POESIA
(Regilene Rodrigues Neves)


Tudo era feito de poesia
Há noite o dia
Na imaginação
Que só os olhos via...

A beleza percorria
Aleatória ao silêncio
Que escutava a alma...

Entre os dedos
Versos escorriam cheios de ilusão
Tremulava o coração
Entre tantos sentimentos
Ouvia bem alto
A alma gritando
Premeditada poesia
Guardada em sons surdos e mudos,
Mas que falavam para o mundo inteiro
Em letras cheias de rimas...

Riam pra mim
Como se de mim
Quisessem escrever
O que não me pertencia
Não era só minha toda poesia
Que já vinha lá de fora
Para dentro de mim!

Apenas se misturavam
Aos sentimentos ali guardados
Para juntos saírem de mim
Num dom íntimo
Que quisera Deus me pertencer – Em poesia!...

Em 12 de julho de 2010

AS COISAS QUE A ALMA GUARDA
(Regilene Rodrigues Neves)

Abrigo-me no celeiro da minha alma
Onde guardo as coisas de toda uma vida
Por vezes as reviro dentro de mim
Alguns objetos decorados de alegria
Soltam sorrisos da minha face
Feito um bobo alegre rindo a toa...

Um bocado de tristezas
Estão feito poeira
Junto às coisas do passado
Envelhecem ali
Em meio a páginas escritas de mim...

São capítulos de uma história
Cheia de lutas
Na qual amparo meu alicerce.

Às vezes me acolhem
Num silêncio obtuso
Querendo dar a solidão
Uma proporção maior
Que a de estar só,

Quando apenas
Ela não passa
Do recolhimento
Que necessito para refletir
Meus caminhos...

Não me sinto só
Estou sempre acompanhada
De uma poesia
Que me preenche de alegria...

Alegria de sentir e de estar
Em qualquer lugar
Nela ninguém exige nada de mim
Apenas que minha alma voe...

Nesta liberdade
A felicidade no meu peito
Ecoa para fora
Para que meus sorrisos
Esgotem dos meus lábios
Toda alegria de viver
Que sinto quando parto
De um lugar ao outro
Sem sair do lugar
Apenas levando a imaginação comigo...

Para ser feliz não é preciso tanto
Apenas deixar vibrar a poesia da vida
Que se esgota no universo
Para enxergarmos e sentirmos felicidade
O resto são coisas necessárias à alma.

Em 29 de junho de 2010

FAZ SOL NA MINHA ALMA
(Regilene Rodrigues Neves)

Abrigo o sol na minha alma
Para que dias cheios de alegria
Pernoitem dentro de mim
E amanheçam dias felizes
Porque a vida ainda respira em meu peito
Na certeza de lindas manhãs que virão
Para me trazerem felicidade!

Enquanto houver vida
Existirão sóis em minha alma
Sou sempre esperança
Ela me levanta todos os dias
Porque minha fé é maior
Que os meus desenganos.

Ás vezes que pareço triste
São fases que me levam a crescer
É quando estou aprendendo com meus erros
A superar minhas fraquezas
Sou mais forte nas provações
Que a vida me impõe
Porque me agiganto
Diante das lutas!

Descubro em mim
Uma guerreira no front
E luto de igual para igual
Com meus inimigos
Vencer para mim
É acreditar na minha capacidade
De ser quem sou
Uma vencedora dos meus sonhos!...

Sonhos que me fazem sempre
Sonhar mais um sonho
Ás vezes se interpõe algumas derrotas
Porque preciso delas
Para brilhar meu sol nas manhãs...

Os dias nublados
Passam à medida
Da intensidade que provoco
Com a grandeza do amor
Que coloco na minha alma
Para dissipá-los!

Este sol eu cultivo dentro de mim
Com a força positiva do meu ser
Está e a dimensão da vida
Que procuro viver
Para que só lamente morrer!

Em 25 de junho de 2010

OLHAR APAIXONADO
(Regilene Rodrigues Neves)

Leio o amor nos teus olhos
Enquanto tua boca sussurra que me quer
Lábios molhados transpiram
A vontade de beijar os meus...

