AMOR ETERNO
por Regilene Rodrigues Neves

Procuro-te – para dar sentido a minha espera.
Procuro-te por todos os momentos
Que pergunto ao vento
Onde estarás?

Posso senti-lo nos meus sonhos
Tão próximo de mim
Que sinto o teu pulsar na minha respiração...
A tua ausência está em algum lugar
Chega a tocar meu coração...

Estou só sem a tua companhia
Fico perdida sem saber onde está,
Mas continuo te buscando
A minha esperança diz
Que vou te encontrar,
Mas o tempo passa e nos distancia...

Busco um sinal
Um caminho por onde eu possa seguir
Para trazê-lo pra mim...

Mais outro outono se foi
E outra primavera chegou
Trazendo o seu perfume no ar,
Mas não me deixou te tocar...
Dentro de mim um inverno permanece
Encosto-me na tua sombra
Para sonhar e não deixar a tua luz se apagar...

Queria estar próxima a ti
Saber onde te encontrar
Se pudesse abraçá-lo
Envolve-lo no meu corpo
Só queria trazê-lo pra mim...

Saber qual fora a primeira estação
Que embarcara o teu nascimento
Nesta existência terrena
Por onde viaja tua matéria...

Talvez te encontre na última estação
E nela desembarquemos para eternidade
Quem sabe o meu amor
Não pertença a este mundo
E para sempre viveremos longe daqui...

Deixarei para trás essa existência
De sofrimentos perdas e buscas
Abrirei à porta da gaiola
Que aprisiona meu corpo físico
Impedindo-me de te encontrar
Soltarei minha alma
Serei ave
Partirei livre levando meu amor eterno...

Em 23 de outubro de 2008











UMA ROSA DO MEU CORAÇÃO PRA VOCÊ
por Regilene Rodrigues Neves

Esta rosa que lhe entrego
Nestas mãos juntas
No formato de um coração
Estão cheias de sentimentos
Que outrora partilhamos em amizade
Gestos e companheirismo
Sempre colhidos em doação mútua...

Abundância de carinhos
Que sempre regaram estradas
Que juntos percorremos
Mesmo que em alguns momentos
Ficássemos em direção oposta,
Mas sempre em pensamento
Mantendo em nós esse ligamento de amor!

Por isso ela exala
Um perfume suave de ternura
Que desejo impregne na sua pele
Em doce fragrância de amigos!

Todo afeto que sinto por você
Está na essência que me afaga
Em seu colo de bondade
Tirando meus espinhos de solidão
Protegendo meu coração!

Soprando-me felicidades
Deixando seu bom dia
Espalhado de alegria
Quando suas pétalas
Abrem pra mim
O caminho de uma linda manhã...

Para que eu possa conviver
Com a beleza de primaveras
Que sopram suas flores dentro de mim
E eu possa colher sempre uma rosa
Para lhe oferecer nesse gesto de amizade
Que aprendi com você!

Em 23 de outubro de 2008

LÁGRIMAS DO SERTÃO
por Regilene Rodrigues Neves

As lágrimas da chuva caem
Sobre a face ressequida da terra
Molham o solo compadecido do sertão
Que tristemente esperou por tempos melhores em vão...

O sertanejo capina
Os carrapichos que sobraram
Da campina verde
Que um dia plantara sementes de fartura
Ao longo de árida semeadura...

A mutação do homem
Em sua ganância por mais riquezas
Fora devastando o solo em sua vegetação
Outrora um cenário de rara beleza
Agora em completa ruína e destruição...

Sobraram somente sonhos
E lágrimas de chuva caindo da natureza
Hoje o sertão carrega sua tristeza
Num fardo de desilusão
Sobre um campo vazio sem direção...

Gotas vão caindo no chão
Plantando novas sementes de ilusão
Arando a terra o sertanejo
Planta seu quinhão...

Em 21 de outubro de 2008


MEUS AMORES MINHAS DORES MINHAS FLORES
por Regilene Rodrigues Neves

Respira o amor no meu peito
Suspiros entrecortados
Restos de doce saudade
Que repousara no meu corpo...

Murmúrios abandonados
Imitam um vazio bramindo triste
O silêncio levanta
Abre a cortina da aurora
Acorda meu pensamento
Para escrevê-lo dentro de mim...

Da janela
Vejo a manhã fazendo planos no longínquo
A esmo destinos transeuntes no tempo
Os ventos soprando a favor...

A primavera
Enfeita as flores no jardim lá fora
Gotas das minhas lagrimas
Choram sobre as rosas...

A paixão se destaca no vermelho
Posso sentir cá dentro de mim
O perfume do amor
Respirando profundo
A essência que exala derredor...

Sem querer alguns espinhos
Machucam a minha pele,
Mas no meio da folhagem
Uma verde esperança separa o vermelho
O amor dilata e a paixão escorre...

Daqui do meu peito
Sinto o amor solto
No meio da primavera
Intenso se propaga
E os meus versos
Vão escrevendo-o dentro de mim...

O mesmo sentir
Despe meus sentimentos
Minhas pétalas caem
Um caminho sangrando
Que arrastara um espinho na minha pele,
Mas o amor vai escrevendo dentro de mim...

Letras manchadas de dor cheias de amor
Destacam a fragrância
Sentida no cheiro da primavera
Que lá fora acordou
Respirando o amor dentro de mim...

Um suspiro de paixão – recolho!
Colho as rosas vermelhas do jardim
Sentindo o perfume do amor dentro mim
Escrevendo versos para não sangrar
E manchar sentimentos afins
Entre rosas chorosas
A ferida da saudade
Se abre sem fim
Vista de um lindo jardim
Escrito de amores flores e dores dentro de mim!...

Em 21 de outubro de 2008

SONHO DE AMOR NA CARÍCIA DE UM OLHAR
por Regilene Rodrigues Neves

Pedaço de um sonho erguido
Do alto do amor sonhado
A carícia premeditada no único olhar
Que ficara entre nós
Atravessando todo abismo do meu eu
No vácuo do infinito de um sonho
Para te encontrar...

Querendo me afagar das noites vazias
Em que somente a solidão me acariciara
Explorando a face melancólica de m’alma
Em atormentadas noites solitárias...

A melodia que escuto vem de um silêncio
Caudaloso de lagrimas que atravessa
Todo mar a te buscar
Sobre ondas turbulentas
Sou navegante ilhado e só
Que saiu a te procurar
Em aventura deste sonho
Que ficara preso num olhar
Partindo sem despedida
Prometendo um dia voltar
E minha tristeza arrancar...

Quero no porto do teu coração atracar
Abarcar minha alma na tua
Para nunca mais ver partir teu olhar!...

Nenhuma noite nenhum a lua
Do meu sonho irá te levar
Contigo sempre irei sonhar
Mesmo que teime a vida
Em querer me acordar
E meu sonho despedaçar
Não! Não vou deixar
Pra sempre irei te sonhar

O mesmo sonho
Da carícia que no meu corpo
Deixou teu olhar
Um dia quem sabe
Virá junto comigo
O mesmo sonho de amor sonhar...

Em 21 de outubro de 2008

SONHOS QUE UM DIA PLANTEI
por Regilene Rodrigues Neves

Um pingo de esperança caiu sobre mim
Senti que as chuvas viriam molhar
Minha plantação de sonhos...

Novos dias seriam colhidos
Minhas conquistas
Encher-me-iam de realizações
Transbordaria minha cesta
Dos frutos que outrora semeei
Sobre um terreno semi-árido de desilusões...

Foram períodos difíceis
Cheios de interferências do tempo
Muitas pedras no meio da terra
Interferindo no crescimento da raiz
Ervas daninhas trançando
O tronco e carrapichos
Ferindo a árvore da vida,

Mas fui regando com amor
Misturando a terra com carinho
Fazendo preces de agradecimento
Absorvendo as forças negativas
E aprendendo com suas lições
Cultivando cada estação
Com doses de paciência
E adubo de benevolência...

Assim os frutos foram crescendo
Cultivados com amor!

Hoje na frondosa árvore da vida
Posso avistá-los ainda pequenos e amadurando,
Mas pingos de esperança
Caem de um veranico
Pressentindo novos tempos!...

