MESMO QUE EFÊMERO
(por Regilene Rodrigues Neves)

Queria-te num poema de amor
Sentir nos teus lábios
Toda eternidade de um beijo...

Guardar-me na tua boca
Ser a paixão in-loco dentro de ti.
Refugiar-me a sombra do teu sentimento
Esquecer-me nas horas de alegria
Que o tempo guardou pra mim
Na poesia a revelia
Em minha boca cheia de amor...

Ainda que só por um momento
Mesmo que efêmero
Ser-te-ia tão somente meu
Enquanto meus lábios de desejo
Pronunciariam um poema
De amor todo teu!


Em 07/08/2015

UM OLHAR PARA DENTRO
(por Regilene Rodrigues Neves)

Um olhar para dentro
Faz enxergar o coração
E dele emitir amor
Para outro coração
Gratidão de quem ama
A si mesma e a outrem!

Somente a alma
Faz carinho noutra alma
Se elas não se tocarem
Fica um coração vazio de emoções
Incapaz de sentir o outro e a si próprio.

Quem ama enxerga
Com os olhos da alma
E se apega a outrem.

Além das palavras
É necessário o toque
Deixar de lado o invisível
E se abraçar.

É o carinho do abraço
O significado do gesto
Que alimenta o espírito.

Almas frias
Não reproduzem calor humano
E apenas propagam carências.
Um olhar para dentro
Faz enxergar o coração
E transmitir ternura...

O plano carnal é efêmero
O amor é o único meio
Para alcançar a felicidade plena
Quem o propaga, abre caminho
Para encontra-la, por isso,
Enxergue-se com amor
E reproduza carinho...

Quem abraça o outro
Sente o coração
Transmite alegria
E faz a alma sorrir!

Em 19/07/2015







A NOITE
(por Regilene Rodrigues Neves)

Lá fora estrelas e lua se misturam
O céu é uma ode ao poeta
A poesia no cenário celeste
Escreve versos no universo...

No infinito habitam sonhos,
Quimeras da alma
Que adormeceu sobre a janela da noite...

Em volta fantasias
Almas livres correndo nuas
Por ruas de ilusão
Viagens etéreas entre o céu e a terra
Gritam epopeias pelo caminho...

Caminheira a solidão transeunte
Vaga solitária ao som dos sentimentos...

A rima a revelia se pronuncia em silêncio
Os dedos se curvam sobre o papel
E todo o céu se deleita
Num prazer suave e prolongado
Descrito pelos olhos da alma
Num átimo absoluto do poeta
Que contempla a noite.


Em 18/07/2015




SOBREVIVE A SAUDADE
(por Regilene Rodrigues Neves)

Teu óbito em mim jaz
Um poema de saudade.
Saudade de um relicário vivo
Das tuas memórias...

Saudade de noites embevecidas
No suor da carne
Das horas de amor
Entre um beijo
E o sabor do teu corpo...

Saudade da poesia
Cheia de ousadia em meus lábios
Molhados de palavras ávidas de prazer...

Enquanto no teu colo
Minha boca percorria
Um caminho de alegria
A experimentar teus sorrisos
De puro êxtase a bel-prazer...

E minha boca a te querer mais e mais
Devorando tuas lembranças...

Saudade na alma
Num poema de amor
Sobre o leito vazio...

Um olhar para dentro
Revirando a poesia
Mergulhada em sentimentos.
Tantos momentos que partiram
Deixando para trás fantasias
Escritas na solidão...

Saudade viva de um amor que jaz
Flores esmaecidas sobre o luto da alma
Da poesia que desafia a própria morte
Para expor a saudade...

Em 16/07/2015





MEUS CABELOS BRANCOS
(por Regilene Rodrigues Neves)

Um fio de cabelo branco aqui outro ali
E de repente já é cinquenta e dois.

Lutas, lágrimas e alegrias pelo caminho...

O aprendizado bateu a porta
E aquela menina um dia cheia de sonhos
Olha pra trás radiante por tantas conquistas...
Algumas nem imaginava alcançar,
Mas Deus as tinha para mim.

...E eu cheguei aqui.

Hoje desvendando meus cabelos brancos
Senti uma enorme alegria
Em ver o reflexo
Do quanto à soma dos anos me ensinaram...

Aquela menina cheia de anseios
Deu lugar a uma linda mulher.
Sim pra mim sou uma linda mulher
Que a soma dos anos amadureceu
Sem perder a ternura e beleza interior.

