A ESPERA DO TEMPO DE DEUS
(por Regilene Rodrigues Neves)
Um poema escrito entre tantos sentimentos
Misturados ora de alegrias, ora de tristezas...
Dias nublados entre dias ensolarados
Sorrisos espalhados de gratidão
Enquanto no peito uma lágrima
Molhando minha alma... Dias de amadurecimento,
Paciência e discernimento esperando o tempo de Deus...
Que a tua grandeza e sabedoria me conforte
E meu silêncio se fortaleça em teus desígnios...
Que neste aprendizado às vezes doloroso
A fé me cerque do teu amor
E me preencha de esperança,
Que em teu colo eu descanse minhas lutas
E encontre o carinho que me falta nessa estação...
Que o teu tempo venha cheio de graças
Absolvendo-me desta lágrima que molha minha alma...
Sei que são fases da vida
Resquícios de escolhas mal sucedidas
Que ao longo do tempo respingam dentro do peito,
Mas que delas vão germinar frutos
Para uma colheita fértil de alegrias...
Que o Senhor me abrace
Nesse momento de fragilidade e carência...
Apesar dos meus tantos anos
Não cresci o suficiente
Ainda preciso de colo e de lições
Para que eu cresça a tua altura
E enxergue com sabedoria
As lágrimas que por vezes tenham que cair
Rendendo-me a humildade de sabê-las sentir...
Obrigada Senhor pelo amparo e companhia,
Pela energia do universo
Que me aquece de alegria nesses dias tristonhos
E assim eu me renda a tua magnitude e volte a sorrir,
Quando passar por mais esse momento de aflição...
Porque a vida é assim cheia de estações
Ora de alegria, ora de tristezas,
Que nos ensinam o caminho
Através das lágrimas absorvidas no entendimento
Da estrada a percorrer até o nosso crescimento
Para chegar a ti com louvor e gratidão!
Em 11/06/2014
FANTASIAS
(por Regilene Rodrigues Neves)
Vontades nuas
Lábios vestidos de beijos
Desejos ilhados
Despindo fantasias...
A pele seca na alma molhada
Ritmos quentes entre a paixão e a boca
Que pronuncia a volúpia da carne...
A sensualidade a mostra
A língua quase seduzindo
Intimidades do meu corpo
Que se rende cheio de sedução...
Corpo e coração se unem
Acelerados pelo ritmo da paixão...
Talvez a doce ilusão das lembranças
Ainda que longínquas
Refaçam caminhos
Entre a realidade e um sonho apaixonado...
E meus lábios gritem
Quando ouvir meus desejos...
Mesmo que de longe eu siga
Os caminhos de Eros
E prove acordada
O prazer de uma fantasia de amor...
Em 22/05/2014
CAMPOS DE FELICIDADE
(por Regilene Rodrigues Neves)
Que abriguemos sonhos
Que vistamos fantasias
Que nossos sorrisos se propaguem
Em face da alegria
Que cultivamos e compartilhamos...
Que a energia de dentro
Parta de nós em força e alento
E nos cerque de bem-aventuranças...
Que louvemos a vida em gratidão
Ao amor colhido nas estações...
Que o reparta
Em alimento para alma,
Para que a ternura não se perca
Em caminhos vazios de afeto...
E que juntos possamos construir
E realizar nossas aspirações
Para que a amizade se espalhe entre canteiros
Cultivados em gestos de carinho...
Porque sonhar, sorrir e amar,
Faz nascerem pés de esperanças nos desertos
E florir jardins em terrenos áridos de sentimentos...
Que o amor entre nós
Habite entre o céu e a terra
Para que avistemos no horizonte
Campos floridos de felicidade
Cultivadas a céu aberto
Em gestos de amizade!
Em 09/04/2014
UM NOVO AMOR
(por Regilene Rodrigues Neves)
Por um caminho de amor eu andei
Entre estradas solitárias
De trevas e de luz eu te amei,
Fiz desse amor combustível pra minha solidão...
Meu horizonte meu lugar de paz
E num momento de inspiração
Eu inventei poesia
Pra te escrever minha paixão...
Muitas vezes me feri, mas sobrevivi
Pra reencontrar o amor
Num lugar guardado dentro de mim...
Sei que me atirei como louca
Nos teus braços
Rasguei sentimentos escritos na alma
Fiz rascunhos de fantasias
Sonhei todas as quimeras
Nelas fui teu grande amor!