As chuvas em meados de uma nova estação
Irão lavar as folhas ressequidas do outono
Florescerão na primavera
E os frutos colherem-se-ão em abundância de sonhos...

Em 16 de outubro de 2008

MEDITAÇÃO
por Regilene Rodrigues Neves

O saber na totalidade do seu conhecimento
Quisera ensinar-nos nas entrelinhas de um papel em branco
Lições de amor escritas do alfabeto da vida,
Para que nós aprendêssemos a ler
Que o AMOR é o verdadeiro sentimento
Que transforma nossa alma
Através das palavras que compartilhamos
No caderno do coração
Elevando o nosso espírito a um aprendizado de amor
E ensinando-nos que a paz tem uma nota silenciosa
Compreendida no exercício da sabedoria.

SEM CARINHO A PROCURA DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Arredores da minha alma
Sentem falta de carinho
A voz do meu corpo
Chamando por amor
Grita silenciosa
Dentro de prisioneiros sentimentos
Que se misturam na minha paz
Provocando meus conflitos
Numa guerra de sofrimentos
Que expõem meus tormentos...

Meus anseios se dilatam
E da minha vertente rola uma lágrima
Que desce fria no meu rosto
Numa gota de abandono
Caída solitária
Chorando meus desenganos...

Sôfrega de amor
Me proponho a procurar as flores
Nos contornos do meu coração
Para sentir o cheiro de uma suave estação
De primavera e laços de ternura
De um carinho ausente de mim
Em seu gesto de flores
Que arrebol de uma lépida rosa
Exala essências de confins ilhados de carências...

Lacunas sensíveis abrem um caminho
Deixando para trás
Um rastro de folhas de outono ressequidas...

Mas sem acariciar a rosa
Sobram apenas pétalas murchas
Nas cercanias da minha alma
Cercada de solidão...

A espreita de um carinho
Procuro um amor
Que arranque esse espinho
Ferindo os arredores do meu coração...

Em 15 de outubro de 2008

DESPINDO FANTASIAS
por Regilene Rodrigues Neves

Vem - desabotoa minha blusa...
Arranca do meu corpo
Tudo que nos separa
Rasga minha pele
Com teus dentes
Cheios de desejos...

Desliza tua boca
Cheia de fome
Do meu corpo
Quero sentir teus lábios molhados
Do sabor espumante da minha tez...

Mordisca meus seios
Experimenta meu gosto
Suga toda essa luxúria
Ousada de sensualidade
Eles estão cheios de vontade
De sentir teu amor ávido de desejo
De provar minha carne...

Vem – que é minha vez de despi-lo...
Com minha boca desabotoar
Os botões que te vestem e nos separam...
Um a um a minha língua junto
Sentindo o suor emergido dos teus poros
Bebendo as gotículas do teu corpo

Vivendo fantasias
Até chegar à tua calça
E sentir a crescente volúpia
No bel-prazer da minha boca
E nesse momento
Me lambuzar do puro êxtase
Dos nossos corpos em completo delírio
Do fetiche obedecido num ritual de amor...

Vem – agora estamos nus.
Vamos comer e beber
Saciar a fome que despiu
De fantasias nossos corpos...

Em 15 de outubro de 2008




O CALOR DAS TUAS MÃOS
por Regilene Rodrigues Neves

Há tempos não sinto
O calor das tuas mãos
Entre a blusa entreaberta
A espera de uma carícia
Dos teus dedos deslizando suavemente
Provocando arrepios na minha pele
Acendendo chamas de volúpias nos meus seios...

Do hálito quente da tua boca
Querendo provar nos meus lábios
O beijo do meu desejo...

Do amor compreendido no mesmo olhar de paixão
Do nosso coração descompassado cheio de emoção...

Das fantasias que partilhamos
No sabor de múltiplas sensações
Roubadas no meu corpo
Pelo prazer insaciável
Em mim provocado
No irresistível calor das tuas mãos

Que sempre me pegaram compulsivas de amor
Querendo explorar minhas reações
Atender pedidos de carinho do meu corpo
Enfim completar momentos feitos de magia entre nós
Para que eu não precisasse sentir essa saudade
Do calor das tuas mãos...

Em 15 de outubro de 2008

O LADO ESCURO DA LINDA PAISAGEM
por Regilene Rodrigues Neves

Acordo após meditar
Entre a noite e os sonhos,
Para ouvir o som do amanhecer...

O sol soberano e único – reluz!

Envolta no abraço da aurora
Ouço a passarada irrequieta
Em sua matinal sinfonia
Vendo a alegria a revoar em bando...

O murmúrio dos ventos dançando no ar...

Lépida - uma rosa desabrocha no jardim
A ternura orvalhada em gotas suaves
Derrama sobre pétalas...
Seu perfume colhido em minhas mãos
Exala da minha pele
Feito carícia de inesgotável fragrância...

No longínquo - contemplo a face da esperança
Bem vinda - no rosto do horizonte...

O novo dia grita - sorrateiro e mágico ao pé da montanha...

Uma aparente serenidade
É absolvida na retina do meu olhar...

Do outro lado - um lado escuro nasce junto...

O tédio se aborrece de tristeza
E magoas cheia de passado acordam em meu coração
Fechado em completa escuridão
Corroendo a alma ao pé de uma linda paisagem...
O sorriso amanhece esquecido no canto do lábio
O lindo dia - não ouve um bom dia!

A aparente paz é perturbada por uma lágrima
Contrariando a alegria do meu olhar
Que mora com meu inseguro
Cheio de medos desse lado escuro...

Convivo com duas paisagens
Que amanhecem juntas
Uma cheia de luz
Na outra - que me esconde em sombria solidão...

Lauréis e inglórias lutas
Vistas da paisagem do meu cotidiano
Em dois lados opostos
Que acordam junto o meu amanhecer...

Em 14 de outubro de 2008

Poema inspirado no LADO ESCURO
De Delasnieve Daspet

PRECE DE AGRADECIMENTO A DEUS
por Regilene Rodrigues Neves

Deus
Senhor dos céus e da terra
Quero agradecer
Pelos recursos e meios que provê
Para minha sobrevivência...
Pela saúde que dá forças
Para minha luta diária...
Pelo alimento
Que não falta a mesa
Para o nosso sustento...
Pelo teto que nos abriga...
Pela alegria
Que me permite
Partilhar com meus filhos...
Pela dádiva de ser mãe...
Pelo dom que me concede através das palavras
O conforto da minha alma...
Pelos sonhos e esperanças que alcanço...
Pela fé que me faz acreditar
Que tudo é possível...
Pelo amor que tudo transforma...
Pela amizade e pelo amigo
Que me ajuda a levantar
Dos tropeços nas pedras
Estendendo-me sua mão...
Pelo meu semelhante
Que transforma minha solidão
Com sua companhia
Porque ninguém é uma ilha...
Pelo ar que me faz respirar a vida
Junto ao meu irmão...
Por tudo ao meu redor...
Pelas flores que nos perfumam
Com suas fragrâncias indivisíveis...
Pela natureza que alimenta meus olhos
De belezas imperceptíveis...
Além de prover nossa fauna e nossa flora
Necessárias a nossa sobrevivência...
Por me cuidar com amor de Pai
Ao criar um mundo completo de grandezas
Para minha felicidade!
E que me muitas vezes me sinto ingrata
Por só me permitir ver somente a escuridão
Ao não enxergar nelas o tamanho amor
Que sente por mim
Esquecendo de agradecer antes de tudo pela vida
Que é meu bem maior!
Ao lembrar-me somente das coisas materiais
Que me faltam, mas que o Senhor:
Em sua infinita bondade e misericórdia me perdoa
Mesmo que sintas triste por minha ingratidão...
Senhor
Peço perdão pela minha ignorância e estupidez
Em muitas vezes não perceber
Quão maravilhosa é a tua benevolência e magnanimidade
Perdoando-nos todos os dias por saber das nossas imperfeições
E ainda nos proporcionando inteligência discernimento e sabedoria
Para crescermos e conquistarmos o nosso sucesso!
Senhor
É com humildade que me ajoelho aos seus pés
Em agradecimento e louvor
Pelos méritos que me são concedidos
Nesses caminhos da minha existência!...

