhor mãe do mundo
Simplesmente tento ser mãe
Com responsabilidade pelos meus filhos
O que tenho de mais caro para lhes dar
É esse amor exagerado de mãe
Muitas vezes incompreendido
E transformado em chatices de mãe
Que serão relevados quando pais!

Sei que ser mãe é maravilhoso e é especial
Receber esse dia com o presente
De ser mãe novamente
Foi receber o maior de todos os presentes
Que eu pude pretender como mãe!


Em 10 de maio de 2008

DESTINO DE UM SONHO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Ontem deitei mais cedo
Abracei o travesseiro
Procurando qualquer sonho
Para sonhar... Mas quisera o destino me levar
Por um sonho de amar... Um amor encantado
Alargado em proporções maiores
Que as minhas limitações...

Um amor com cara de anjo
E face de felicidade
Trazia um sorriso próximo
Da alegria imensurável
De um estado de paixão
Na proporção do infinito
Porque amar é para sempre...

Um grito que grita dentro do peito
De todo jeito... Que transforma a gente
E dá formas diferentes... Faz o feio parecer bonito
E o estranho atraente... O amor dos meus sonhos
Esteve comigo frente a frente...

Tinha alma e não tinha aparência
A beleza era invisível aos olhos,
Mas chegava próxima à perfeição
Tamanha a beleza do coração!

Era gentil e sutil
Numa percepção
Que transpunha o silêncio
Comedido de voz mansa
Palavras doces
Olhar ousado
Mãos carinhosas e firmes
Numa pegada
Que deixa qualquer mulher
Literalmente apaixonada!

Era um amor menino
Gostava de brincar
Tamanha liberdade
Que corria para nos abraçar
Dois palhaços rindo o riso
De rir sem saber por quê
Apenas pelo querer de roubar
O sorriso do outro
Num estado extravasado de alegria...

Era um amor que amava simplesmente por amar...

Que somava os defeitos e as diferenças
Para engrandecer esse amor!

Nesse sonho me perdi noite adentro...

Cheguei perto do céu
Ganhei de presente uma estrela
Na expressão mais linda de amor!

Sem querer acordar
Peguei em sua mão
Invadimos a saudade
Que já teimava em te levar
Querendo me acordar,
Para uma realidade sem amor
Que nunca quis me entregar...

Pois mesmo que um mero sonho
Eu tinha para sonhar
Até que um dia eu pudesse acordar
E no teu colo me encontrar...


Em 08 de maio de 2008

PERFIL DE UMA ESCRITORA DA ALMA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Sou andarilho
Correndo estradas da alma
Em busca de sonhos perdidos
Escrevendo versos para não chorar...

Doando através das letras
Esse amor exagerado do meu coração
Feito de carências sublimado de emoção!

Que busca nelas o encontro perfeito
Feito de amizade e amor!

Nesse grito infinito de poesia
Sou tudo e nada sou
Num entendimento superior a minha compreensão...

Por vezes me perdi e me achei
Nas entrelinhas de um poema
Chorei e senti fortes emoções
Em lágrimas de alegria e tristeza
Numa comoção rascunhada da alma
Em sopro de carinhos
Que me dessem força e coragem,
Para vencer as interferências do mal
Suportando as adversidades da vida!...

Tornassem meus medos e inseguranças
Suportáveis na face sombria de um vazio...

Colhidos de desenganos e desencontros
Não existe lamentação em minhas frágeis palavras,
Mas uma guerreira que jamais fugiu a luta
Que fez de cada lição um aprendizado
Que me tornassem melhor
Do que fui e do que poderei ser...

Meu olhar carrega marcas do passado,
Mas enxerga fé e esperança
Nas pequenas coisas imperceptíveis...
Meu centro é Deus
Meu principio meio e fim.

Dele recebi inúmeras bênçãos
Que reconheço no amor
Declarado que sinto pela vida
Em agradecimentos que louvo em teu nome!
Com Ele todas as coisas são possíveis
Diante do impossível...
Sem Ele sou um fraco e oprimido
Sustentado pela ignorância de um tolo!

O tempo é o mestre que ensina
Lentamente os caminhos da sabedoria
Apressar nossos desejos e ansiedades
É colher espinhos antes de sentir
O perfume da rosa...

Minha sensibilidade
Torna-me alguém
Que faz o feio parecer bonito
E o bonito ser dono de rara beleza!

A natureza é meu palco de energias
Nelas existem dois caminhos
Que me levam para o bem e para o mal
Sou dona do meu livre-arbítrio.

Minhas escolhas
Muitas vezes erradas
Levaram-me as conseqüências
Que hoje padeço na alma...

A maior lição da vida
É o entendimento do amanhã
Quando enxerga todo seu passado...
Cobrando-te em dobro
Os passos apreçados da juventude...

Amadurecer o fruto do espírito
Sem esperar a passagem das estações
É colher intempéries para um fruto sadio...

O mal é uma semente que germina e propagasse
Se não plantarmos o bem e regá-lo todos os dias
Sem olharmos a quem...
Ele será maior que as nossas lamentações...

A felicidade é construída num caminho de justiça
Mesmo que nos olhos do próximo ela seja injusta...

Doar um gesto
É molhar o caminho ressequido,
Para que volte a germinar esperança...

Esse perfil retrata minha alma
Na fotografia de um corpo físico
Envelhecendo pelo tempo...
Talvez amanhã se encontre amarelada e esquecida
Em algum lugar... Mas sei que vou deixar um legado
Escrito para os meus filhos sobre a escrivaninha...
Para que leiam à alma de alguém
Que foi amor acima da dor!


Em 08 de maio de 2008

SINTO FALTA DE TI

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Sinto falta...
Do carinho que vinha de ti...
Do abraço me abraçando de amor!
Do sussurro baixinho da tua voz
Suspirando de emoção no meu ouvido...

Do prazer ousado dos nossos corpos
Do teu cheiro de homem inconfundível
Do calor intenso que acendia
A chama da paixão entre nós
Do aroma aprazível que emanava de ti...

Dos sonhos sonhados juntos
Do companheiro e amigo
Das almas intrínsecas
Numa aliança de desejos
Confessos um ao outro...

Dos ciúmes sem nexos
De um olhar para o lado
Roubando-me um segundo de ti...

Desse gostar gostoso
Que me alimentava de amor
Do sabor dos teus lábios
Num beijo macio
Provocando meu corpo...

Das horas medidas no tempo,
Para gritar todo esse amor!...

Do olhar de malicia
Insaciável do teu querer
Deliciando minhas curvas
Querendo me ter...

