MINHA TRAJETÓRIA, MINHA HISTÓRIA

Ao meu redor uma trajetória de lutas diárias
Transformadas em aprendizado.
Com a vida aprendi a vencer e a perder
Sobreviver aos meus vários estados-de-ânimo
A enfrentar o meu front
Ora de lágrimas de dimensões fúteis
Pela dimensão irrisória
Que nelas continham.
Ora de dores carregadas de dimensões profundas
Pelas marcas ainda vivas no peito,
Mas que soube aprender o perdão
Para fazer-me sorrir...

Meus sorrisos me trouxeram paz
E me ensinaram a não sobrecarregar a vida.
Que o tempo faz milagres impossíveis
Basta deixa-lo fazer sua metamorfose.
Nada é para sempre
Apenas o que construímos com sabedoria
Entre o certo e o errado.
A balança da vida nem sempre é justa,
Mas a justiça Divina alimenta a fé
Naquele que acredita
E traz esperança para alma...

Sou uma mulher de fases
De luas intensas
E de ventos efêmeros,
De muita energia
De sóis violentos,
Pois me aqueço de luz
E a minha luz vem de Deus
Onde abrigo minha gratidão!

Nesse redemoinho eu me abrigo à noitinha
Descanso Nele meu livre-arbítrio
E nos meus sonhos profundos adormeço meus dias
Para que realize a vontade do Senhor
Aquele que me escolheu
Para ser guerreira.

Não me permito nem menos nem mais
Apenas o suficiente para saber
Que o amor é o que direciona a vida
A caminhos que haveremos de passar
Para suportar o front
A batalhas que ninguém sabe,
Mas que enfrentamos para vencer
E deixar um legado de esperança
Para nossa história...

Enfrento minhas lutas
Colocando alegria no caminho
Para que haja sorrisos
De vitória na minha trajetória...

O segrego é manter o sorriso,
Mesmo que por trás
Enfrente seus redemoinhos...

Regilene Rodrigues Neves – em 15/10/2018 





FORASTEIROS DO NOSSO DESTINO

O tempo passou e seguimos
Forasteiros do nosso destino
A procura de sonhos
Soldados da nossa quimera
Lutamos no front
Plantando liberdade pelo caminho...

Guerreiros enfrentamos nossas batalhas
Que ninguém sabe, ninguém vê
O tamanho do fardo em nosso ombro.
Somos apenas transeuntes
Passando um pelo outro
Sem enxergar o grito de socorro
Que cada um carrega dentro de si.

Histórias de angustias
De medos, de culpas e segredos
Passando entre si
Sem si tocarem, sem saber existir...

O amor afugentado pelo mal
Que o homem alimenta,
Por mero prazer da sua ignorância.
Eu não sou feliz, porque você...

E o desamor segue em arrimo de famílias
Criando falência de almas
Deixadas de herança para sua geração...

Nessa luta insana de andarilhos solitários
Passamos uns pelos outros
Armados de egoísmos
Vestido de egos profanos
De heróis fracassados,
Mas cheios de flâmulas no peito
Soldados de guerras
Exilados de almas...

Combatentes da sua história
Que ninguém sabe ninguém vê...

O amor mora ao lado
Enquanto dormimos com inimigo
E o soldado sobrevive
Enquanto morre o combatente
Jaz sobre a lápide o guerreiro
De sonhos de felicidade...

O tempo passou e seguimos
Forasteiros do nosso destino
A liberdade sequer colhemos
Prisioneiros em nossas almas
Mendigando amor pelo caminho
Seguimos forasteiros do nosso destino...

Regilene Rodrigues Neves – em 09/10/2018






Ás vezes eu me deparo
Com a estrada despida
Sonhos tirados pelo caminho
A alma exposta de dentro pra fora
Deixando amostra lembranças do passado
Num legado de saudade
De um tempo efêmero
Onde a mocidade se apegava nas aventuras
De uma menina cheia de fantasias.
Era quando a poesia abria suas asas
E dela partia a felicidade 
Fazendo versos para não chorar
Levando esperança e fé na bagagem
Rumo ao desconhecido...


Regilene Rodrigues Neves