Em 10 de outubro de 2008

GOTAS DE FANTASIAS
por Regilene Rodrigues Neves

Gotas da tua fantasia
Respingaram no meu corpo
Enquanto tua boca me bebia
Com sede de amor...

E na tua língua
Enxugavas meus poros
Com ávida vontade
De possuir meus desejos...

Enquanto teus beijos
Sugavam-me com intensa volúpia
Meus seios erguiam-se em duas taças
De cálice borbulhante
Dissolvendo completo prazer
Em teus lábios...

Até que sobre mim
Fez-se chover pingos
Molhados de carne
Sorvidos com sensualidade
Esgotaram-se na minha pele
Secando meu corpo
Com teus voluntariosos caprichos!...

Dos respingos no meu corpo
Restou apenas o lençol molhado
De pingos de fantasias
Esquecidos sobre uma cama vazia...

Em 09 de setembro de 2008



MEU AMIGO QUERIDO
por Regilene Rodrigues Neves

Afastastes de mim,
Mas já era tarde para nós dois
Estávamos impregnados na alma
Com aromas de bem querer...
Tínhamos construído uma história de amizade
Passamos a ser presença constante
Mesmo que distantes
Porque estamos unidos em pensamento...

Nessa história de amizade
Tornamos nossos fardos mais leves
Porque sempre os dividimos ao meio...

Nossas alegrias sempre somaram
Porque juntos as multiplicamos
Em nosso coração
E o resultado dessa matemática
Fora transformado numa equação de amor!

Sempre extravasei meus sofrimentos
Lembrando-me de ti
Porque a simples lembrança tua
Me acalma com efeito de remédio na ferida.

Lembrar de ti
É sentir na saudade
O cheiro da primavera
Porque sinto teu perfume nas flores...

Sempre amenizamos as tarefas mais difíceis
Porque era impossível realiza-las sozinhos
Éramos dois cérebros pensando
E quatro braços trabalhando...

Nossa amizade embora uma rota alterada
Pela distância está alternada
Surgindo sempre na direção do horizonte...

Como uma bússola está sempre me guiando
Navegando para o mesmo oceano
Me tirando do escuro
E me atracando em teu porto seguro
Me aparando em qualquer tribulação
Esta é tua direção...

A nossa amizade não tem comparação
Porque é uma porta sempre aberta
Em qualquer situação...

É o sol do meio-dia que me tira da escuridão!

Trás em teu corpo o milagre do calor humano
Porque quando me abraça tem efeito de amor
Massageando minha alma de carinho...

Com teus gestos
Me oferecestes tuas flores
E com a tua amizade
Perfumou-me de muitas alegrias...

Com a tua essência
Aprendi a cultivar um lindo jardim
Com fragrâncias variadas e indivisíveis
Advindas de ti...

Hoje as colho em lembranças
Com cheiro de manhãs caudalosas
Trazendo-te abundante no meu peito
Que te regara ao longo de outras estações
Para que hoje a primavera exalasse dentro de mim
Teu inconfundível perfume de amigo!

Em 09 de outubro de 2008

PERDOAR É UM ATO DE AMOR A SI MESMO
por Regilene Rodrigues Neves

Mágoas que sangram no coração sem perdão
Levam doenças para o espírito
E se proliferam de geração para geração
Espalham ressentimentos por toda uma vida
Impedindo-nos de sentir amor pelo próximo
Porque sem perdão a raiz cresce doente
E seus frutos nascem contaminados.

A doença da alma é muito maior que a doença física
Porque mata lentamente sem percebermos...

É preciso cultivar o perdão todos os dias
Ele é como uma semente que precisa ser regada
Se não morre ressequida
Se perdermos nosso tempo em melindrar-se com coisas banais
Estaremos criando barreiras para nossa raiz crescer sadia
E geraremos frutos amargos pelo nosso próprio dissabor.

Ao apontar as falhas da humanidade
Antes é preciso aparar nossas próprias arestas
Que ao crescer doente se ramificou.

Perdoemos não apenas com palavras,
Mas de dentro para fora
Sentindo o perdão emergir dentro de nós
Quando passar uma mensagem de amor
Passe-a antes dentro de você,
Para que sua energia positiva faça-se sentida nelas
Se passa-las carregadas com suas própria magoas
Não terá efeito algum no seu próximo.

Não adianta encher o mundo de meras palavras
Se dentro de nós elas não surtirem efeito de amor
Pelos nossos pais pelos nossos irmãos pelos nossos filhos...
Primeiro o amor tem que existir na sua família
E o perdão como conseqüência que também nos amamos
Só assim amaremos verdadeiramente o nosso próximo...

Quem não ama os seus degenera a si mesmo.

Não adianta ir lá fora estender sua mão
Se dentro da sua própria casa ela não estiver estendida
Pela mágoa que carrega dentro de si.

Impeça-a de ser maior
E impedir a sua felicidade
Não adianta correr atrás dela lá fora
Se ela não existir dentro de você!

Sem cultivar o perdão dentro de nós
É impossível curar nossa geração
Não adianta lamentar os males do mundo
Se estivermos contribuindo para a sua devastação
Gerando uma geração doentia sem perdão!

Em 06 de outubro de 2008

MEU PALCO
por Regilene Rodrigues Neves


O teclado
Meu piano
Onde sento e componho minha poesia
Notas que refletem minha alma
Sonhos e desejos guardados em íntimos segredos...

No meu palco imaginário me transporto
As letras: Notas musicais que toco...
A fantasia flui do meu silêncio
Meus versos ao som do coração
Ouvem-me compor a mais linda canção...

A verdade da minha poesia aparece
Tocada nota a nota
No meu palco de sonhos...

Faço uma viagem
E ao teclado vou compondo
Meus versos nas letras de uma canção
Uma sensação sublime
Extravaso do meu íntimo
Em profunda fascinação...

A emoção vai escrevendo meus sentimentos
E neste ápice de sensibilidade
Faço vôos do meu pássaro poeta
A dimensão poética me eleva
Saio do abismo e me encontro no absoluto...

Ouço a vibração da platéia
Sentindo comigo a música
A poesia vai se compondo
Nas minhas notas sonho...

Sonhos que meus versos contam
A história de uma pianista em seu palco de utopia...
No teclado a poetisa e sua poesia
Transpirando notas
Em versos compostos em seus dedos
Sem nenhum segredo...

Em 05 de outubro de 2008

PASSANDO A LIMPO
por Regilene Rodrigues Neves

Silenciosa dor
Escrevo neste livro de solidão
Minha amargura
Copiando sua tristeza
Deixando rascunhos jogados
Nos meus sentimentos
Cheios de desilusão...

Uma ausência turva de lágrimas
Um vazio predestinado
Um coração quebrantado de amor!

Restos do meu silêncio ilhado
Prisioneiro sem defesa
De responder esse segredo
Fechado em meu peito
Atormentando-me de vazio e medos...

Mas ainda resta uma força estranha
Em sua façanha de me fazer renascer
E das cinzas recolho pedaços
De rascunhos jogados nesse diário
Voltando um novo capítulo escrever
Nas páginas em branco da vida
Que ainda tenho muito que aprender...

Reescrevo no verso de uma página virada
Que o meu legado hei de vencer
E uma nova poesia irá raiar o meu dia
Resgatando-me dessas folhas cheias de solidão
Que me tornaram cativa de uma sôfrega ilusão...

Em 04 de setembro de 2008

CHEIRO DE ESPERANÇA
por Regilene Rodrigues Neves

Lá ao pé da montanha ronda a aurora
Sorrateira disfarça o silêncio do nada
Rasantes de felicidade
Caem em vôos de liberdade
Querendo dentro de mim repousar...

Ainda que a minha alegria por vezes se faça triste
Não existe nenhuma aparente tristeza no meu olhar
Apenas a vigília de um sofrer imperceptível
Que teima me acompanhar
Em seu rastro de desilusão
De uma vida que se partira no meu coração...

Mas um cheiro de esperança
Devolvera meus sonhos no ar
Fazendo meus males no vento se dissipar
E a poeira do tempo levar...

Uma nova alegria
Vem dentro de mim se espalhar
E o seu sorriso nos meus lábios deixar...

Velar minha alma
Em seu desejo profundo
De um novo amor encontrar
Outrora em sua dor
Meu peito aberto ficou
Agora um novo ar ele suspirou...