Dos segundos mágicos
Que se perdiam entre nós
Conspirando a favor
Desse louco amor!

Da saudade
Quando despedia
Do último encontro...

Das palavras que ficavam em silêncio
Na compreensão mútua de um olhar...
Do apego pego no colo dos sentimentos...
Do carinho desalinhando meus cabelos
Misturando nós dois...
Da face dedilhada nas pontas do amor!

Do cálice bebido junto
Num jantar romântico
De velas... Do som ao fundo
De flores entregues...
Do bilhete dizendo: Eu te amo!

Sinto falta de ti
Quando percebo tua ausência
Numa lágrima derramada do meu peito
Em infinitas lembranças de nós dois...

Sinto falta desse amor bonito
Escrito da alma
Confesso em versos
De um poema dedicado
A saudade traga do coração
Nesse momento de solidão
Que paira sobre as lembranças
De fotografias de nós dois
Em amor eterno...


Em 07 de maio de 2008

AO SOM DO CORAÇÃO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Ao som do coração
Silêncios de amor profuso
Batendo dentro do peito
Compondo estrofes
Para nossa canção...

A música de letra suave
Ritmos quentes
Tocam dentro da gente
Entranhando o corpo a alma
Num compasso
De dança, sensualidade e prazer...
Dentro de um mesmo querer!

Passo a passo ouve-se
O som dos nossos corpos
Colados na pele suada
De um vai e vem de amor!

A letra sensual derramada da música
Compondo notas de êxtase
Dedilhadas no corpo
Na silhueta de um piano
Estendido no leito
Tocado com ávida emoção
Ao som do coração...

O compositor entregue de paixão
Molha de amor a composição
Numa excitação frenética
De um autor por sua canção!

A nota maior
Derrama na menor
Numa melodia
De sensibilidades que as unem
Numa nota superiormente mágica!

O grito da platéia
Alucinada em gozo
Ouvido ao som do coração
Vibra no embalo da nossa canção!...


Em 07 de maio de 2008

MÃE

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Dona da poesia mais sublime
Escrita em teu nome
Versos a ti multiplicados
Em flores colhidas da alma
Em essência de puro amor!

Mãezinha
Tu és em tua forma Divina
Nosso anjo terrestre
Protetora e guardiã
Que recebestes em graça: O ventre,
Para nele conceber a vida!

Teu significado
Abre uma cortina de laços
Compreendidos em ternura...

Força imbuída de sonhos e esperança...
São os trajes que vestem o teu significar!

Mestra maior do ensinamento da vida
Exemplo de caráter e dignidade
Seiva o nosso crescimento para felicidade...
Teus braços abraçam nossa formação
Cria amplitudes para nossas conquistas
Espelhadas nas tuas lições...

Fonte inesgotável do amor
Derramado sobre nós
Em dias incansáveis da tua dedicação...
Tua palavra é o guia de sabedoria
Que nos ensina viver!

Tu és aquela que nos pega no colo
E afaga nossas lágrimas
Chora junto as nossas quedas
Cuida das nossas feridas e medos,
Para que não cresçamos na covardia
De um espírito medíocre.

Manto que cobre nosso sono
De profundo amor!...

Contigo aprendemos enfrentar
Nossas fraquezas e limitações
Com discernimento e cautela,
Para colhermos entre os espinhos
As flores que plantamos no caminho...

Mãe
Teu perfume é único e indivisível
De rara fragrância exalada do universo,
Para cair sobre nós em pétalas
Do teu imenso coração!

Teu nome tem cheiro de amor
Que gratifica o nosso existir!

O mais lindo presente
No dia das mães
Quem ganha somos nós
Que podemos chamá-la
Querida e amada mamãe!

A ti nossa gratidão é infinita
Alcança a dimensão de Deus,
Para quem oramos
E suplicamos todas as bênçãos
Em teu nome, para que vivas além vidas
Deste corpo de imperfeições
Tornando-se eterna para todo sempre!...


Em 06 de maio de 2008

SEPARAÇÃO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Seu amor ainda chama nos meus sonhos
Revira meus lençóis em procura do meu corpo
Intenso de paixão me beija
O lábio sôfrego de saudade...

As mãos cheias de carinho
O olhar perdido dentro de mim
Como se quisesse fazer o último pedido
Abraçar todo o tempo da cruel separação...

Nossos corpos se misturam
Em loucuras de amor
O sussurro grita de prazer
Num querer insano de amar...

Meu amor entranha no seu amor
Fundindo-se na dimensão de almas gêmeas
Numa declaração feita de corpo e alma
Em confesso eu te amo!

Entregamos nossos desejos
Aquele momento pleno...
Entre paredes íntimas
Cavalgamos aventuras
Percorridas em galopes
Do seu corpo dentro do meu

Dois corações descompassados
Num ritmo alucinado
Ao som do amor
Batendo a emoção
Da nossa canção
Dentro do peito
Sobre o leito esquecidos
De voltar do sono
Que me fez sonhar
De novo nosso amor!

Quisera o destino nos separar
Levar de mim o amor mais bonito
Num grito de dor
Quando teus olhos para os meus se fechou
Deixando vivo no meu corpo seu amor!

Em despedida teus lábios pronunciaram
As últimas palavras:
Eu te amo tanto... Tanto...
Abraçado em mim você partiu
Deixando um sonho profundo
De lembranças do nosso amor
Que hoje voltou no meu corpo
Para fazer amor!...


Em 04 de abril de 2008

CAMINHOS DA ALMA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Reviro sentimentos em minha alma
E mais uma vês me procuro
Saio pela porta da frente
Caminhando pelas avenidas da vida...

Um princípio de solidão me acompanha...

Contemplo estrelas
Algumas sem brilho
Outras iluminando
O silêncio da noite...

Por segundos
Atravessa um sonho em meu caminho
Pensando ser um cometa
Faço um pedido...

Meu coração pesado
Sentindo tamanha tristeza
De algo perdido...

Perco a trilha do cometa
Deixo para trás o sonho
Sigo caminhando...
Um vazio ilhado no peito
Uma ansiedade inquietante
Em dissabor profundo...

Um pingo de lua
Contemplado a distância
Parecia uma lágrima
Chorando no rosto do céu...

A nostalgia serenando
Sobre mim... Misturada àquela dor
Que persistia... Sem chance alguma
De me defender... Procurei um abrigo
Nos lençóis vazios... Para não me perder...

Sem resposta
Caminhei pela noite
Tentando reencontrar o sonho
Que por um segundo
Foi minha esperança
De um pedido secreto
Em mim adormecido...