O desejo
Já é uma fantasia que me despe...

Meu olhar prisioneiro em teu amor
Sente a alma dilatar
A paixão da minha pele
O suor que evapora do meu corpo
Tem cheiro de sedução...

Teus braços se aproximam
Numa pegada próxima ao êxtase...

Ofegante nossas respirações se encontram
O beijo é uma entrega de amor
Que se rende as caricias de um olhar apaixonado...

Namoramos deitados em céu aberto
A lua encosta na terra sua beleza faceira
E as estrelas lá em cima
Deixa a penumbra da noite
Ser cúmplice do nosso amor...

Algumas vezes piscam aleatoriamente
Para enxergarmos a magia a nossa volta...

A brisa arrepia meu corpo
E um torpor de emoções me devora
Sentindo-te me amar com a devoção
De um olhar apaixonado...

Em 23 de junho de 2010

HORAS DE AMOR
(Regilene Rodrigues Neves)

Há noite fecha as horas
Arredor do silêncio
Amantes se acariciam
Sob tetos de vidro...

Aqui... Tuas mãos
Possuem meu corpo
Sussurros de amor
Soletram vagarosamente – Te amo!

O som surdo ecoa dentro de mim
Meu coração apaixonado ouve
As notas plácidas
Vindas da tua alma...

Curvo-me em teus braços
Entregando-me a ti!

Rodopiamos ante as estrelas
Acesas dentro da noite.
Quimeras voam arredor da lua
Entre nós somente fantasias...

Nossos poros emergem na pele
Gotas molhadas de volúpia...

Lábios e línguas se beijam
Provocando o desejo
Amamos como se fosse à última vez
Sem saber que a eternidade
Guardaria para ela nosso amor...

As horas prolongam nosso encontro
Arrasta os minutos para fora do relógio
Esquecemos o tempo...

E logo gritos viram
Uma música romântica
Cantada da alma...
O coração acelera
No ritmo dos nossos corpos...
Súplicas de caricias pedem mais...

Já nas alturas
Não temos mais para onde ir
Partimos para o infinito
Do nosso encontro de amor...

Em 18 de junho de 2010

POESIAS NA ALMA
(Regilene Rodrigues Neves)

Às vezes somos confundidos
Com estranhos sentimentos
Que a alma nos expõe
Flagra nosso íntimo na intimidade
Revela segredos
Guardados entre paredes ocultas...

Emoções se propagam ali
À dimensão do êxtase
Explode, aflora, derrama...
Escorre em gotas de versos
Lágrimas se misturam
Molhando dentro do peito...

Nasce a ode
De dentro pra fora...

Aceito a poesia
Que se escondeu nas sombras
De uma paisagem frágil...

Contraria o silêncio
Cria asas
Voa
Sobrevoa sóis luas
Até cair no tempo
Feito folhas
Escritas a esmo de outonos...

Ventos
Chuvas
Primaveras
Dissipam estações
Seguem seu destino
Lendo poesias na alma...

Em 18 de junho de 2010


UM POEMA ENTRE LENÇÓIS
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Despi-me frente à poesia
Que me olha cheia de desejo
A intimidade entre nós
Cobiçando o prazer
Contido em minha alma...

Em êxtase meus sonhos
Cheios de fantasias me propõem
Beber em teus lábios
Noites de amor
Até consumir-me inteira...

Embriago-me com a quimera
Leve e suave do cheiro noturno
De amantes entre lençóis...

Dedos suplicam no meu corpo
Prometem partirem de mim
O começo de uma aventura
Arriscada na experiência
De uma poesia de amor
Sentida quando me entrego a ti!

Sinto-te roçar no meu corpo
Teus braços dentro dos meus
E tua boca beijando a minha...

De olhos fechados nos perdemos...

Imaginamos um lugar em volta de velas
Taças cheias borbulhando nosso amor
Sugando gritos de prazer da noite...