Descobri que nenhuma ruga
Ou cabelos brancos envelhecem a alma
E que a soma deles são virtudes
De um vigor sublime de quem ama a vida!

E de repente esses cabelos brancos
Que quis esconder não sei por medo de que.
Sei que hoje eles mostraram a minha alma
Que ela permanece cheia de sorrisos
E que a minha criança ainda existe
Cheia de alegria.
Que os ventos que sopraram contrário
Só me ensinaram o valor de cada um...

Meus cabelos brancos
Hoje me fazem assumir outra mulher.
Que se enxerga
Não pela aparência exterior,
Mas pela alma de quem vê poesia
Nos seus lindos cabelos brancos!

Em 08/07/2015






SENTIMENTO A MÃO
(por Regilene Rodrigues Neves)

A sombra da alma
A ode derrama seu unguento
Perfumando meu corpo
De versos de amor...

Delírios se propagam soltos ao léu
Desejos, carinhos e carícias se misturam.
Enquanto meus lábios predizem
Palavras mudas escritas à mão...

Deleita meu coração embriagado
A estrofe carmim de puro ópio
Virando meu lado secreto do avesso...

Sentimentos a mão descrevem a poesia...

O beijo misturado ao batom vermelho
Se delicia do gosto ávido de prazer.
O corpo inteiro é uma ode ardente
Veemente me toma a bel-prazer
Pura vontade de um carinho ousado
Que fizesse a alma se expor
Entre versos de amor...

Rimo teu sorriso a minha alegria
É tua a poesia que me invade
É teu meu amor secreto.
Discreto me consola
A sombra da alma
E me deleito entre palavras de amor
Que escrevem a mão a ode
Oculta no meu coração...

Em 05/07/2015






SAUDADE TEM NOME DE FILHA

Saudade tem nome de filha,
Filha que partiu rumo aos sonhos
Abriu asas pousou no Cristo – Cristo Redentor!

Lá onde a alegria contagia
Num abraço estendido
Que pra ela dizia:
Aqui é o seu lugar
Bem-vinda! O Rio quer te abraçar!

Lá a alegria mora na praia
Troca sorrisos todos os dias.
Tem sol, tem poesia, tem magia,
Mais que alegria,
Tem raios de liberdade
Cheiro de felicidade...
Ela mora no rio, Rio de Janeiro!

Onde minha saudade
Vai todos os dias passear
Vai levar meu amor
Vai buscar seu calor
Secar as lágrimas
Que a saudade dela me deixou...

Regilene Rodrigues Neves

Em 20/06/2015




MÃE
(por Regilene Rodrigues Neves)

Amo tua história
Tuas lutas diárias
Cheias de aprendizado
E ensinamentos.
Tua ácida doçura
Misturadas na tua fala
Que hora exige ora afaga
Num carinho plácido de mãe!

Amo tua essência
Tuas fragilidades ocultas
Por uma força a vencer
Tua história de vida!

Tuas rugas que o tempo mostra
No teu corpo alquebrado
De muitos sofrimentos...

Mas nelas enxergo também
A sabedoria Divina
Que ao longo do tempo
Alimentaste em tua alma
Louvando a Deus
Nos teus atos de fé e esperança,
Para não colocá-los à frente
Do teu propósito de vida eterna...

De todas as guerreiras que conheci
É à matriarca
Tamanha tua força e coragem
Ao enfrentar um legado de dores
Sem perder o amor pela vida...

Amo compartilhar tuas orações
Cheias de bênçãos do Senhor
Receber a graça doada,
Ouvir teu louvor!

Ontem fui tua criança
Cuidaste-me e me abrigaste em teu colo,
Colo que hoje quero te dar
Cuidar-te fazendo o caminho inverso
Entre mãe e filha...

Amar-te com o mesmo cuidado
Enxugar tuas lágrimas,
Transforma-las em sorrisos
Entrelaçando o amor entre nós
Mútuo e intrínseco, materno e fraternal.

Quero amar-te com a mesma dedicação
Renunciando todo orgulho
Que possa me afastar de cuidar-te com amor,
Porque amor foi o que me doaste
Abrindo mão de si própria
Numa longa história de muitas dores,
Mas sem abrir mão de cuidar de nós
Com teu amor de mãe!

Em 16/06/2015




SAUDADE DE VOCÊ – MAYARA

Saudade do seu olhar carinhoso
Do seu abraço gostoso
Do seu jeito forte de ser.
De dizer que me ama
E de me surpreender!