Cansado de um caminho sem volta
Olhei derredor... Transeunte numa mesma busca...
Sem expressão de felicidade na mesma ansiedade
De um vago olhar... Andei noutros caminhos
Em fuga de uma sensação abstrata de emoção

Os mesmo rostos em minha direção
Cheguei numa rua morta sem expressão
Na conclusão de ter adormecido
Sobre o coração... De volta...
Fiz o mesmo caminho...
Entrei pela porta da frente
Sem me encontrar...


Em 03 de maio de 2008

AMOR DEMAIS

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



O amor
Esse sentimento sublime
Que sussurra dentro de nós
Que nos põe no colo da emoção
Faz carinho
Faz denguinho
Fica de mal
Pede perdão
Dá lição
E nos deixa
Sempre sem razão!

Que acontece
Sem sabermos quando aconteceu
Que surpreende
Com paixão
Que transforma solidão
Que acelera o coração!

Ah! Esse amor!
Cheio de magia
De felicidade
E de alegria!

Que quando dói
É dor profunda
Que nos destrói
Em oriunda lágrima
Que se esvai...

Chorada em tétrica ternura de amor!

Mas esse amor que nunca é demais
Na medida exata do coração
Que não nos deixa existir sem paixão
Que é próprio a todos os adjetivos
Interpretados compreendidos
Por vezes incompreendido!

Sem disfarce
Sem lógica
Sem solução
Próprio e absoluto
Dono do coração!

Que importa o resto
É amor!


Em 03 de maio de 2008

DECLARAÇÃO DE AMIZADE

Autoria de Regilene Rodrigues neves


A amizade
Será sempre uma declaração pura da minha alma
Que conservo intacta das minhas imperfeições
Sou falha sou humana,
Mas meus amigos
Amo-os incondicionalmente!

Tive uma trajetória de desenganos e adversidades...

Foi no desespero
Quando descobri amigos verdadeiros
Pessoas vestidas de anjos
Foram meu abrigo, meu amparo e minha proteção...
O pão que alimentou minha fome
O amor que vestiu meu coração!

A essa amizade serei eternamente grata
Por ela terei sempre uma declaração
Através desse dom confesso de minha alma
Colhê-las-ei de um lugar verdadeiro em mim,
Para que as sintam junto comigo
Sem disfarce nem mentiras...

Quando falar de ti
Ouviras a minha voz
Meu grito destemido
De uma amizade sem maldade
Declarada da minha liberdade!

Mesmo que estranha
Às vezes eu pareça
Em minhas razões contraditórias
De uma realidade feita de ignorâncias e egoísmos
Na alma assim as sinto
Na forma mais perfeita do meu ser!

Um lugar sem preconceitos
Sem malicias sem defeitos
Paredes íntimas que guardam meus segredos...
Lá onde as mascaras do meu eu
Não disfarçam quem eu sou
Alguém sem medo sem insegurança
Que veste a velha criança,
Para brincar contigo!

Ser essa palhaça
De olhar bobo riso sem graça
Querendo roubar seu melhor sorriso
Numa amizade plácida do sossego
Em afinidade de almas...
Algumas mesmo distantes,
Mas tão presentes como Deus
Que posso enxergar do meu coração!

Não preciso de um corpo físico
Cuja matéria fenece
Sim de almas
Que permanecem além vidas
Numa lembrança intacta...

Que reviro em busca da saudade
Viva da sua imensurável presença
Numa dimensão só permitida a alma alcançar
Nestes singelos versos que declaro em etérea poesia...

Posso esquecer de te ligar
Mandar uma carta... Um e-mail...
Por distração das contingências da vida,
Mas minha alma as manterá viva
Em profunda gratidão!


Em 02 de maio de 2008

VOLTANDO O MESMO CAMINHO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Volto de um lugar em mim
Refazendo caminhos
Buscando entendimentos
Desentendidos no passado...

Sinto crescer a menina...
Moleca brejeira
De sonhos levados
Olhar no infinito
Cheio de conflitos...

Questionando a vida
Que em contra partida
Deixavam soltas
Perguntas no ar...

Querendo indagar
Esse anseio tomado
Por vezes no peito
Numa explosão de sensibilidades
Numa fragilidade
Que chegava abraçar!

Um abraço perdido
Na direção dos meus medos
Que em segredo me confessavam
Dúvidas de um sentimento alheio...

Num entendimento
De compreensão cética
Dos meus desenganos
Crescidos em desaforadas ilusões...

Sinto que joguei fora meu destino
Crescido sem destino
A esmo de aventuras
De uma necessidade louca de amar!...

Um amor sem razão
Tomado à proporção da emoção
Virou vício num viciado coração...

Esse amor que se fez em carências múltiplas
Cresceu à medida que amar
Fosse maior que o engano de ser amado
Um caminho errante
Marcante de sofrimentos
Em sistemáticos momentos
De tétrica ternura...

Um caminho sem volta
Percorrido de desilusões
Numa lição implacável
De escolhas infelizes
De amar quem nunca o amou...

Volto querendo percorrer
Essa estrada que viu minha juventude
Passando ainda jovem... Menina...
Numa lágrima despedida sem lamento
Num crescimento cruel da idade
Que virou essa saudade
De recuperar sonhos perdidos...

Reencontrar o amor nesse caminho
Dilacerado pelo tempo
Que por algum momento
Devolvesse a felicidade
Aos dos meus sentimentos...

Volto na mesma linha
Que desalinha meu peito
Traçando velhas lembranças
Desta velha infância
Que por amor me faz voltar...


Em 28 de abril de 2008

VIM TE TRAZER UM LINDO AMANHECER

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Acordo para caminhar em tua direção
Trazendo agradecimentos
Pela linda manhã
Que me abraça de luz...

São braços carinhosos
Vindos dos céus
Iluminando-me envolvidos em meu corpo
Numa carícia sublime de Deus
Desejando-me um lindo dia...

Para que eu partilhe contigo
Levando-o até você
Através da minha energia
Carregada de amor
Por tão bem querer!

Este dia pede que eu te passe
A sensação da liberdade
Que me permite enxergar tamanha beleza
Num olhar particular a todas as coisas Divinas...

O dia acorda maravilhado
Num espetáculo raro,
Para nos seduzir
De essências naturais
Embevecidas de paixão
Ao nosso bom viver!

Quero passar-te toda essa carga positiva,
Para que dela também se alimente
De mútuo desejo de bênçãos de Deus
Que nos deseja somente a felicidade
E o amor compreendido em doação.