Eu te amei - um amor inventado de poeta
Quis minh’alma te abrigar no peito
Te preencher de utopias
Quis teus carinhos cobrindo meu corpo
Quis tua voz surrando-me nas entrelinhas...
Fiz de ti um poema cheio de versos meu amor
Fui vitima tive meu coração roubado
Por um amor bandido
Que amou a revelia
Entre crises e momentos de poesia...
Muitas vezes me perdi
Entrei em becos sem saída
Sei que fui exagerada...
Abri mão dos meus desejos
Fiz de ti meu amor
Um amor exagerado
E num beco sem saída
Escrevi na alma um poema de despedida...
Não me dei conta dos danos
Desse amor suicida que me dei
Posto que um novo amor
Havia no mesmo caminho
Em que nos teus braços me atirei
E quase me perdi de tanto amor...
Volto ao ponto de partida
Para um novo amor
Volto pra minha paz
E reescrevo um novo poema de amor
Porque eu te amo vida
E não existe amor maior
Que me ensina amar...
Que me ensina amar...
Em 04/04/2014
O AMOR DE DEUS
(por Regilene Rodrigues Neves)
Lá onde plantei meus sonhos
Havia pés de sentimentos,
Que ninguém se importava
Bastasse eu sorrir!
Mas alguns continham tristezas, cicatrizes,
Que ninguém via...
Outros eram puros sorrisos
Que eu cultivava
E na alma alimentavam meus dias
Para que não fenecesse em amarguras
Que impedissem minha alegria existir...
Desaforada eu me arrisquei
Mergulhei fundo nas dores
E arranquei do meu coração
Velhos sentimentos machucados
Em volta de frustrações espalhadas
Que de nada me adiantam...
A vida segue
Sem querer ouvir lamentações
Ela me propõe uma nova manhã
Onde posso enxergar esperança
Numa linda aurora
Iluminando em volta dos meus dias,
Para que eu possa respirar o alento do universo...
Que Deus lá nos céus
Ouve meu clamor
Sente minha dor
E não se importa com as minhas falhas,
Para Ele eu sou um filho querido
Que precisa de amparo e cuidado todos os dias
Esteja triste ou feliz
E como Pai não faz diferença entre seus filhos
Somos todos iguais.
Sinto que Ele me abraça
Quando tantos a minha volta
Ignoram meus sentimentos
E simplesmente me oferece amor,
Amor sem cobranças, apenas amor,
Por um filho que o clama em seu coração...
Mesmo que, muitas vezes,
Eu tenha blasfemado contra o seu santo nome
É com perdão que Ele me enxerga e me ama,
Para que amanhã eu o possa enxergar a sua maneira
E possa entender que em todas as coisas
Há o seu amor por nós e é gratuito
Basta chamarmos pelo o seu Santo Nome!
Com gratidão eu vou lutar e vou sorrir
Seguindo em frente...
Entre os espinhos há esperança,
Porque há um amor maior sobre todas as coisas
Conspirando a meu favor me alimentando de Fé
E é o imensurável amor de Deus.
Que me impregna com sua essência de ternura
Para que eu ame e seja grata a vida!
Em 30 de março de 2014
SEM AMOR
(por Regilene Rodrigues Neves)
Não sei em qual estrada
Qual curva me perdi
Sei que os meus sonhos
Não estão mais aqui.
Resta somente um vazio
E a solidão devastando minha alma...
Um amontoado de medos
E carências sangrando dentro dela...
Nem mesmo os jardins lá fora me confortam...
Meus dias permanecem molhados
Sem reação meu corpo alquebrado se entrega...
Pouco a pouco uma enorme melancolia se espalha
Por dentro: lágrimas de quem a tempo se perdeu...
Meu destino a esmo
Colhe minhas desventuras...
Sôfrega minh’alma chora
A desesperança colhida na estação
Que permanece sem nenhuma mutação...
Passou a primavera, outono e verão.
Sem que eu sentisse o perfume das flores
Uma essência fúnebre
Jaz no meu peito
E o tempo lá fora contando as horas
Desditas nos meus dias
Feito um poema fúnebre
Velando seu óbito em vida...
Mais um poema que chora
E molha meus recônditos...
Em volta um pássaro poeta
Preso a sua liberdade
Sem asas querendo voar
Desse lugar que lhe aprisiona a alma
E a faz refém de uma sensibilidade
Que capta toda solidão em volta
E se revolta chorando sua dor
Num poema melancólico sem amor...
Em 28 de fevereiro de 2014
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