Saudade da minha menina
Minha melhor amiga
Que me ensinou a crescer.

A querer ser mais
Para meu melhor lhe oferecer!

Saudade de nós duas
Nos caminhos íngremes
Que vencemos
Amparadas no amor,
Amor superior
Cheio de fé e esperança
Que um dia nos dará sua bonança...

Saudade da filha
Que partiu rumo aos sonhos,
Mas que deixou dentro de mim
Marcas de amor,
Amor sublime, amor inteiro,
Amor eterno...

Carregado no ventre
Concebido para o mundo
Feito de uma relação intrínseca
Amor maior entre mãe e filha!

Saudade de você - Mayara

(por Regilene Rodrigues Neves)
Em 31/03/2015




POEMA DE AMOR
(por Regilene Rodrigues Neves)

Senti vontade de te amar
Deitei meu corpo no teu
Numa procura de carinho
Sussurrei-te palavras de amor
Enquanto ouvia tua voz ao pé do ouvido
Declarando-me tua paixão
Vivemos momentos de poesia ao som coração...

Nesse mesmo querer despimos fantasias
Que nos lábios era a ode de um beijo
Provando palavras ditas a bel-prazer...

Rimas de desejo se misturavam na estrofe do poema
De amantes que se entregavam ao lirismo da utopia
Rolavam entre uma estrofe e outra
Gritando da alma sua volúpia...

E o verso continuava nos teus lábios
Provando os meus cheios de malícia...

A noite continha uma declaração
Despida ao luar, cujo ritmo
Era um poema de paixão
Que coloquei em tua boca
Provando minha ode de amor!

Em 24/03/2015





VELHOS AMIGOS
(por Regilene Rodrigues Neves)

Saudade dos velhos amigos
Sentar na varanda
Beber alegria
Dar gargalhadas
Bêbadas de sorrisos
Simplesmente pelo prazer da companhia
De estar junto a quem se quer bem...

Onde o tempo não tinha pressa de partir
Sentia feliz ali jogando conversa fora
Sem se preocupar com as horas...

Eram tantos abraços de carinho
Que não tinha lugar pra carências,
Porque tinha colo pra deitar as tristezas...
Aqui vivo arredor de dias solitários
Ouvindo meus medos
Cheios de pensamentos malignos
Próprios da solidão.

Às vezes a vida segue caminhos
Que nos separam das nossas alegrias
Que eram simplicidades
Cheias de companheirismos,
Mas que não dávamos conta da sua importância...

Compartilhar alegrias
É beber forças para olhar em frente...

Um amigo é alguém que coloca sol na alma
Para que os dias nublados sintam esperança
E se embriaguem da alegria
De estar perto um do outro
Fazendo o coração sorrir mesmo sem motivos...

O tempo faz isso com a gente
Deixa a alma saudosa de velhos amigos!


Em 17/03/2015

AMANTE DA VIDA
(por Regilene Rodrigues Neves)

Gosto de mim de um jeito carinhoso
Um olhar solteiro apaixonado
Tão meu e cheio de amor
Numa doação intrínseca de quem se ama...

Sempre digo pra mim mesma
Ontem foi só um dia ruim
Que hoje vai abrir o sol
A luz e verdade de Deus
Vai entrar na minha vida
E a esperança vai se espalhar
E amanhã vou colher os sonhos
Que ficaram guardados no tempo...

A vida é como as estações
Ora de invernos melancólicos
Ora de lindas primaveras
E entre elas haverão outonos e verões
Cheios de esperança e fé...

Quando a alma cresce
Nossas ansiedades viram pássaros
Que voam de dentro amadurando a vida
Sabedoria que a juventude
Só aprende quando a alma cresce...

Logo: sou assim cheia de marcas,
Mas todas foram alicerces
Para construir um ser melhor...

Sou aquela menina
Que corria descalça
Na estrada de terra batida
Que sonhava acordada
No parapeito da janela da vida.

Vencendo as limitações
Segurando na mão de Deus,
Para não se perder no caminho...

Carregando um pássaro poeta dentro do peito
Planando um sorriso nos lábios
Arrebol dos dias
Que se fizeram muitos
Alegres e tristes em volta de si...

Sobrevoando a poesia num verso etéreo
Que da alma voa além-mar
Com o destino a sorrir
E a alma amar... amar... amar...

Em 12/03/2015