Quero te doar o melhor de mim
Sei dos meus defeitos
Das minhas imperfeições
Muitas vezes superiores a esse gesto,
Mas tento melhora-los todos os dias
Carregando-me desta energia Divina
Necessárias ao meu crescimento espiritual

Deus não nos pede nada
Apenas que sejamos irmãos
Que ao acordar nos abracemos
Em amor e agradecimento pela vida!

Nem eu nem você
Somos qualquer um
Somos especiais
Escolhidos por Ele,
Para estarmos aqui
Nesse paraíso que Ele criou para nós,
Mas que o homem em seu egoísmo destrói
Em tamanha ganância e materialidade.

Essas interferências que sentimos dia a dia...
Não é um desejo Dele
Que se entristece ao ver a sua criação
Tomando direções opostas aos seus desejos
Ele é amor e quem ama quer bem
Não fere nem mata o ser amado!

Mas existem muitos deuses falsos
Vestidos de anjo
Que usam do seu Nome,
Para estar entre nós nos destruindo espiritualmente
Enfraquecendo-nos usa da nossa fragilidade e inocência
Com isso construímos um labirinto perdido dentro de nós
Não achamos mais a saída...

Mas a saída só vem do amor
Se não praticarmos amor em nossas vidas
Iremos distanciar cada vez mais
Das belezas imperceptíveis de Deus!

Por isso com humildade
Sigo em tua direção
E te levo um lindo amanhecer,
Para que não me perca de ti!...


Em 27 de abril de 2008

ALMAS VAZIAS

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Almas em completa solidão
Num retrato de corpos vazios
Num labirinto de desejos
Explorados no sexo
Numa compulsão em busca
De alguma coisa que preencha
Essa lacuna nos sentimentos...

O homem distancia cada vez mais de si mesmo
Num desencontro de perguntas sem respostas...
O meio alienado ao sistema bruto e insensível
Meramente carnal. A necessidade tamanha
De ser amado lança mão da precipitação das emoções
E passamos a amar o desconhecido...
Que se frustra numa convivência real do amor verdadeiro.

A liberdade exagerada
Se funde confunde...
A noção dos valores
Estampada em corrupções, violências,
Vícios... Direções a esmo do destino...

O desrespeito joga filhos contra pais
E pais contra filhos... A palavra carregada de ira
Violenta uma geração perdida do seu valor
A moral tão imoral aflora na juventude
Crescida sem respeito ao próximo!

O amor urgente fica ausente
Na declaração que o aproxima
Os gestos ficam esquecidos no papel
Que gritam em silêncio
Numa voz sem ouvinte...
Contrários de fora para dentro
Numa mensagem sem alma
Que passa entre nós
Mas não sentimos sua presença...

O mundo virtual derrama
Lindas mensagens
Lidas, mas não sentidas na alma em verdade...
Apenas uma necessidade fugaz de agradar!

A bíblia um livro escrito pelo homem,
Não mais inspirado por Deus!
Seus mandamentos esquecidos no passado
De nossos antepassados...

Almas vazias são o que criamos em laboratórios
Numa urgência do mundo moderno em sua globalização
Criamos espectros sem emoção... Matamos o próximo
Com a mesma voz de amor que declaramos em nome de Deus!

O amanhã tem medo
Almas vazias se alastram
Numa proporção maior que os sentimentos
A emoção é um grito de alerta perdido no coração
O amor é uma procura
Numa direção oposta...
Avenidas se abrem na alma
Corredores alargados de solidão!...


Em 25 de abril de 2008

MENINO REI

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Acorda menino rei
Vem um novo dia nos abraçar
Despertar no amanhecer
Derramando luz no teu universo,
Para que versos sejam soprados em teu nome...

E assim possamos nesta luz nos banhar
De energias necessárias, para um novo caminhar...

Vem ser o menino sol
Que depois de luas encantadas...
Adormeceu... Depois de beijá-la em despedida...
Vem... Traz tua abundância embevecida do infinito de Deus...
Nesses braços de amor sejamos envolvidos
Após adormecermos no colo amante da noite!...

Tua luz aquece vidas
Aflora primaveras
Testemunha estações
Inflama corações
Ascendem chamas esquecidas
De meros desejos da alma...

Menino rei
Vem bater nas ondas do mar
E tremular na beleza do horizonte...
Num olhar maravilhado da bondade de Deus
Que nos doa sem nada exigir
Tamanha sensação de esplendor!

Abre-nos está cortina de raios iluminados
Sobre o palco da vida... Embriagando-nos do fascínio
Desta paisagem de quimeras... Num cenário mágico
De vibrações positivas fartas de energias para um novo dia!...

Até que no poente
Esgotado de êxtase se despeça
E com a menina lua durma abraçada em sonhos
De uma linda poesia sobre o amanhecer
De um menino sol que no amanhã vai nascer...


Em 25 de abril de 2008

REDE QUE BALANÇA SONHOS

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Rede que balança sonhos
Sonhos perdidos embalados na alma...
Acordados ainda pequenos pela vida
Agredida em desenganos...

Sim... Foram tantos sonhos
Sonhados na rede da varanda...
Querendo esquecer dessa realidade
De adversidades somadas
Em tantas manhãs
De triste nostalgia...

Cheias de marcas e desencontros
Roubados de um sonho de felicidade
Arrancados por uma cruel realidade
Que hoje prefiro sonhar dormindo
Esquecida no balanço da rede...

Temendo que de mim ela se perca de vez
Em profunda melancolia
Num apego furtivo da vida...

Assim vou vivendo
Numa fuga constante...
Balançando quimeras
De uma fantasia
Que me devolvam sentidos,
Para continuar sonhando...

Na rede
Durmo mais e mais...
Dela acordo sóis
E lindas manhãs esquecidas...
Vejo noites inteiras de luas mágicas... Cheias...
Num espetáculo maravilhoso
De estrelas dançando derredor
Do meu leito
Feito bailarinas cintilantes
Iluminando meus sonhos...

Na rede me jogo
Esquecida de mim mesma
Sonhando apegada aos olhares da minha alma
Pintando telas imaginarias dos meus sonhos
Num olhar íntimo
De paredes interiores pintadas em grafite
Sublimando a felicidade forasteira dentro de mim...


Em 24 de abril de 2008

TAMBÉM SOU SEXO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Também sou sexo
Porque meu corpo é desejo...
É carne... Que tem fome de beijos!

Tenho curvas
Que se entregam num olhar
De outro corpo que me ascende
Inflama reações provocadas
De uma pegada ardente
De uma chama quente de amor!

Também sou sexo
Quando sou amante
E simplesmente mulher!

De um jeito insano profano
Entregue a paixão
De um corpo sensual
Molhado de um tesão carnal
Meio dócil meio animal!