Cá nesse meu divagar
Quero meu novo sonho respirar
E pela esperança que exala neste ar me deixar levar...

Disfarçada de poesia
Quero um outro amor conquistar
Para que meu coração se renda
Quando dentro de mim ele entrar
Então não mais precisarei de versos para não chorar...

Em 03 de outubro de 2008

PRAIA DE SAUDADES
por Regilene Rodrigues Neves

Estrelas banhando o céu
E uma lua olhando
A paisagem nua da noite...
A praia debruçada na areia
Enquanto ondas deitam
Sobre seu corpo...

Um pedaço de sonho
Faminto se lambuza
Abusa da imaginação
Que solta suas asas
Esvoaçadas ao vento
Querendo saciar o tempo...

Um átimo de saudade medita
Suas memórias de amor...

Um beijo se prolonga na face do firmamento
Restos de sentimentos rodopiam na lembrança...
À medida que um abraço envolve o momento
Um aperto é consumido por dentro
Em suas lânguidas fantasias feitas de poesia...

Pedaços de um sonho se multiplicam
E o desejo deita ao lado das lembranças
Querendo beber o luar
E o frio do seu corpo aquecer
E de amor se perder
Dentro da saudade
Sentindo novamente te querer...

Em 03 de outubro de 2008

A AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

A amizade tem a sutil leveza de uma pétala
Em sua face aveludada exala fragrâncias indivisíveis
Que perfumam nossa alma com essências de carinho...
Da sua fórmula de grandeza extraímos aromas
Que alentam com suave ternura
Exalando dentro de nós sua completa brandura!...

A amizade é um frasco que derrama na pele
E é capaz de impregnar bem querer por todo o corpo
Tornando os espinhos uma proteção
Necessária às flores...

A amizade é como ópio que adormece nossas angústias
Porque seu efeito entorpece a tristeza
Esvaziando o sofrimento com sua cândida beleza...

A amizade tem sinônimo de alegria
Faz parte do nosso dia a dia
É um lindo bom dia
Que acorda nossos dias!...

A amizade ameniza os dissabores
Espalhando dentro de nós suas flores...

A amizade coloca melodia e poesia dentro do coração
Para sentirmos seu amor em qualquer canção
Porque um amigo é feito de emoção
Que toca em variadas estação...

A amizade é à distância
Que embora longe
Estará sempre perto de nós
Porque o verdadeiro amigo nunca se separa.

A amizade é a outra parte
Da metade que completa
O nosso lado melhor
A luz que melhora o nosso pior...

Amizade é como um sonho
Que nos acompanha eternamente
Para acordarmos cheios de esperança
Chega sempre na hora certa
Porque é a luz que entra no fim do túnel
Para mostrarmos a saída da escuridão...

Sua voz é feita de algodão
Dissolve nosso coração!

A amizade é um caminho com direção
Aponta variável solução...
Numa rota completamente sem destino
Estende sempre sua mão...

A amizade são flores cultivadas
De formas variadas
Por cada uma ser
Tão cara em sua forma especial e rara!

Em 02 de outubro de 2008

OUÇA O AMOR DENTRO DE MIM
por Regilene Rodrigues Neves

Encoste seu ouvido no meu coração
Ouça meu amor batendo
Descompassado e cheio de emoção
Querendo saltar pra dentro de ti
Declarando que te ama
Sem a menor pretensão
De ouvir a mesma declaração
Apenas repetir copiosamente que te ama
Acelerando em meu peito esse amor maior
Que a minha intenção de dizer que te ama!...

Apenas ouça o que ele sente por ti
Um amor sem medida
Querendo fazer parte da sua vida
Sem querer ser atrevida
Ele te ama te ama e te ama
E a ser amado te convida

Sinta-o escrever dentro de ti
Esse poema de amor
Que sai do meu peito
No seu jeito mais que perfeito
Que atravesso cada minuto do absoluto
Vivendo-o dentro de mim
Nesta constante inspiração de amor!

Sem querer ser
Apenas mais um poema
Que diz que te ama
Ouça-o dentro de mim
E sinta-o sussurrar que te ama...
Te ama... Te ama... Mesmo sem saber
Porque tanto te ama!

De uma maneira inexplicável
Em sua forma incontestável
Que incondicionalmente ama
Sem questionar meu humor
Meus estados de loucura meus ânimos
Sei que sensivelmente é assim que te amo!

Talvez nem esse poema
Descreva todo meu amor
E nem ouça esse coração
Que pensa sem razão de pensar
Apenas com o pretexto de amar
Irracionalmente incomparavelmente
Apenas porque te ama
Mesmo que não queira meu amor escutar!

Em 25 de setembro de 2008

INSTINTO SELVAGEM
por Regilene Rodrigues Neves

Quanto desejo sinto em teus lábios
Cheio de pronuncias de paixão no meu corpo
Vicio de amor te consome
Querendo possuir minha carne
Render-me aos caprichos das tuas fantasias
A despir-me em teu olhar de cobiça

Cerca-me de palavras ousadas
Provocando minha resposta
Provando a reação da minha pele
No arrepio de duas taças que se erguem
Brindando a volúpia entre nós

O roçar da tua boca
Mordiscando a minha sensualmente
Descendo em meu pescoço
Cheia de carícias e marcas da tua voz
Sussurrando sua vontade
De experimentar no meu corpo
Nove semanas e meia de amor...

Querendo invadir minha privacidade
Provar todos os sentidos
Da minha boca e do meu corpo
Vendando meus olhos
Amarrando minhas mãos
Colocando na minha boca
Sabores entre picantes amargos e doces
Para provar minhas reações
E deliciar-se do seu instinto selvagem
Fazendo minha fêmea acender seu macho

Soltar-me para uma dança erótica
Despindo-o querendo possuir
Todo sexo provocado em meu corpo
Que em fogo exala labaredas de desejos
Queimando minha pele colada na tua
Que transpira sua luxúria dentro de mim

Umedecendo entre minhas pernas
A gruta que escorre
O líquido lascivo do meu corpo
Enquanto brincavas com tuas vontades
Em reações de puro êxtase

Até chagar ao gozo prolongado dos nossos corpos
Rendidos a essa dança erótica
Que termina com teu sêmen
Derramando dentro de mim
Provando múltiplos orgasmos
Em face dessas delicia de torturas
Que me fizeram mulher
Completamente felina
Cravando em tua pele
As marcas do meu prazer!

Em 25 de setembro de 2008


PROMESSA DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

A fórmula do amor
Dentro de um frasco
O alcance da promessa
A expressão do sentimento
O envolvimento
A sombra do futuro
Cá nesse momento
Conspirando sua poesia...

Me dá sua palavra
Que lhe sopro meu verso...

A noite repousa
Seu silêncio de amor
No meu corpo
Das minhas sombras
As minhas sobras lhe pertencem

Solto dentro de mim
Seu universo a reverso
De um verso
Pelos cantos da minha alma...

A paz em sua solidão vagando
Pelas ruas do meu eu
Fingindo aceitar sua quietude em meu peito...

A curva do universo
Escondendo meu destino
Não sei aonde vai esse pensamento...

Só o que me interessa
É que sussurre seu amor na minha alma
A lógica do vento
Vai trazer você
No salto do desejo
Na voz da intuição
Sinto que os ventos sopram ao meu favor...

Acalmo a minha pressa
Atraso o tempo
Vou virar o jogo
Transformar a perda
Em nossa recompensa

Aqui lhe derramo
Nesse papel em branco
O meu frasco
Cheio de sentimentalidades
Devoto à lógica do amor
Que lhe devora dentro de mim...

A fórmula do acaso
Dentro de um rótulo
Às vezes é um instante
Cheio de promessa de amor!

Em 24 de setembro de 2008




DESEJO DE UMA LINDA PRIMAVERA DENTRO DE MIM
por Regilene Rodrigues Neves


Dias cansados de solidão
Debatendo nas asas dos meus sonhos...

Folhas secas caíram dos meus galhos...
No meu chão: Frondosa desilusão espalhada
Num corredor de sentimentos perdidos...

Quisera minhas asas voar alto
Até enxergar a primavera
Ver os ventos que derruíram minha ilusão
Levarem de mim meus dias de solidão...