Já dentro de mim
Sinto o movimento mágico do teu corpo
Levitando o meu ao teu encontro
Pronunciamos nosso amor
No instante entregue a poesia
Que se faça minha e tua
Nessa noite inspirada
De versos insanos
Possuídos de sensualidade,

Para que possamos viver
Outra vez esse amor
De posse da minha alma
Num poema escrito
Do meu corpo amando o teu...

Em 17 de junho de 2010

VOLTANDO NO TEMPO
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Olho pela janela do tempo
A vida ontem e hoje
Entre lembranças...

A retina turva
Embevecida de saudade
Derrama uma lágrima
Que escorre pelos porões da alma...

Guardados antigos
Cheios de sentimentos
Alguns anseios e ilusões
Presos num varal
Esticado de um lado ao outro
Do coração!...

Razão fora extravasada em alíneas
Pausadas de sonhos...
Sensibilidade por ali
Solta feito poeira
Dentro do peito...

Alguns capítulos do passado
Sem revisão - apenas rascunhos,
Que quis esperar outro dia para ler...

Talvez encontrasse o sentido
Que aquele momento omitira de mim...

Hoje
Absorvo o presente
E todo aquele passado
É uma saudade intensa
Minha vida revirada em minha alma
Procurando por lembranças
Que me afaguem desse presente mórbido...

Notas que me surpreendessem
Naqueles rascunhos manchados de mofos
Jaz esquecido em meus mistérios...

Quem sabe em meio a essas lembranças
Eu encontre uma página misturada
Noutras e reencontre o significado
Desta poesia que reescrevo
Para matar a saudade
De um resto de felicidade
Perdida dentro de mim...

Em 13 de junho de 2010

ATRÁS DE SONHOS
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Corro na alma
Perambulando atrás de sonhos...

Procurando um amor
Por trás do infinito
Quem sabe um grito
Solto no tempo
Ouça a poesia em mim
A declarar versos apaixonados
Vestidos em fantasias
Românticas do meu coração...

Que sonhara amar
Feito poesia
Num soneto de fidelidade!

Em véspera a felicidade
Antecedeu meus sentimentos
Soletrando em minha alma
Sentimentalidades de um poeta...

À tarde
Chega engolindo o dia
O tempo precede a noite
Para que eu possa
Debruçar na varanda
E sentir o vento bater no meu rosto...

Meus sonhos vêm vindo
Cavalgam em céu aberto
De longe avisto a lua
Beijando quimeras...

A ode cercada de estrelas – sonha...
Acordo dentro de uma poesia de amor!

De lado a lado frases se encontram
Estrofes melodiosas
Adocicadas de magia
Querendo dentro de mim
Alçar utopias
Para que eu possa me iludir
De um bocado de ternura
E acariciar-me de um pouco de amor!

Em 05 de junho de 2010

MIRIAM
por Regilene Rodrigues Neves

Meu coração doe de saudade
Sinto falta da sua amizade
Das conversas jogadas foras
Nas horas solitárias
Que vinha me dar seu ombro amigo
Para chorar minhas tristezas...

De ouvir suas palavras de força
Quando as minhas não mais reagiam
E também das poucas alegrias
Que nos arrancaram risos
Perdidos na alma
Em meio a tantos infortúnios...

Sinto-me um lixo de amiga
Por tê-la afastado de mim
Numa conversa estúpida e impensada
Das minhas palavras mal ditas na hora errada!

Muitas vezes energias negativas
Conspiram para que os nossos inimigos
Alimentem-se das nossas fraquezas.
Quanto mais eles nos atingem
Mais se engrandece e nos afastam
Do nosso bem maior – o amor!

Tenho certeza que a nossa amizade
É maior que essas conspirações negativas
Que nos usam para ferir e magoar a quem amamos
E que você em sua infinita grandeza e bondade
Tornará menor esse dia insignificante
No meio de tantos que partilhamos
E construímos nossa amizade.