Também sou sexo
Quando sou felina
Misturada a uma menina
Que também sente prazer!

Sinto desejos que afloram
Sem pudor também faço sexo faço amor!...


Em 24 de abril de 2008

RASCUNHO DO MEU CORAÇÃO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Quero rascunhar meu coração
Desenhado de amor
Com contornos de anseios
Carregado de desejos
Intenso... Forte... Destemido...
De personalidade voraz
Com olhar de súplicas
Cheio de paixão e sensibilidades
Muitas vezes um frágil coração!

Mas também
Um coração singelo
Aberto de alegrias e tristezas
Algumas por vezes maiores
Que os seus desejos
Sendo ele um vulcão em erupção
Carregado de emoção!

Coração errante em seus caminhos inconstantes
Sentindo-se muitas vezes um barco a deriva
Vivendo em altas tempestades e redemoinhos
A espera da bonança advinda da esperança
Em seu arrimo de fé.

Traz sempre nos lábios um sorriso despretensioso
Que cativa, prende, inebria, entontece,
Tamanha fascinação que exerce...

É meu este coração amado e temido
Que pego ilhado no peito
Cheio de luz refletindo no mundo
Sua maior das mensagens: Amor!

Escreve uma lista de amigos
Descritos na alma como flores
Cheios de essências
Em seus perfumes diversos
Exalando dentro dele
Uma fragrância única
Colhidas do seu jardim,

Soprados em versos
Em testemunho do absoluto
Amor que lhes confesso
Do seu jeito estranho e estúpido de ser
Que em sua mutação constante
Por vezes esquece de lhes perceber...
Mas é a poesia mais linda que mora neste ser!

Nesse coração incontido
Cheio de palavras
Aprendiz dos sentimentos
Retratados pela vida
Em momentos de valores
Imensuráveis e imperceptíveis
De uma intimidade
Que em idas e vindas
Sabe que veio aqui para aprender
Que viver é um estado da alma
Numa relação física
Que abraça o mundo para coexistir
Em seu existir superiormente interessante...

Assistindo da janela da alma
Sua passagem
Num crescimento de retas e curvas
De uma estrada que chega a algum lugar
Chamado destino!...

Esse coração está sempre no mesmo lugar,
Mas enxerga além do horizonte...

Que vive carregado de saudades
Cheio de várias lembranças...
Entre dois pólos negativos e positivos
Procurando viver sem nada exigir
Amando a vida como ela é...
Com suas explosões e variações de sentimentos
Com suas limitações e adversidades
Que lhe ensina no dia a dia
O que é viver!

Esse coração é meu corpo
Que me transforma entre o feio e o belo
Conforme o estado de espírito
Que ele se mostra
Ora cheio de defeitos meio sem jeito, imperfeito,
Mas um amante incondicional da vida!

Esse é meu coração
Um rascunho ainda incompleto
Um livro de amor por terminar
De letras maiúsculas e minúsculas
De uma poesia abstrata
Que dele relata vários sentimentos
Inspirando sua inesgotável emoção de viver!...


Em 24 de abril de 2008

PERFUME DE ALMAS

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Perfumes de almas escorrem
Molhando as flores do meu jardim
Caem em pétalas juntas de uma rosa
Exalando aromas... De cheiros exóticos...
Amadeirados... Adocicados... Misturados...

Essências diferenciadas...
Coloridas! De faces aveludadas...
Amarelas... Brancas... Vermelhas...
Apaixonadas... Rosas perfumadas!

Intensas seus desejos transpiram
A flor da pele... Seus espinhos ferem
Numa proteção natural da natureza
Em mutação de estações...

Algumas já ressequidas pelo tempo
Caem deixando uma passarela de saudade
Fazendo avenidas no coração...

Seguem deixando perfumes de almas pelo caminho...

O outono esconde o passado
De belas flores...
O inverno orvalha sobre as folhas...
Uma lágrima de chuva
Enche o frasco de lembranças...

Perfumes de almas colhidas
Sentidas a exaustão do prazer
Aquecem um veranico de sentimentos
Aflorando um cheiro de primavera
De almas perfumadas
Que nos deixam doses de felicidade pela estrada...

Numa porção de alegrias colhidas
Em manhãs de utopias...
Espalhando perfume de almas pelo vão aberto
Entre a amizade e o coração!


Em 22 de abril de 2008

O HOMEM DOS MEUS SONHOS

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


O homem que amei e ainda não conheci
Traja de uma sensibilidade
Capaz de sentir o amor em mim
Numa partilha de gestos
Entregues em flores perfumadas ao ser amado!

Não cavalga num cavalo branco,
Mas é o gentleman sonhado...

Sua carícia
É um sopro de ternura em m’alma
Seus olhos a forma plena do desejo
Dedilhados numa aventura em meu corpo
Ao encontro do êxtase de um prazer mútuo...

Suas palavras
Um sussurro no meu coração
Fazendo-me simplesmente perder a razão!

Mesmo que ainda não o conheci
Seu amor ainda é tudo para mim
É a espera vibrante de uma esperança
Acordada em meus sonhos...

O beijo surpreendendo meus lábios
Numa devoção íntima da paixão
Roubando do meu coração toda essência exalada
Da sua poesia... Em versos que não se cansam
De ser a declaração mais linda
Que fiz hoje ao meu amor!

Para que no amanhã
O futuro saiba
O quanto o passado e o presente
Amaram-te... Num silêncio gritante de solidão!

É sempre uma saudade...
Uma lembrança sem fotografia
A esperar seu retrato...

O homem dos meus sonhos
Por vezes me chamou de princesa
Num olhar confesso de eu te amo!

Por ele eu vivi uma vida
Em plenitude do amor
Respirei fantasias
Chorei e sorri num conflito de emoções!

Gritei a felicidade
Passando ao meu lado,
Porque era minha
Numa metade amor
Na outra também!

O homem dos meus sonhos
Sonha o mesmo sonho
Acordando junto numa entrega
De todos os sentimentos sonhados...

Nem mais importa o nosso encontro físico,
Porque nossas almas já se uniram para sempre...

Nas manhãs lhe sentirei
Numa energia que ascenderá todo meu corpo
Numa vibração do seu intenso calor a me desejar...

Nas noites
Dedicando-me uma estrela
Na mais linda lua
Num cenário próprio para te amar!...

Nesse amor eterno
Será o homem dos meus sonhos...


Em 18 de abril de 2008

AMANHECER DOS SONHOS

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Acordo da nau dos sonhos...
Para sentir a vida respirar na manhã...
Inspirando-me de energias,
Para compor a poesia que dela emana...