Sentindo a vida renascer
Em folhas verdes de esperança
Nascer flores dentro de mim
Colhendo um novo dia
Cobrindo de alegria
Os galhos que soltaram minhas folhas ao vento...

Deixar para trás essa estrada de folhas secas
Ressequidas e quebradas
Em suas linhas de desencontros
Sentir um caminho
Com cheiro de terra molhada
Regada com perfume de flores
Brotadas em nuanças de felicidade
Esgotada neste vôo de liberdade...

Em asas mágicas quem sabe de uma fada
Derramar luz no meu vazio
Avistar um arco-íris no meu front
Em cores vivas de sonhos
Dentro de uma nova estação
Desfazendo essa nuvem
De sombria solidão
Com desejo de uma linda primavera dentro de mim...

Em 24 de setembro de 2008

UM POEMA EM SUAS LEMBRANÇAS DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves


Meu pensamento invade a tua lembrança
O principio de um sorriso em teus lábios
O olhar completo de magia
A pele de uma flor rósea aveludada
Por mim tão amada...

Teu corpo
Delgado e esguio
Em curvas alongadas
De pura cobiça
Escorrendo teu doce sabor
Em minha boca
Me assanha me atiça me enfeitiça
Perfumada flor...

Numa admiração quase latente
Posso sentir o hálito
Da tua respiração ofegante
Nos meus lábios quentes
Próximos a consumir um beijo
De mútuo desejo...

Olhando tua fotografia
Em meu pensamento
Uma saudade súbita
Rasga as roupas do teu corpo...

Minhas mãos fascinadas
Te percorrem nas pontas dos meus dedos
Dedilham teu rosto de anjo
Em meu olhar de fantasia...
Vou desnudando teus segredos
Descobrindo tua pele
Invadindo teus mistérios...

Provando o perfume da tua essência
Sentindo a fragrância da tua alma
Rosas vermelhas cheias de paixão
Tomando meu coração...

Lembranças sigo sentindo
Ilhado e só em meus devaneios
Quase posso tocar minha imaginação
Nesse momento de inspiração

Tua imagem absoluta
Como um ato de amor
No meu corpo

Sem perceber a emoção que me toma
Sinto a saudade escorrer dentro de mim
Meu intimo molhado de lembranças
Sente rolar sua lagrima...

Um poema nasce
Cheio de lembranças de amor
Do teu corpo...

Em 22 de setembro de 2008


ESTE POEMA FOI INSPIRADO NUMA IMAGEM COMO MUITOS QUE ESCREVO

RESTOS DE AMOR AINDA EM MEU CORPO
por Regilene Rodrigues Neves

Tenho ainda em meu corpo
Restos do teu abraço...
Mãos que deixaram em mim
Caricias compulsivas
Do teu desejo...

Marcas da tua boca
Em minhas curvas
O deslize da tua língua
Solta no meu ventre...

Teu hálito
Ainda respira na minha pele
Meus poros ainda guardam
O suor dos nossos corpos...

Trago ainda
Teu sussurro obsceno
Misturado aos meus gemidos...

Ainda ouço teu grito de prazer
Ecoando meu silêncio
Cenas nuas dos nossos momentos...

Fantasias invadindo minha privacidade
Enquanto roubava meus segredos
Contando teus mistérios ao meu ouvido
Entrando dentro de mim
Querendo possuir meu avesso
Arremesso meu corpo ao teu
E cometo atos insanos de loucura...

O beijo que outrora
Era um carinho sem pressa
Toma posse da minha boca
Nossas línguas entrelaçadas
Vira erótica sedução
Numa atração fatal
Permaneço em teu feitiço
Abrigo-te dentro de mim...

Ainda sinto
Todo esse desejo molhado no meu íntimo
Minhas paredes escorrem lembranças
Desse amor louco
Que ainda vive em meu corpo...

Ainda que essa vontade
Não passe e que a minha pele
Viva desse arrepio que a tua lembrança
Provoca em mim
Vou vivendo eternamente
Te amando e te querendo
Num desejo sem fim...

Em 20 de setembro de 2008


A NOITE DE UM POEMA
por Regilene Rodrigues Neves

Respirei cheiro de lua
Dentro da noite febril
Sua brisa em meu corpo
Fazendo caricias
Provocando minha pele
Que ardia em seu calor
Quente de desejos
Quis sentir a noite dentro de mim

Quis provar o sabor da sua boca
Cheia de fantasias
Nelas escorriam beijos
Em lábios de sonhos...

Em teu colo
Sentir o abraço
Envolto de estrelas
Fascinadas de magia...

Quis me entregar
Ao teu encantamento
Soprando sentimentos
Soltos no firmamento
Nesse átimo de utopia...

Em prece de uma epopéia
Gritando sua ode do infinito
Nosso encontro fito num olhar
Perdidamente tomado de poesia...

Tornei-me amante
Quando seu êxtase de luxuria
Escorreu do universo no meu corpo
Tomou meu olhar em tua magnitude
Possuiu-me de um poema...

Derramou em minha alma seu ópio
De noite entorpecida...

Enamorei-me de ti
Caminhei em tuas ruas
Cheias de versos dormindo
No imaginário de um poeta
Colhendo estrofes do seu íntimo
Para adorar a tua beleza
Solta no espaço...

Algumas sombras de nuvens esguias
Passeando em sua silhueta de mistérios
Alguns segredos vestindo seu corpo de sonhos...

A poesia dormindo em seu domínio
Escrevendo estrofes de fascinação no meu corpo
Numa relação poética possui meus sentidos
Sinto teu cheiro de noite febril
Teu gosto de beijo
Deixado em meus lábios
Um sabor de mil fantasias
Na minha boca
Provando nos meus olhos
A sensação íntima de uma poesia
Desnuda entre nós...

Em 19 de setembro de 2008



MOLDURA DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Noite a noite eu te reviro em meu corpo
Fingindo estar contigo...

Sentados na beira da praia
Ouvindo o som do mar
Velejando suas ondas...

A luz do sol
Deitada em águas mansas
Tremulas de magia
Avistando o farol
Aceso no infinito...

Um grito escandaloso de poesia
Nascendo com a aurora
A claridade rósea iluminando
A parte da superfície terrestre ainda nas sombras...

Meus olhos contemplando a beleza indulgente
De um sonho transparente...

O amor ao lado das rosas recebidas
Junto a duas taças de champanhe
Em que brindamos nossa felicidade...

Acordando nosso dia
Na maestria de um pujante encantamento
Deleite em mágico momento de poesia...

O cenário emoldurado
Num quadro pendurado
Na minha imaginação
O amor respirando dentro de mim
Suspirando versos do meu pensamento...

Sentimento de uma brisa
Leve e solta em breve poesia
Revirada em mim
Fingindo viver a paisagem
Confessa de amor
Estendida na parede insana do meu íntimo
Revirando-te em meu corpo noite a noite
Sua estrofe mágica de amor
Escrita copiosamente nesse caudaloso mar
Em que abracei o amor
Revirado no meu corpo noite a noite!...

Em 17 de setembro de 2008

ROSTO DE UM POEMA DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Me leva em teu corpo
Quero seguir em direção a tua alma
Escrever nela a minha poesia
De felicidade pelo teu existir!

Tu que conduz os meus versos
Em teu corpo dilatando meu coração
A inspiração latente de um poema
Onde escrevo a emoção do meu desejo
Que fala de amor cobiçando tua alma

Surrando meu prazer dentro de ti
Desalinhando esse sentir na minha pele
Provocando frêmitos de luxuria
Em versos atrevidos de amor!

Explorando dentro de mim
Esse sentimento de uma tola poesia
Escrava de suas íntimas fantasias
Ousando ser uma caçadora de sonhos
Em nome do teu amor!

Me leva nesse absoluto que lá fora
Compreende todo universo
Para compor a magia de um verso
E a poesia desse reverso
Correndo atrás do teu amor...

Ainda que meus lábios
Se disfarçam no silêncio
De uma declaração roubada dentro de mim
Escrevendo um poema no teu corpo
Na pretensa ilusão de saciar
A poesia deste meu coração
Que persiste em te amar...