Fui fraca e covarde
Ao deixar minhas frustrações
Interferirem entre nós
A ponto de criar essa animosidade
Na nossa amizade e minar uma relação
De afeto que alimentava de alegria
Os nossos dias cheios de amargura.

Minha amizade se rende a tua
Para pedir perdão
Por meus estados de ânimos
Que são muitos,
Mas nenhum é maior
Que o sentimento de amor
Que trago em minha alma
Para fortalecer-me diante das intempéries
Que nos trazem dias negativos e tristes...

É com esse amor
Que te abraço do fundo do meu coração
Para que a nossa amizade volte a sorrir
E partilhar a afinidade das nossas almas!

Em 27 de maio de 2010

O AMARGO E DOCE SABOR DA VIDA
Autoria Regilene Rodrigues Neves

O sabor da alma
Ora doce ora amargo
Reflete as energias do universo
Que aspiramos e inspiramos
A gosto do tempo
Que em seu destino
Desvia nossos caminhos
Para que possamos sentir
Todos os sentidos
Que a vida através dos mistérios
De Deus nos proporciona
Para elevação do nosso espírito!

Até mesmo o fel
Trás em sua essência de amargura
O gosto sutil do mel
Sentido após beber
Todos os seus anseios de ilusão...

Nenhuma folha
Desvia-se do outono
Mesmo que o vento
A leve contra o seu destino...

A dor e a tristeza
Assim como a alegria e o prazer
É transitória a medida
Do que constrói a nossa alma.

O nosso merecimento
É construído dia a dia
Visto que nossas imperfeições
Retarda as nossas conquistas...

A felicidade não está por aí
Onde nos facilitaria o seu encontro,
Mas dentro de nós
Onde raramente a sentimos
Viciados a olhar para fora
E nunca dentro de nós!

Nossos orgulhos e egoísmos
Muitas vezes obcecados de ignorância
Sem nenhuma humildade
Desvia-nos da sabedoria de senti-la!

O doce sabor da vida
Advém de passarmos pelas amarguras
Com astúcia na alma
Ao sabor do coração!

Em 27 de maio de 2010

NOITE SOLITÁRIA
Autoria Regilene Rodrigues Neves


Coração vazio
Acha uma poesia
Solta na alma
Uma página escrita
De sentimentos solitários...

Sem carinho procura afeto
Num pedaço de papel
Alguns desejos em chama
Queimam em palavras
Cheias de amor...

O verso solitário se mistura
Acende a volúpia
De uma noite de fantasias...

Sobre a pele em febre
O contato da língua nos lábios
Molha ante a vontade de um beijo
A imaginação te procura
Despe teu corpo
Beija tua boca...

Sinto teus dedos
Desalinhando meus cabelos
Meu corpo um pedaço de fogo
Queimando em teus braços...

Palavras se amam
Em verdade absoluta
Luta contra a solidão
Vestida de carência
Cuja essência vira poesia
Derrama feito gozo sobre o papel...

O cheiro de amor
Fica no quarto
Em meio a fantasias
Criadas por um solitário poeta
Em noite vazia...

A cama fria
Sente a poesia me aquecer
Fingindo-me um amor
Até que um sonho me adormeça
E um poema amanheça
Solitário num pedaço de papel...

Em 24 de maio de 2010


A FELICIDADE PASSA PELO FRONT...
Autoria Regilene Rodrigues Neves

O sol aquece a felicidade
Raios de alegria
Sorriem para manhã
A vida respira
Enquanto o tempo
Se esvai sobre o front...

Os ventos de outono
Sopram para primavera
Suas folhas ressequidas de solidão...

Choram as rosas
Sentimentos molhados de versos
Sentem o gosto da poesia
Na cavidade da alma
Brotar suas flores cheias de emoções...

Pétalas apaixonadas caem
Deixando um rasto de essência
De amor pelo caminho...

A felicidade segue sorrateira
A manhã que sorriu
Vê sua alegria partir...

O tempo debruça sobre o horizonte
O dia fecundo copia seu verso
Cheio de poesia no front...