Respiro alegrias
Entre magias de um lindo amanhecer...

Paralela a felicidade
Vestida de simplicidades
Desalinha frondosos arvoredos
Esparramando flores coloridas pelo chão...

O bem-te-vi rege a sinfonia
Em maestria de pássaros soltos na gameleira-branca...
A liberdade testemunha a orquestra advinda da natureza!

Refletida sob a luz do rei sol
Uma linda manhã aquece o dia...
O peito absorve o oxigênio da vida
Sentindo perfumes imensuráveis...

Transeuntes caminham numa passarela de belezas
Seguindo rumo aos seus destinos...
Olhares estranhos se encontram
Sem notarem a presença da vida em sua trajetória...

O trabalho espera dentro dos arranha-céus
Fechados em vidros fumê de ilusões...

Pegadas seguem atrás de sonhos... Desejos... Amores...

A multidão se perde por avenidas... Ruas... Esquinas...
Numa linha transversal de direções incertas...

Deixa para trás belezas imperceptíveis de uma linda manhã...
Correm em busca de uma sobrevivência alheia...
Até que o ocaso chegue findando mais um dia
Em silêncio de sua poesia...


Em 17 de abril de 2008

VIAGEM

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Viajo nessa direção perdida
Rumo sem rumo
De um lugar abstrato
Paisagem de uma pintura íntima
Que folheia a vida
Em páginas de uma luxuria
Ligeiramente sentida em meu peito!

Navego errante
Nesse coração ilhado de solidão
Onde o corpo se entrega ao vazio
E a alma aventura fantasias...

Pega na mão dos sonhos
Para sentir a carícia do amor
Abandonado a sorte
De um leito de morte da ilusão...

Viagem etéreas
De momentos lúcidos de emoção
Sentindo a ternura em posse
No domínio da razão!

Explora segredos sussurrados da alma
Num verso de paixão
Abraçado de anseios
Aflorados de desejos
Num prazer fugaz
De pássaro poeta em solidão!...

Voando ilhas de sentimentos de esperança
Que ao longe o horizonte roube
A cena melancólica dos meus devaneios
De uma viagem efêmera
Que logo se esvai
Em revolto sentimento do meu coração!


Em 16 de abril de 2008

MEMÓRIAS DA VIDA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


A vida
Em suas memórias
Passa por caminhos estreitos e largos...

O presente e o passado
Intercalam-se numa conspiração do futuro...

Anseios escoam em buscas insaciáveis de sentimentos...

O amor resvala sempre nas portas da alma
Abrindo sonhos da janela íntima do coração...

O ar da felicidade
Respira ao fundo
Inspirando entre estações...
Primaveras são colhidas entre flores e espinhos
Exalando essências imperceptíveis,
Mas sempre perfumando cada amanhecer
Na certeza de uma passagem de aprendizados
Abraçados de fé e esperança...

A velocidade do tempo
Constrói e destrói estradas
Erguidas da alma
O corpo em seus desejos
Alimenta-se de amores efêmeros,
Para extrair uma conquista verdadeira
Que seja eterna enquanto dure...

Castelos de sonhos preenchem o vazio
De uma solidão cada vez maior
Pelo grito de sobrevivência
Que paira sobre a vida.

Como transeuntes passamos lado a lado
Sem percebermos a face do desconhecido
Que nos olha em sua ânsia de um carinho...
A corrida do tempo passa sem percebermos nós mesma
O corpo não corresponde às emoções que sentimos
E o cansaço da vida adoece o espírito
Em insensibilidades um do outro.

Nossas memórias não se lembram mais
Do último amor confesso numa palavra: Eu te amo!


Nem lembra o abraço inesperado
Que surpreendeu o dia e o tornou
Uma manhã de alegria...

A distância entre nós
Cava um túnel que impede
De entrar a luz do amor
E cada vez mais as sombras da solidão
Amparam-nos numa sensação dos medos
Impedirem uma saída da desilusão...

Tememos estar dominados pela maldição
De um lapso da memória
Que se esquece do amor ao próximo
E mata o próprio semelhante!


Em 16 de abril de 2008

A SAUDADE LEMBROU DE TI

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


A saudade é sempre lembrança
Carregada de doces recordações
Que falam na alma uma poesia
Ora de amor ora de amizade!

Ascendendo volúpias
Sobre as cinzas...
Fazendo crepitar
A lareira do tempo
Que leva e traz o passado
Num presente ávido
De sentimentos adormecidos
No colo do coração...

A saudade traz uma carícia
Levada sem despedida...
O coração revira uma caixinha de guardados
Revê fotografias tiradas em memórias inesquecíveis...

O papel rascunhado de versos
Feitos para traduzir o tamanho sentimento
Que guardo na alma
Gritando o quanto gosto de ti!

E a distância simplesmente separando nossos caminhos...

Mas a saudade é flecha certeira
Que aponta a direção mais intima de nós dois...

A lágrima se emociona
E chora... Um sabor de nostalgia...
Recorda nossas venturas nas páginas da alma...
Mútua entrega de carinhos
Numa amizade cheia de amor
Que sempre permite a saudade
Vinda nos trilhos do tempo
Deixada na estação solidão...


Em 15 de abril de 2008


DEDICO ESTE POEMA AO MEU QUERIDO AMIGO ROBERTO OLIVEIRA (MUNDO POETA)

AMAZÔNIA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Pulmão de uma nação
Que sofre pelos vícios de materialidade do homem
Que a asfixia em seu vislumbre vil de ambição...

Não importam o que se perca...
Mas o quanto se ganha.

Nossa floresta de virgens encantos
Abrigo de pureza e rara beleza
Sangra mutilada pela devastação...

O preço: Será pago pelo futuro de uma geração
Que sentirá os efeitos contraditórios
De pessoas inescrupulosas
Perdidas na inconsciência dos desejos da matéria.

Amazônia
Cortina densa de uma alínea
Feita de SOS
Deixa-nos a sensação de impotência
De cuidar do que nos pertence...

Direitos e deveres
Escoam nos leitos dos rios...
As lágrimas serão sentidas pelo tempo
Nos filhos dos nossos filhos
Que talvez não vejam mais
Nascer flores,
Mas só os espinhos ressequidos da cobiça.

Pedidos se alastram
Homologados na consciência
Dos direitos humanos de sobrevivência...

Os deveres são imbuídos por guerreiros
Vestidos por uma luta de justiça
Soldados armados contra a violência dos devastadores
Tentando replantar raízes de um sentimento
Capaz de salvar nosso pulmão: Amazônia!