Me leva quero seguir essa intimidade
Que desvela meus segredos
Conta meus mistérios
Colocando no teu colo minhas verdades

Rasgando dentro de mim esse papel
De linhas incontidas
Escritas de forma estranha
Nas minhas entranhas
Em jaz solidão...

Me leva por caminhos
Que deixem espalhar meus versos
Dentro de ti... Quem sabe encontre
Na folha transparente desse papel
Rasgado do meu coração
O rosto do teu poema de amor!

Em 16 de setembro de 2008

CÁ ESTOU EU DENTRO DE MIM...
por Regilene Rodrigues Neves

Cá estou eu com essa vontade
De alcançar mundos dentro de mim
Querendo encontrar minhas águas
Em algum porto seguro
Onde eu possa atracar
Minhas loucuras...

Abuso do meu tudo,
Para compreender o meu nada
Assim aprendendo
Um pouco mais sobre mim...

São minhas incompletudes
Dentro do meu incomplexo
O fato é que me completo
Nesse mundo complexo...

Tudo em mim está escrito
Será lido num pedaço de papel
Sem que reconheçam meus mistérios
Alguns segredos
Que ficarão guardados nas entrelinhas...

Extravasando o perfume
Deixando no frasco a essência...

Parcialmente oculta
Vou sonhando sonhos
Deixando para trás
Minhas sombras
Repousando sobre elas
Meus silêncios...

Sem denunciar a presença
Frágil da minha alma
Na força do meu corpo
Escrevendo dentro de mim
A rotina de uma vida
Na rotina de um pedaço de papel...

Nas letras sou compositor
Da minha vaidade
De repente versos
Reeditando meu passado
Rascunhando meu presente
Sublinhando meu futuro...

Um pedaço de amor aqui
Outro ali juntando meus amores
Nas estrofes de um poema...

Quisera com poesia
Secar as lágrimas dentro de mim
Encontrar minha sorte ao norte
Da minha nascente solidão
Escrever poemas
Nos meus lábios
Pronunciando o amor
No meu coração
Sem a aparente ilusão
Da minha sofreguidão...

Cá estou eu dentro de mim...

Com minhas asas sobre essa cela aberta
Soltando minha alma solitária em alto mar...

Em 12 de setembro de 2008

ASAS DO AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Me faço pássaro
Para ter asas
E voar ao teu encontro
Atravessar esse desencontro
Entre nós e te dar a mão...

Ser o olhar que atravessa teu infinito
O sorriso de prazer
No grito dos teus lábios
Até encostar meu hálito no teu
E provocar um beijo esquecido
Da alegria de amar...

Sem ter a pretensão de voar alto
É que meu amor atravessa
Todo abismo entre nós
E chega dentro de ti
Nas asas do absoluto...

Perdidamente de amor
Eu me rendo neste vôo
Que te encontra...

Meu corpo te pertence
Assim como pertencem nossas almas
Meu colo será o porto seguro entre nós
Atracará nele teu coração
Desvanecendo toda solidão
Que habitou nossa separação...

Meus sonhos suspiram
Enquanto meu amor voa
E dentro do imaginário se perde
Na tua direção...

Maior que meus devaneios
Ele te alcança sem limites pra sonhar
É o amor que está aqui e veio me abraçar...

Voar está compreendido no êxtase
Quem pode alcançar essa plenitude
Conforme seu amor voa e gozar do seu prazer
Acomodado em sua loucura de amor?...

Escolher dizer por que seu coração
Atravessa esse caminho
Conforme respira sua emoção
Num soneto de fidelidade...

De amor morrerei
Em face do maior encanto
Voando mais alto que alcanço,
Para pegar em tua mão
E te entregar esse vôo
Esgotado de amor
Velado no pranto
Da nossa separação...

A ti meu amor
Serei sempre esse pássaro
De asas indomáveis
Voando além do além,
Para eternidade do nosso amor...

Em 12 de setembro de 2008

NOITE DE AMOR DE UM POEMA
por Regilene Rodrigues Neves

Um poema dormiu dentro de mim
Viveu comigo uma noite de amor
Seu hálito quente tocou meus lábios
Despiu minha pele
Demorou na minha boca
Esperando o beijo sentido entre nós...

Meu olhar dentro do seu se perdera
Numa viagem de paixão do meu coração...

Nua nossas almas
Nossa pele nosso cheiro
Nosso toque nossos corpos
Inflamados acendendo a volúpia
Dormida no desejo despido
Em estrofes cheias de luxuria
Num infinito particular...

Querendo rasgar
A palavra do meu corpo
Escrever na minha pele
Silabas de um suor que derrama
Letras cheias de êxtase
Numa composição poética
Querendo viver seu ápice
Dentro e fora do meu corpo...

Um lugar ávido
Sobre alíneas de um poema
Puramente amante dos meus caprichos...

Querendo escrever no meu corpo
Um poema sensual
Lascivo de versos ardentes
Que se acendem em minhas mãos
Escrevendo caricias dentro de mim...

Acordando a poesia que vibra
Tornando vivo o meu corpo
Que reage quando o amor
Dorme comigo
Numa noite descrita
Numa poesia erótica
Despida em seu lirismo amoroso
Querendo me possuir

Soltar seu sussurro
De palavras profanas
Leigo no meu leito
Estranho as coisas sagradas
Que sem algum pudor me possui

Sem que eu possa responder
Me toma torna-se meu dono
Escrava das suas vontades mais íntimas
Vai escrevendo dentro de mim seus desejos
Quando meu beijo molhado se rende
A sua língua que procura minha boca
E um poema adentra minha intimidade

Ouvindo o êxtase do meu coração
Dominado de emoção
Paira dentro de mim um poema erótico
Cheio de alma num corpo carnal
No gesto labial de um beijo
Pronunciou dentro de mim
Um poema de amor
Que dormira em minha vontade
De acorda-lo em mim!...

Em 11 de setembro de 2008






EPOPÉIA EM ALTO MAR
por Regilene Rodrigues Neves


Mar aberto...

Uma lua tatuada no firmamento
Regozija deleite...
Pequenos pigmentos de estrelas
Pintam o universo de luz...

Coqueiros debruçam na areia
Sua magnitude...

Longínquo um barco navega
Sonhos em alto mar
Levados ao seu destino...

A noite declama sua poesia
Versos rodopiam escrevendo alíneas na areia...

Paralelas cruzam transversais
Num átimo efêmero encobrindo o mar...

Segredos de amores contam seus mistérios
Fingindo sentimentos eternos...

Corpos nus sobre a areia misturados
A fome do desejo saciando a carne...
As marcas do amor na pele fincada...
Sussurros perdidos ouvindo a alma
Declamando um poema de amor
Em seu crepúsculo...

Os lábios da noite
Beijam a face da terra
A poesia solta na magia noturna... Declama...
Faz amor e abraça sua estrofe
Meditando paixão dentro do coração
Em face do seu encantamento
Ouvindo melodiosas ondas fascinadas de utopia...

O amor contorna toda odisséia
Vislumbre em seu olhar
Enquanto sua epopéia desnuda
A estrofe virgem de um poema
Escrito no mar dentro de um barco a navegar...

Em 08 de setembro de 2008

SEM MEDO DE AMAR
por Regilene Rodrigues Neves

Minha alma suspira
E um grande amor sonho...

Nesse devaneio respiro
Fingindo uma aparente alegria,
Para que minha tristeza não perceba
Sua ausência e se perca no obscuro vazio
Que teima em me esconder a luz do seu dia...

Sei que esse amor voa lá fora
Enquanto meu coração
Abre mão da eternidade para tocá-lo,
Porque eu prefiro dar um beijo em sua face
Pegar em suas mãos... Olhar no seu olhar...
Misturar o seu perfume na minha pele...
Sentir sua presença... Ao ver somente
Um vôo cheio de eternidade...
Perdido de mim lá fora...

Não quero sentir o medo de amar
Antes quero ser livre para a ele me entregar...
Quero amar e ser amado sentir e ser sentido
Pelo mesmo desejo que percorre nossos corpos
Ouvindo murmúrios de fantasias
Percebendo a alegria do amor derredor
Sussurrando êxtase de prazer e felicidade...

Quero errar, mas nunca ter medo de amar!

