CÉLIA RANGEL
por Regilene Rodrigues Neves

Acolhi sua amizade em minh’alma
Afaguei-a como flor perfumada
Exalando sua essência fraternal
No meu íntimo...

Sua doce fragrância se impregnou
Nas paredes sensíveis do meu coração
Dilatando versos em seu nome...

Entre rimas aleatórias
Ouvia o som do amor
Ecoando-me em versos de amizade
Cultivados entre uma jardineira fiel
E suas flores e assim seu aroma inconfundível
Penetrou em minha vida...

Sua poesia derramou seiva no meu peito
Qual bálsamo suas palavras cheias de lenitivo
Escreveram dentro de mim versos para não chorar
E um sorriso alargou-me de felicidade
Tamanha grandeza que emanas...

Sempre amiga se agiganta
Para doar-nos sua bondade...

Em cada gesto seu
Vislumbro uma mensagem de ternura
Carinho que perpetua-nos em amizade
Que se faz poesia ao seu contentamento...

Assim hei de lembrar-lhe em cada verso meu
Como um poema escrito da alma
Para dizer-lhe como é grande minha admiração
Por esta mãe, mulher vivida,
Orante, amiga, amante da vida!

Além de uma mestra
Operária da educação brasileira
Que por quarenta e três anos
Dedicou seu amor a arte de ensinar.

Esse é seu legado amiga
Doadora incansável
Do qual me orgulha sua amizade!

Em 18 de maio de 2012

P.S: PARA SENTIR O PERFUME DA SUA AMIZADE ACESSE O LINK DA SUA PÁGINA: http://celiarangel.blogspot.com.br/





PARABÉNS E UM FELIZ ANIVERSÁRIO
por Regilene Rodrigues Neves

A vida consiste em fazermos aniversários
Para perpetuarmos o nosso nascimento
E assim transmiti-la de geração para geração
Esse é o grande legado que deixamos
Em cada ano que completamos
Mais um ciclo de vida.

Quanto mais anos somarmos aqui
Agradecendo todos os dias
Que acordamos e podemos enxergar
Todas as coisas que Deus nos criou
Com o amor que Ele tem a vida,
Para que pudéssemos através dos nossos sentidos
E sensibilidade captar cada um
E percebermos quão maravilhosa ela é.

Que cada dia é único e não se repete
Que só você pode perceber em sua dimensão
O significado de cada minuto que você tem
Para torná-lo mágico,
Através da simplicidade
De cada gesto de amor doado
Que você compartilha
Simplesmente sorrindo...

O seu sorriso é um abraço
De agradecimento a ela,
Sorrir com a alma transbordando alegria de viver
O torna um ser abençoado
Que recebeu de Deus a vida!

Entre milhões de espermatozóides
Você foi escolhido
Imagina o quanto você
É especial para Ele!

Então faça de cada dia
Um dia de felicidade
Pelo seu existir
Enfrente-o com o seu melhor sorriso,
Mesmo que tudo pareça conspirar contra você
Ainda assim ele é especial,
Você pode melhorá-lo ao longo dos anos
Aprendendo com suas mazelas e infortúnios
A construir sua prosperidade...

Porque Deus em sua imensurável sabedoria e amor
Deu-lhe a vida e um universo
Cheio de grandezas e belezas
Para que as compartilhe
E receba flores do seu lindo jardim
Desejando-lhe PARABÉNS
E um FELIZ ANIVERSÁRIO!


P.S: ESSE POEMA É PARA VOCÊ
QUE ESTÁ ANIVERSARIANDO HOJE!



O SORRISO DA VIDA
por Regilene Rodrigues Neves

Ah! O sorriso da vida.
Eleva-nos ao prazer absoluto...

Seu êxtase compreende
Enxergar a beleza do universo
Ouvindo o barulho da vida
Soprar alegria da alma
Enquanto embriagamos de felicidade
Experimentando o sentir
No cheiro das manhãs vestidas de sol...

A luz de Deus se agiganta nos céus
E nos abraça de esperança
Num carinho de Pai
Abençoando nossos caminhos...

Enquanto a aurora
Esparrama sua magia
E um frasco de poesia
Derrama versos sobre a terra
Perfumando nossos dias
Com essências de amor...

Viramos meros poetas
Para que as tristezas se dissipem
Nas nuvens que mudam de lugar
Enquanto a alma fica a sonhar
Sentindo um abraço de paz...

A sorrir
A vida parece brincar
A liberdade corre descalça
Rodopia soltando as amarras
Dos dias tristes
Presos nas intempéries do nosso cotidiano...

E assim o sorriso da vida
Inebria toda alma
Para agradecermos mais um dia
Que amanhece orvalhado
De gotas de otimismo arrebol do universo
Cuja poesia é versos
Feitos de estrofes de alegria
Para que a alma sorria...

Em 17 de maio de 2012


LEMBRANÇAS DE UMA MÃE
por Regilene Rodrigues Neves

Olhei para meu ventre
Adentrando as lembranças...
O exame positivo
Confirmando que seria mãe...