Juntos numa comoção de amor ao próximo
Damos as mãos aos desenganados de sonhos
De um lugar onde possamos respirar livres
De posseiros infiéis do nosso legado de terras
Onde avançam a esmo da destruição...

O amanhã quer respirar
O oxigênio das árvores
Que Deus plantou com amor,
Para nossa sobrevivência.

Ervas daninhas querem proliferar-se
Impedindo o sol de nascer no horizonte
Tremulando nas flâmulas
Do pulmão do mundo!

Sozinhos
Formamos uma ilha,
Mas juntos salvamos o nosso planeta!


Em 15 de abril de 2008

Oi Ana Maria Braga,

Sou a Regilene Rodrigues Neves de Goiânia-Go, uma escritora amadora e pensadora que dá asas aos sentimentos deixando-os voar pela vida... Levando um pouco de mim por aí através da poesia, que é o que tem alimentado e sustentado minha alma... Assim vou escrevendo o que ela me traduz ao logo dos caminhos... Soprando-as no tempo... Para quem as encontre se alimente da minha doação de amor!




MAIS VOCÊ
Autoria de Regilene Rodrigues Neves


É a poesia...
Que acorda nossas manhãs entre quatro estações...

Maestria regida por dois iluminados:
Ana Maria e seu papagaio estimado...
Sempre carregados de energias
Passadas em ensinamentos do bem
Aquém as mazelas transitórias do mal...

Regadas todos os dias...
São flores que se abrem numa cortina de pétalas
Exalando perfumes imensuráveis na alma...
Extraindo essências necessárias
Para fazer transbordar o frasco do coração!

Ensinando através de um olhar de sabedoria
Que resvala no íntimo: Significados superiores da vida!

Contigo: Aprender tem sintonia
Que atravessa fronteiras... Tem magia...
Que contagia em significado de amor!

São como chamas acesas
Para crepitar de luz
Dias esmaecidos de sombras...

Aquecem o verão
De um outono fugaz...
Traz tempos de colheita de primaveras
Abastecendo invernos de emoção!

Sempre mais você
Um sorriso vestido de alegria
Que rasga o peito de sentimentos
Em pensamentos soltos na direção da alma...

Feito: Compressas que protegem o espírito
Em bandagens de luz
Curando nossas dores,
De uma forma imperceptível
Com esse carinho suave de ternura
Que leva o nome de mais você!


Em 30 de janeiro de 2008


Abraços Poéticos!

SONHOS PERDIDOS

Autora – Regilene Rodrigues Neves

A vida passa cortando a luz dos sonhos
Quimeras já distantes partindo em utopias
Felicidade por aqui é poesia em arrimo de esperança...

Lá fora crescem arranha-céus
Em vidros fumê de ilusões
Olho pela janela da minha alma
Sinto um barco a deriva
Um mar agitado em altas ondas
Querendo saltar para um outro lugar
Sair desta ilha deserta de versos melancólicos

Um som de amor se ouve ao longe
Somente as ondas se abraçam
Entrelaçam carinhos sobre os céus
Tépidos de um infinito olhar...

Um grito fantasma vem do silêncio
Querendo chorar a lagrima sem ternura
O colo vazio o lábio ressequido
No corpo sem amor!
Em prece confessa sentimentos torpes
Arrancados do seio no leito da dor!

A alma chorosa joga seu último olhar ao vento
A brisa solta um frenesi lânguido no meu corpo
O sonho pega o barco que parte sem destino
Numa viagem sentimentalista do coração
Em conhecer um mundo dantes sonhado

Vagam as lembranças céticas
De uma saudade vitima de desencontros
Não mais peço a presença da poesia
Que alimenta este desejo alvoroçado no peito
Que o verso do poeta chore sua dor sem ilusões
Feneça no espírito abraçado ao meu corpo
Todo amor roubado do meu sonho de felicidade.


Em 15 de setembro de 2006

OLHARES DA MINHA ALMA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Amiga do sempre
Face oculta de um anjo
Olhar tímido
Pincelado em devaneios...

Paredes ocultas
De uma alma exposta em grafite
Olhares de uma dimensão
Da felicidade em preto e branco
Vistos em puro encanto,
Apesar das sombras que cercam a vida
Vivida em desenganos...

A felicidade nem sempre colorida
Abriga-se no silêncio de um olhar
Que vê além de uma tristeza
Feita de sombrias quimeras...

São sonhos evasivos de um olhar
Furtivo das marcas do tempo...

Em lúcida amizade
Compreendemos e partilhamos
Os mesmos sentimentos
Entre a arte e a poesia
Encontradas nos olhares da alma...

À distância nos separam
Em linhas trêmulas no horizonte...
Abraçamos sonhos perdidos
Em mundos exteriores de sobrevivências,
Mas nos olhares da alma
Encontramos o mesmo infinito de esperança...

São gritos imaginários na plenitude de um olhar
Que nos fazem enxergar mundos etéreos de paz!...

Das sombras erguemos felicidades
E grandes amores
Fazemos suaves vôos pela liberdade
Expressa entre olhares...
Na face oculta de um anjo e um poeta
Criamos essa etérea amizade...

A arte pode ser contemplada
Assim como a amizade
Pode ser intrínseca na distância
O que importa são os laços de ternura
Que se sobrepõem às adversidades que nos separam...

Os olhares da minha alma estarão sempre
Enxergando a dimensão do teu olhar,
Porque trago-te em profunda saudade...

Só através da arte que relaciona povos
Seremos capazes de manter vivo o olhar
Que ascende nossas vidas
Sem apagarmos a chama
Que aquece nossos corações de amor pelo próximo.

Para amiga Miriam Braga
Que pinta olhares vistos das telas da vida
Pintou minha alma de poesia
Enchendo meu coração de palavras e alegria
Que não se cansam de escrever versos de felicidade
Por essa grande amizade!


Em 03 de abril de 2008

BEIJO MOLHADO DE AMOR

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



O sabor do teu beijo
Ainda sinto...

Tua língua dançando na minha
Num balé exaustivo de desejos
Teus lábios a me provocarem
Numa sensualidade superiormente interessante
Num banho tépido do meu corpo
Dilatado de prazer...

Teu coração arfante
Roçando na pele da minha alma
Provocando sussurros de palavras
Rasgando de amor meu peito
De um jeito insano de me ter!

Delirando entre o grito intenso
E um gemido suave
Absorvido de plena ventura...

O gosto das mordidas
Sentidas em fome de sexo...

Mas é o amor quem está aqui
Suspirando... Seu encanto diferente
Sentindo um luxo de sensações...
Num beijo molhado
Todo arrepiado num frisson de sentimentos
Explorados nesse momento!