Em 23 de maio de 2010

SER MÃE
por Regilene Rodrigues Neves

Ser mãe
É o momento confesso
Do seu estado – Grávida!

É uma viagem
De nove meses no ventre
Se auto-descobrindo: Mãe!

É sentir as mãos de Deus
Colocando dentro do ventre – O amor!

Ser mãe
É parte de um caminho eterno entre ambos...

É ser mais que gerar
É adotar com amor a maternidade
Na sua condição – Mãe!

Ser mãe
É se sentir maravilhada com a vida
Através da graça recebida.

É sentir o êxtase da felicidade
Acariciando mãe e filho!

Ser mãe
É doar-se inteira
E sem limites todos os dias
Para que seu filho
Absorva todo amor da sua alma
Em sublime afeto de mãe!

Ser mãe
É ser completa
Numa força invisível
Que a sustenta de coragem e proteção
É ter asas para abrigar
É se multiplicar
Em leoa se transformar
E seu filho amar... amar... amar...

Em 08 de maio de 2010

A ESPERA DA FELICIDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Às vezes eu tento
Invento uma poesia
Na rotina dos meus silêncios...

Preencher um pouco a solidão em volta
Ter um dia diferente
Que a mesmice dos meus dias
Ouvir uma nova canção
E quem sabe esse coração
Possa sentir uma nova emoção!...

Vivo de uma verdade solitária
Onde os sonhos
Estão atrás dos meus desenganos
Em frente uma sombra de aparências
Carências tatuadas na pele da alma
Expostas em sensibilidades
De uma cruel realidade...

Tento me enganar
Numa felicidade exagerada
Inventada numa poesia
Onde eu possa esquecer
Um pouco de mim
Sem sofrer todo dia esse vazio
Que se apegou a mim
Levando embora minhas alegrias...

Mergulhada em nostalgia
Passo horas alheia em pensamentos
Um bocado de tristeza
Dilacera meu peito cheio de lágrimas
Nem sequer sei mais chorar pra mim
Engasgada em sentimentos sôfregos...

Mas todo dia ainda me apego
Numa esperança
Que possa me dar um dia melhor
Onde um sorriso renasça dos meus lábios
Feito beijo de amor
E eu possa sentir um carinho
Despir-me dessa roupa triste
Que veste os meus dias...

Sei que é possível
E ainda acredito.
Mesmo que se repita
Esse dia nublado dentro de mim...

Lá fora o sol existe
Para todos porque não pra mim?

Hei de merecer novamente a felicidade
Que deixei escapar em minhas mãos
Por simplesmente querer ter e não ser.

Na companhia da poesia em minha alma
Eu sustento uma vida
Gero dentro de mim alguém melhor,
Para que um dia eu conceba novamente
O direito a minha felicidade...

Sei que ainda vou rir das minhas tristezas
E vou tirar proveito das lições que ela me deu
Em dias cheios de solidão
Onde meditei junto à poesia
Que libertou a dor presa em meu coração!...

Vivo um dia triste de cada vez
Para não me sufocar e suportar
Até o meu dia de felicidade chegar...

Em 20 de abril de 2010

A SAUDADE CHORA POR TI
por Regilene Rodrigues Neves

Caiu saudade dos meus olhos
Numa possa de lagrimas
Refletiu teu rosto...

Tuas memórias escorreram
Por um rego de lembranças...

Indo para dentro de mim
Lá onde o amor
É o sentido mais profundo entre nós...

Procurei ali um refugio
Onde pudesse afagar
Minha saudade
Senti vontade de voar lá céu
Para te tocar mais uma vez...

Quem sabe meu peito aliviasse
Essa lacuna que se interpôs no meu caminho
Feito um precipício que nos separou...

Mas antes me encho de amor
Para soprar em ti
Que jaz na eternidade me deixando
Esse gosto salobro de saudade...

Em 19 de abril de 2010

SOU SIMPLESMENTE UM POEMA
por Regilene Rodrigues Neves

Sou mar violento
Procurando remanso nas águas dos sonhos
Sou céu exagerado de plenitude
Sou pássaro voando junto à liberdade
Sou filha da felicidade!