O que era ser mãe?
Ou como seria ser mãe
Num ser completamente despreparado
Naquela altura da sua vida
Já tão cheia de marcas...

Andando solitária pela rua
Com o resultado na mão
Fui me questionando...

Tantas interrogações e incertezas
Foram se aninhando no meu peito
O medo e o pânico
De sem saber como lidar
Com esse resultado positivo
Simplesmente paralisavam-me.

Mesmo já nos meus vinte três anos
A minha idade mental
Ainda era de uma menina tímida e sofrida
Que se apegou ao primeiro amor
Para acariciá-la um pouco das mazelas
Que cercaram sua vida...

Além da carência material
Em que fui criada
Havia uma enorme carência de amor na alma
Gerada por meus infortúnios...

Como ser mãe com essa herança
Para dar a um filho?

Pensei mil coisas num segundo
Até num aborto,
Mas imediatamente a culpa
Por esse pensamento
Feriu-me por dentro
E logo pedi perdão a Deus!

Naquele instante
Vesti-me de mãe
Transformei-me em leoa
Para defender minha cria
E em guerreira para vencer as batalhas
Que sabia seriam muitas...

A primeira seria as rejeições
Do pai e da própria família
Além de todo preconceito
Que enfrenta uma mãe solteira
Numa sociedade hipócrita.

Foram dias e anos de lutas desiguais
Para uma mulher nas minhas condições
Ainda com traços ingênuos e inocentes na alma
Teria que vencer a mim própria
Uma vida já tão sensível e frágil,

Mas a maternidade vem de Deus
E nos prepara corpo e alma para ser mãe!

Suportamos coisas
Que simplesmente não sabemos explicar
Tamanha grandeza que é ser mãe.

E assim ainda estou aprendendo a ser mãe
Com toda sua intensidade e força
Que um dia sustentei no ventre
Para gerar e amar meu filho
E no momento de concebê-lo
Deus se fez onipotente e pai
Preparando-me para a magnitude da criação!

Só tenho a agradecer a Deus
A graça que me foi concedida
Por duas vezes numa linda menina
Hoje com vinte e cinco anos
E num belo menino completando treze
Através deles conforto minha alma
Visto de alegria meus dias tristes
E sorrio para a vida
Mesmo ela tendo pegado pesado comigo
A felicidade de ser mãe é absoluta!

Em 11 de maio de 2012







UMA HISTÓRIA DE AMOR DE MÃE E FILHA
por Regilene Rodrigues Neves

O nosso poema
Está todo esse tempo no meu peito
Às vezes cheio de amor
Outras vezes cheio de mágoas
Numa barreira muitas vezes intransponível
De um lado meus sentimentos presos
No teu lado cheio de orgulho
Enchendo-me de incertezas e medos

Quantas vezes sonhei com o teu colo
Numa lembrança da minha infância
Voltei lá no teu ventre para me abrigar
Quis recomeçar concertar
Esse caminho dilacerado de dores
Que nos separou...

Carências minhas
Multiplicaram-se num amor
Misturado de pai e mãe!

Cresci construindo sonhos
Perfeitos de nós duas
Alimentei nosso amor
De mãe e filha
Fiz de ti meu espelho
Refletindo garra força e coragem
Para que eu também pudesse vencer...

Sobrevivi quando a vida
Parecia se esvair de mim
Queria continuar acertar nossas diferenças
Para um dia cheia de amor te abraçar...

Meu amor ficou frágil e sensível
Ganhei asas de poeta para voar
Além desse lugar
Que me impediu de te abraçar
Fiz dele poesias soltas no ar...

Trago o beijo na tua face
Nos meus lábios,
Mas ainda trago meus medos da infância
Um dia sem querer rejeitou o meu abraço
Naquela criança
Ele cresceu em forma de rejeição
Nunca mais fui à mesma menina
Que apenas procurava carinho de mãe...

Sei que não teve culpa
Apenas eu que guardei sentimentos...

Mas hoje eu cresci
E a maternidade me ensinou algumas coisas
Que antes não assimilava
Então eu te perdoei
E no peito te carreguei
Num poema de mãe!

Não me tornei a filha dos teus sonhos
Perdi-me nas minhas carências
Deixei que elas tomassem proporções
Maiores que a razão
Vivi para meu coração abandonado
Tentei preenche-lo de amor de pai e mãe
Num outro amor que me arrancasse essa dor,
Mas fracassei por não ser substituível...

Cometi tantos erros
Que agora sei entender
Dentro de mim ainda mora
Uma criança amedrontada
Que por vezes chora de carência
O amor virou para mim um precipício
Onde cai e não consigo voltar
Tenho medo de amar

Porque o amor para mim
Não teve alicerce
Construí meus castelos na areia
Procurei um príncipe
Que nunca existiu
Sonhei fantasias que nunca abracei
Muitas vezes quis tomar posse
Do que nunca foi meu
Por necessidade de amar e ser amada

Sofro o medo
De ter passado para os meus filhos
Minha frustração
E continuar uma amarga geração...