Sem amor toda paixão perde a volúpia
E o coração morre um pouco dia a dia...
Sem amor sou espectro andarilho sem destino
Um fantasma clandestino num corpo sem coração
Vivendo somente da sua vã desilusão...

Quero roubar seu fôlego ao lhe beijar
Suar molhar nossos corpos
Nos lençóis ainda virgens de prazer
Manchar de gozo a vida
Que é amante que é atrevida,
Mas que é ávida e vivida!

Quero ser parte de um conto de fadas
Dentro da minha realidade,
Para que seja verdade a vida
E seja rendida a uma linda história de amor
Sem medo de amar...

Em 04 de setembro de 2008

RELENTO
por Regilene Rodrigues Neves

Raízes ao relento
Frio e fome de sentimentos
Expostos na pele
De aparência rude

Pegadas na areia sem rastro
A poeira do deserto
Leva o caminho
Deixando para trás seu ócio...

Pela estrada um cacto
Cheio de espinhos
Sem sentir a última seiva
Orvalhada de esperança...

A dor cravejada na alma
Não consegue romper o firmamento
Dilacera a carne
No ópio da vida...

Corpo bruto
Lapidado na essência
Sensibilidades inesgotáveis
Jorrando da fonte...
A alma um lugar seguro
Onde atraca o barco
Que a deriva do seu deserto
Navega pelo inseguro...

Medos vestidos de sonhos ainda meninos
Recolhem um olhar triste
Crescido longe do colo do amor...

Somente afagos de ignorância
Na sombra da inocência
Crescida longe da infância
Amadurada nos dissabores
Sem raízes que vissem crescer
Uma árvore frondosa...

Somente galhos ressequidos
Folhas quebradas
Vira crescer sobre o deserto
Um corpo sem raízes
Firmadas em solo fértil de amor...

Restos do abandono
Ficaram soltos pela alma
Roubando as migalhas de carinho
Jogadas para matar a fome de amor
Que mesmo sobrevivendo
Não conseguira esvair sua dor
Que prolifera como erva daninha
No meio da única flor que sobrevivera no deserto...

A estrada continua sem abrigo
As sombras encontradas
Vêem ao relento suas raízes
As marcas já puídas
Envelhecem sobre o tempo
Num único encontro afagara
De um jeito tosco seu abandono...

O caminho continua seguindo sem destino
Levando para algum lugar do infinito...

O cansaço repousa no corpo
De aparência estranha
Fingindo nenhum sentimento,
Para não demonstrar o coração
Carregado de sôfrega emoção
Num resto de vida de raízes ao relento...

Em 02 de setembro de 2008


DENTRO E FORA DE MIM
por Regilene Rodrigues Neves

Olho para fora de mim
O tempo taciturno sobre a vida
Aqui dentro silente me recolho
A noite cai dentro de mim...

Repouso sobre uma sombra de anseios...

Uma chuva caindo de leve
Molhando meu olhar
Uma quietude me abraçando
Querendo comigo divagar...

Uma estrada longínqua percorre lá fora...

Cá dentro de mim ouço sons do meu coração
Tocando melodiosos sentimentos
Ouço quimeras cantarolando nos galhos do pensamento...

Abrigo-me em mim
Tento renascer dentro do meu casulo
Querendo ser borboleta
Voar junto com a vida lá fora...

Testemunhar estações entre sóis e luas
Em dias inventados de liberdade
Com certeza um vôo de felicidade...

Não me importar com esse temporal
Que inunda dentro de mim
Ocultando tudo lá fora...

Fecho os olhos
Imagino fetiches
Construo um templo de amor
Um beijo prolongado esgota em sua face
O sabor demora no meu lábio
Caminhou por todo o meu corpo
Numa sensação sublime de desejos
Colhidos da paisagem do meu coração
A imagem de um amor refletida em paredes íntimas...

Não importa se um nevoeiro
Que seja chuva vento ou noite aqui dentro
Lá fora voa minha borboleta...

Sei que vaguei por discernimentos
Percebendo por trás da paisagem
O retrato do meu sobre a alma
Esteve crescendo amadurecendo a vida
O amor dentro e fora de mim
Numa mensagem recolhida
Dedicada numa poesia
Com cheiro de manhã de setembro...

Em 02 de setembro de 2008

UM SONHO DORMINDO NO TEMPO
por Regilene Rodrigues Neves

Um sonho dormindo no tempo
Numa visão dilatada de amor
Vela meu sono
Abraçando meu corpo de carinhos
Esquecidos na minha realidade
Verdade que coabita
Um dissabor de vazio dentro de mim...

Repousa m’alma na utopia
De uma efêmera poesia
Passageira recolhe minhas lágrimas
Deixa o sabor de um beijo na minha face
Acaricia meus cabelos
Sopra dentro de mim seus ventos de temperança,
Para que a esperança me acorde
Após um sonho lindo de amor...

Abracei minha quimera
Ao som do coração
Sua batida intensa
Do ritmo latente da sua presença
Dominando meus sentidos ainda vivos
Somente em amor compreendidos
Pelo meu coração
Que teima amar
Mesmo que a razão
Sofra de abandono e solidão...

Esquecera o amor de mim
Um pobre poeta
Que verseja sua mera utopia,
Para que se apegue
Em laços de ternura
De um amor derruído
Sobre um caminho errante...

Somente a poesia sobrevive
Estendida num manto sagrado
Sobre o meu corpo nu
Jaz despido em sua paixão
Que outrora era como vinho
Bebido em cálice de ilusão...

Agora meu desatino
É um sonho dormindo no tempo
Abraçado a saudade
Em que o amor me pertencia
Vivia de doces fantasias...

Que este amor inglória
Da minha alma abdicara,
Para serem versos arrancados
Das dores dilaceradas do meu peito
Cometido de sonhos,
Para não morrer a alma
De um poeta amante do amor...

Em 01 de setembro de 2008


SOBREVIDA DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Restos de fantasias
Soprando ilusões em mim...
Fotografias de um grande amor recolhidas
Guardadas numa caixa de segredos puídos
Meus medos revoltos
Do lado de fora...

Lado a lado uma companheira inseparável
Minha frágil e sensível alma
Pedaço maior do meu corpo
Porque nela guardo tantas coisas
Vividas ao longo de uma vida
De sobrevida de amor...

Meu espaço itinerante
Retirante de uma longa jornada
Buscando um destino ilógico
Contraditório a minha realidade...

Tornando-a escrava de um desejo
Que não passa de mera poesia
Jogada ao vento caindo ao relento
De um caminho sem direção...

Numa derrocada de sentimentos
Escritos em dor por meu coração
Sôfrego de amor...

No desencontro a imagem dilacerada
Rasgando o peito
Cansado de enxergar
Somente a face oculta
Desse desejo puramente meu de amor!

A pele dantes aveludada de uma rosa
Avermelhada de paixão... Agora:
Não passa apenas
De um botão ressequido guardado
De forma íntima no coração
Marcando páginas viradas de desilusão...

Mas um resto de fantasia sobrevive
Fingindo sempre uma poesia de amor
Encontrada sobre os escombros da alma
Contando para mim histórias erguidas
Em castelos de sonhos
Em campos floridos de primaveras
Em sobrevida de amor...

Em 16 de agosto de 2008

POESIA DA NOITE
por Regilene Rodrigues Neves

Pedaços de estrelas jogados ao léu
Murmúrio de luz nos céus
O véu da noite estendido
Os sonhos dormindo em noturno silêncio...

A poesia da noite suspirando no peito
O leito um tapete mágico flutuando
Na dimensão do infinito...

A efêmera passagem de um cometa
Riscando a face deleite do firmamento...

Uma prece louva o absoluto de Deus
A plenitude derrama sua beleza no universo
Um verso é escrito derredor da lua...

Seguimento de uma rua que termina
Lá onde ilumina a boca noite
Beijando o rosto do Criador
Em imensurável gesto de amor!

Em 15 de agosto de 2008

ALMA SOLITÁRIA
por Regilene Rodrigues Neves


Um brilho pálido de noite sem luz
Nas sobras conduz seu fascínio
Embevecido de solidão
O vazio em sua apoteose
Velado por morte no coração

Oculto dentro de um corpo ilhado
Bebendo seu cálice de insólita amargura
Diluída no copo da alma...