Nossos corpos loucos para amar
Numa entrega de volúpias...
Roubando a sorte
De uma noite atrevida... De um beijo!



Em 25 de janeiro de 2008

A PROCURA DA FELICIDADE

Autoria de Regilene Rodrigues Neves



Saí à procura da felicidade,
Mas tudo conspirava contra ela
Cada passo andava paralelo ao fracasso...
Nunca desisti e persisti caindo e levantando
Sabendo que o segredo dela
Levaria-me ao sucesso...

Persegui minha estrada de sonhos
Vesti minhas fantasias...
O palhaço sorria no grande circo da vida
Ante o malabarismo da sobrevivência
Carências e desilusões não eram maiores
Que a minha felicidade...
Por ela eu lutei e venci o mundo!

O desamparo e a solidão foram menores
Que o gigante que se transformava quando sonhava
O sonho do meu encontro com a felicidade...
Transcendia minha liberdade
Abraçava-me de longanimidade
Num beijo infinito de prosperidade...

Por ela meus medos
Foram desvendando todos os mistérios...
Aquelas portas fechadas
Significavam mais que meros segredos...

Mesmo quando todos sorriam
Não entendia onde havia tanta felicidade
Até o dia que ela me pegou de surpresa
Depois de tantos desenganos
Gritou dentro de mim
Entre lágrimas e sorrisos
Em mágica emoção do nosso encontro!

O sentimento da felicidade
Tem sabores diversos...
De voar em estado de plenitude
Sair do inferno ao paraíso...
Ir da terra aos céus
Fazer de anos de sofrimento
Um momento único de paz!

A procura da felicidade
É ter a certeza que ela sempre existiu
Dentro de mim e nunca por maior que fosse
O meu estado de fracasso
Deixei de acreditar que a felicidade
Sempre morou dentro de mim
E hoje ela explode em fonte inesgotável de esperança
Abraçando-me de um novo ano de infinda alegria de viver
Esta é a verdadeira felicidade
Conquista-la todos os dias...
Tornando-me capaz de superar meus limites na vida
Construindo caminhos de fé na felicidade!



Em 30 de dezembro de 2007

AMOR ETERNO

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Estranho e louco
É esse amor meu
Que pelo tempo fora teu...

Escrito na alma
Com palavras de felicidade...

Aventureiro
Fez caminhos em outros corações
Em tentativas vãs do esquecimento...

Porque na alma traduz essa poesia
Cega de etérea paixão?

Passa um filme de lembranças
Toda conquista em versos
Da tua poesia...
O corpo entregue
O beijo para sempre
Marcado n’alma...
Declarações confessas:

“Eu direi olhando no fundo dos teus olhos”... Amo-te!

Nossas canções soltas lá fora
Vindas no tempo cheio de saudade...

A fênix do amor
Renasce no sempre...
O front tem perfume
Sereno de paz...

Tua face...
Contorno... Desalinho teus cabelos...
Entrelaço tuas mãos...
Nossas bocas respiram desejos...
Da alma... Vem na boca
O sabor de amor do teu beijo...

O corpo que amei em pensamento...

As noites que acordei
Molhada do suor misturado
Da tua pele na minha...
Nosso prazer na exaustão de desejos
Êxtase saciado em loucuras de amor...

Quantas vezes
Este cenário de magia...
Fez real...
Os dias...
Que contigo sonhei...


Um amor que nunca toquei,
Mas no meu corpo amei...
Qual loucura de um sentimento virtual
Surreal quimera de um sonhador
Desse estranho amor: Teu!

Desnuda muda vestindo fantasias
Num olhar sem medida
Viaja no infinito... Idas e voltas...
Por vezes refizeram o caminho...

Nem mesmo a distância
Perdera a carícia do vento
Desse frisson de amor
Que acorda na alma
Toda sensibilidade
Em verdade de um amor: Teu!


Em 19 de dezembro de 2007

CANÇÃO PARA UM GRANDE AMOR

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


O piano toca a música secreta da alma
Notas de um amor imerso
Entre o silêncio e o rascunho de uma partitura
Numa composição noturna
Sintonia de sentimentos na voz do coração
Transmuta na melodia que alivia
A dor de amor que entre as flores
Exalou o perfume suave de uma linda estação...

A primavera partiu deixando flores pelo chão
Segui o rastro das lembranças...
Afaguei a pétala vermelha da minha paixão!

Um olhar de sonhos ausentes
A fragrância da solidão
Impregnada de saudade
A canção entranhada
Rolando em lágrimas de emoção...

Gotas de orvalhos acordam a manhã
De uma noite nem se quer dormida
Vestida de versos da nossa canção
Rasurada de lágrimas
Desta minha infinda comoção...

Chorei ao sentir o amor que te entreguei
Quando o êxtase embargou meu corpo
A nota mais íntima do amor que te devotei!

A melodia que te escrevi
Somente escuta a alma que ama
Numa viagem etérea ela navega
O amor vira anjo
Leva-me em tuas asas de lembranças...

O céu vira uma cortina de suaves nuvens...

Na retina do meu longínquo olhar
Formam o amor uma imagem tua
Que faço melodia para nela te lembrar
Quando a saudade doer nessa dor infinita... Tua!

Exalada em primaveras...
Noturnas composições de um amor
Que ao morrer fez morrer a alma
Deste melancólico compositor...


Em de 11 de setembro de 2007

EMBEVECIDA LUA

Autoria de Regilene Rodrigues Neves


Eterna lua de noites de luares
Embevecida vagueia no silêncio
Por vezes entre multidões de estrelas
Que cintilam tua negra veste
Sombria de encantos
Que escondem prazeres
Ora de amantes envoltos
Nus a tua sedução
Ora de sonhos fugazes de ilusão...

Algumas vezes solitária
Arrima versos a poesia
Em romântica paixão
A tua voraz sedução
Que ao meu olhar de poeta fascina
Numa rima de quimera solta ao luar
Querendo meu coração de ti se emocionar
Ao ver tua beleza fascinante
Nos céus rodopiar...

Quantas vezes
Circunda no universo
Tua magia tomada de utopia
Pega meu olhar em mutua sintonia...

Fugitiva mim alma te abraça
Afoita da tua liberdade
Sombras minhas se encontram na tua
Viram nuvens passageiras
Imersas no além de uma conspiração
De súditos de uma sombria solidão
Veredas misturadas de ilusão...

Rasga a noite a veste do luar
Convida a lua à fantasia
Que fez meu olhar em tua imagem
Inspirar e em versos te recriar
Só para o meu prazer!


Em 31 de agosto de 2007