Sou mais quase um oásis
Prazer absoluto de todas as coisas!

Sou poesia solta no universo
Respiro manhãs
Tenho sede de orvalhos
Beber nas pétalas meu ópio.

Meu cheiro é o perfume das flores
Minha essência é um jardim
Colorido de alegria...

Os espinhos das rosas
Que me feriram
Estancaram minha alma
Com sua beleza maior
Que um mero ferimento
Da sua imperfeição
Porque sou feita de emoção
Curei com amor meu coração!

Sou êxtase
A minha intensidade
É feita de sensibilidade...

Sou frágil por trás da minha força bruta
Minhas lutas são vencidas
Depois de emergirem do purgatório!

Sou sentimento
Aleatório são meus “ais”
Nas fronteiras do pensamento
Onde sou simplesmente um poema!...

Em 19 de abril de 2010

QUERO DE VOLTA MEU SORRISO
por Regilene Rodrigues Neves

Quero sorrir o meu riso contente
Mesmo que feito de alegrias efêmeras
Já que a felicidade é uma conquista diária
Dos meus estados de ânimos.

Ainda assim quero
Um sorriso disfarçado
Na gargalhada presa dentro de mim
Jaz que em melancolia
Uma amarga tristeza
Permanece em face da minha alegria.

Quero roubar na minha alma
A infância que me fez crescer
Deixando para trás a menina divertida
Que sabia sorrir para o nada
Somente pelo prazer de um sorriso.

Quero exteriorizar de novo esse sentimento
Que outrora era uma brincadeira
De constante alegria
Para agradar minha alma cheia de juventude!

Quero de volta meu sorriso
Satisfazer de esperança meus lábios
Para que minha alma
De satisfação se regozije!

Em 16 de abril de 2010

AMIZADE CHEIA DE SAUDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Nossos caminhos se perderam
Numa estrada de mão dupla
Fomos para lados opostos da vida
Seguindo em frente...

Mas meus sentimentos
Sempre fazem uma viagem de lembranças
A saudade volta o tempo
Lá onde te deixei...

Nossa amizade
Cheia de alegria
Ainda me contagia
Te recria quase todo dia...

É a poesia que me faz companhia
Acalenta minha alma
Que sobrevive de versos
Dos melhores momentos
De grandes amigos
Que marcaram minha sensibilidade de carinho...

Tento transmitir a falta que faz a tua presença
No meu coração cheio de saudade
Que por vezes te procura
Num pedaço de papel
Para falar do teu significado pra mim
Que mesmo ausente da sua vida
Te trago no meu peito
Em laços feitos de ternura!

Sempre volto ao passado
Para lembrar as gargalhadas
Cheias de brincadeiras inocentes...
As palavras que me encheram de auto-estima...
A força dos abraços trocados
Em estimulo de coragem...
Enfim a grande festa
Que foi te conhecer...

De repente um gosto de lágrima
Cai dos meus olhos
Nos meus lábios
Que disfarçam um sorriso
Na minha alma molhada
De saudade da nossa amizade...

Em 13 de abril de 2010

SUA AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

Sua amizade
Faz parte do meu lado frágil
Cheio de sensibilidade
É nela que me amparo e fortaleço
Me aqueço do frio da solidão
Que teima em fazer inverno no meu coração...

Quando procuro colo
É nela que me apego
Para esquecer minha desilusão!

Seus gestos
São sempre carinhos
Que afagam minha alma
Seu ombro é remanso que me acalma...

Seu sorriso me contagia de alegria
Faz melhor os meus dias
Que se enchem de poesia
Para soprar meu bem-querer em você!

Sua amizade
É feito felicidade
Quando bate na porta
Nada mais me importa
Só quero matar a saudade!

Assim é nossa amizade
Perambula pelo tempo
Entre a ausência e a distância,
Mas sua presença é uma constância
Dentro do meu coração
Vira sempre uma poesia
Que me preenche de carinho e emoção!

Em 07 de abril de 2010