Sentimentos expurgados nesse espectro vazio
Consumido lentamente por um fantasma transeunte
Em direção oposta aos desejos
Derramados do lado de fora dos sonhos
Dormidos em lindas noites de fantasias...

A cena roubada de um cenário mágico
Vê apenas o derruir do mar
Desmaiando suas ondas na areia
Onde um corpo se mistura em delirante absinto...

Sem disfarce o oposto de um sorriso
Escorre na outra face
Refletindo o lado frágil
De uma força aparente
Mostrando a nudez
De uma aparência vestida de ilusão...

Em 13 de agosto de 2008

PROMESSA DE ESPERANÇA
por Regilene Rodrigues Neves

Esperança de sonhos acorda a aurora
Debruçada no parapeito do horizonte
Uma sombra de luz vem rompendo
Sorrateira abrindo caminhos...

Um aroma de felicidade exalando no ar...

Fantasias explorando o longínquo
Cheio de desejos acariciando a manhã
Com cheiro de amor alimentando a alma...

Um beijo de epopéia no rosto do céu
Desenha corações nas nuvens...
Olhos fascinados contemplam a esperança
Na expectativa envolta num abraço de sonhos...

O brilho do sol acomoda-se nas paredes do âmago
Acendendo chamas apagadas em solidão
O coração reage ávido em fogo de desejos
Esgotado de temperanças guardada em voraz esperança
Abrindo auroras sobre os olhos do infinito...

A luz da manhã adentra no interior da alma
Escorrendo sua seiva em paredes soturnas de desilusão...

Acreditando que a esperança maior
Realiza sonhos jogando flores
Sobre as cinzas de um coração puído de amor!...

A aurora chega
Trazendo promessa de esperança para o coração
Que arrebatado se entrega extravasado de emoção!

Em 11 de agosto de 2008



ESTAÇÃO SOLIDÃO
por Regilene Rodrigues Neves

São tantas luas
Nesses trilhos me levando...

Minguante nova
Crescente cheia
Pedaços de vida
Fazendo caminhos...

A sorte apontando meu norte...

Fases querendo mudar o destino
De um peregrino de estação em estação
Sobras de ilusão numa miragem sem direção...

Rastro insano de um coração
Que persegue o amor
Sem endereço
Pagando o preço da solidão...

Viagem ilhada de mistérios e segredos
Perseguindo uma linda noite de luar
Querendo somente abraçar
Devaneios soltos no ar...

Última quimera despida
Numa fantasia lânguida
Da minha alma
Perdida de amor!

Vou para onde ele me levar
Em algum lugar deve chegar
Se nada encontrar deve voltar
Minha rota sem destino retornar
Na estação solidão deve parar!


Em 04 de agosto de 2008

NOITE DE LUA
por Regilene Rodrigues Neves

Um pedaço de lua minguante cai da noite
Avisando que em breve será lua nova...
Estrelas circundam piscam feito olhos iluminados
Tomadas de plenitude fascinam todo universo...

Num êxtase de poesia
A noite se abre em versos,
Para que o poeta verseje
Sua serenata manifesta da janela da alma
Fazendo seresta de utopia...

A lua nova ainda dormindo
Imperceptível coberta em manto de esperança
Levita sonhos em sombras noturnas
Sutil como um gesto de liberdade...

Ouve-se apenas a respiração da madrugada
Num sussurro de canção de carinho
Tocada na pele num frisson de brisa leve...

Passageira ela se despede
Deixando sua poesia escrita no céu
Vestida de fascinação
Velada de emoção...

Em 04 de agosto de 2008

MINHA CASA UM CORPO DE SENTIMENTOS
por Regilene Rodrigues Neves

A minha casa é um corpo
Abrigando um coração cheio de sentimentos
Um adocicado cheiro de amor
Por ela se espalha como incenso
Exalando seu perfume intenso...

A alma é um cômodo onde guardo
Todos os pertences de uma vida...

Passado e presente intrínsecos!

Por vezes nela entro
É a saudade que me chama
Querendo revirar lembranças...
Velhas fotografias do meu passado
Nela jogada pelo tempo...

Encontro pedaços de memórias etéreas...

Sombras de sonhos
Escorrem em devaneios...

Batem no peito velhas recordações
Ainda vivas recolhem fragmentos do meu íntimo
Fagulhas de amor espalhadas ali
Sobre silêncios taciturnos...

Sentimentos derruídos no esquecimento
Sofridos de mutações de melancolia...

Nenhuma tristeza aparente
Somente a saudade que vive nela
Resgatando velhas lembranças...
Para não tomar de completo vazio esse momento
Sabendo que dentro de mim moram velhos amores
Feitos de grandes sentimentos...

A velha casa onde guardo emoções
De alegrias e tristezas
Cheia de paredes frágeis
De aparência enrijecida
Um corpo de aspecto estranho
Cheio de traços de uma vida!...

Face oculta de mistério
Puídos segredos de amores recolhido
Uma mera casa dentro de um corpo
Soprando folhas de outonos vividos...

Em 03 de agosto de 2008

EMBRIAGADO DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Bebo goles de amor
O coração uma taça cheia
Derrama molhando toda alma...

O sabor absorvido na essência...

A bebida degustada lentamente
Dentro do peito
Embriaga meu ser
Mais um cálice e me deixo levar
Pela volúpia do meu corpo
Tomado de prazer absoluto...

Quero mais
Até que a embriaguez
Dissipe minha dor
De um frenesi de solidão...

Embriagado de amor
Quem me solve é meu corpo
Uma garrafa jaz bebida de desejos
Tomada em taças cheias de ilusão
Procurando em mim sabores
Sentidos na luxuria de um botequim
Vendendo sua bebida mais consumida... Amor!

Em 03 de agosto de 2008



SAUDADE DE MÃE
por Regilene Rodrigues Neves


A saudade que hoje você me deixou
É tão íntima que posso tocá-la e acariciá-la
Em amor de mãe
Não é de tristeza,
Mas de alegria
Por ver cresce-la dentro de um sonho...

A distancia nos separa,
Mas o amor está ligado eternamente...

Deus preparou o teu caminho
Num alicerce forte e seguro
Não podia ser diferente
Pelo que teríamos que vencer
Sempre foi uma etapa íngreme
Que abraçamos e vencemos juntas...

É como uma escada subida degrau a degrau
Se usar de sabedoria
A porta do sucesso será alcançada
E a vitória será erguida no sabor da realização
Se usar de ignorância irá voltar o caminho
Numa lição amarga e sofrida,
Para aprendê-la... O tempo é o mediador do futuro...

Você é uma guerreira
Que luta contra as interferências da vida
Jamais se deixou vencer pelos insucessos
Constrói com grandeza a menina hoje mulher
No caminho dos sonhos...

A saudade é o amor
Que fica no silêncio da alma
Revirando lembranças
De quem amamos,
Para estamos sempre juntos
Através da distância!...

Meu amor filha
É incondicional
É amor de mãe!

A minha vida
Não teria sentido sem o teu existir,
Porque você me ensinou
A ser quem hoje eu sou
Alguém que antes não conhecia
A força e o tamanho do amor,
Mas ser mãe me ensinou!

Te amo além do que posso te amar... Por toda minha vida!...

Em 01 de agosto de 2008

PAISAGEM DE SONHOS
por Regilene Rodrigues Neves

Ontem a poesia era de um sonho
Que nascia no horizonte
Hoje ela desponta ao meu lado
Mostra um arco-íris colorido de esperança...

A aurora sorrateira deita sobre o infinito
Contemplo a morada da felicidade
Deleite em verdes campos de sonhos...

A noite beija a lua
Para juntas dormirem quimeras...
Pirilampos de estrelas luzem
Derredor do universo
Compondo seu verso de magia...

O amor me abraça
Companheiro acaricia meu corpo
Num toque leve e suave
Envolve toda m’alma...

Meu olhar é um devaneio de sonhos...

Paisagem que contemplo cá dentro de mim
Estendida num manto de paz!...

Mistérios sussurram seus segredos
Amores dormem lado a lado dos sonhos
O coração avista espetáculos nus de poesia
Escrevendo na alma um verso de utopia...

Em 01 de agosto de 2008