Mãe
Peço-te perdão por me sentir assim
Tenho-te como um exemplo de mãe
Apesar desse sentimento
Cheio de culpas
Que me afasta de ti
Para mim fostes sempre uma guerreira
Que no seu campo de batalha
Teve que matar seus leões
E ainda sobreviver para os teus filhos.

Meu amor
Talvez fique entalado em vida,
Mas sempre será um poema lindo de Mãe!

Te amo e te amarei para todo o sempre...

Em 22 de maio de 2009


   


ETERNA SAUDADE
(Victor Pires Neves – in memoriam)

Saudade agasalha meu peito
Lembranças ainda aninhadas no meu ventre
Veste-me de ti meu filho...

Hoje completa três anos
Daquele dia infeliz e cruel que nos separou
Levando-o brutalmente de nós,
Mas nunca irei te abandonar
Meu maluco beleza!

Todos os dias disfarço minha dor
E me apego a minha fé para continuar...
Faço das alegrias que compartilhamos
Alento para minha alma cheia de saudade...

Todos os teus sorrisos estão dentro de mim
Aliviando-me da angústia de não poder abraçá-lo,
Mas sussurro do meu coração o quanto te amo
Um amor inteiro, único e verdadeiro de Mãe!

Capaz de me dar força e esperança
Que um dia iremos nos reencontrar...

Teu abraço está nos meus braços
Carrego-o envolto a mim
Como um escapulário
Devotando-te meu amor
Entrelaçando-nos mãe e filho
Num laço que não se desfaz nem com a morte.

Vou seguindo em frente levando esse enorme vazio
Que só uma mãe que perdeu um filho é capaz de sentir...

Grito minha dor dentro de mim
E sorrio para a vida
A minha missão ainda tenho que cumprir aqui...

Agradeço a Deus
E me conforto nos vinte e cinco anos
Que ele me permitiu junto a ti.

Não te esqueço um só segundo...

Faço-me de forte,
Mas por dentro estou frágil
E carente de ti meu filho...

por Regilene Rodrigues Neves

Em 04 de maio de 2012


Obs: Wilma usei minha sensibilidade para captar sua alma de mãe e escrever-lhe esse poema nesse dia carregado de lembranças do nosso amado Victor Pires Neves... Conte sempre comigo, tentarei ser sua porta voz usando o meu dom para que ele nunca seja esquecido... Força nós te amamos!





MELANCOLIA
por Regilene Rodrigues Neves

Dias tristes navegam em minh’alma...

Ora insana a saudade
Arremessa suas ondas
De lembranças felizes
Para aplacar a tempestade
Que ora insiste
Em fazer redemoinhos em meu peito...

Na paisagem do dia
Meu olhar longínquo se perde
Procurando quimeras onde eu possa
Preencher-me desse vazio
Esquecido dentro de mim
Pelas avessas de um caminho errante sem fim...

À tardinha já se aproxima
Escorrendo sua solidão a minha volta
O som do silêncio sopra suas notas de melancolia
Na paisagem cética de um olhar triste...

Foram-se os carinhos dos raios de sol
Que me percorriam de alegria
Em manhãs aquecidas de verão
Dias que afaguei sem saber
Que a felicidade me pertencia
E eu feito louca a procurava noutro destino...

Vaidade que a minha juventude
Ostentara qual uma patriota cheio de orgulho
A levantar sua bandeira sobre o front...

Até que numa luta por sobrevivência
Fui sendo vencida pela necessidade
De simplesmente sobreviver
Perdendo pelo caminho meus sonhos
Feitos de singelos desejos
Apenas ser acariciada pela vida
Que fora sempre uma mãe severa
Sempre a cobrar de mim
Sem me dar chance de respirar
Um pouco de amor...

Cansada de beber amarguras
Dilato minha alma nesse poema
Cheio de sensibilidade
Cultivado em tantas lutas desiguais
Ao longo de uma vida sôfrega
Que aos poucos fora matando
Lentamente meus sonhos...

Mas ainda há um resto de esperança
No meu íntimo
Guardado num lugar secreto
Onde me apego para esquecer-me de toda tristeza
Que foi se impregnando no meu peito...

Assim alguns sorrisos
Cultivados em efêmeras alegrias
Possam afagar meu coração
Até que eu aviste uma nova estação...

Em 30 de abril de 2012


FOLHAS AMADURADAS DE OUTONO
por Regilene Rodrigues Neves

Jaz no outono folhas amadurada
No semblante da estação...

Poesia
Que ao longe avisto
Pelos cantos tristes
De um olhar sobre o infinito
Buscando a quimera longínqua
De um coração alagado de sentimentos
Molhados de saudade...

Partistes deixando céticos os versos d’alma
Que sem rima escorrem lágrimas sobre o vazio...

Lembranças tuas
No peito afagam carinhos
De um amor eterno
Na ternura de almas gêmeas
Intrínsecas de um afeto tênue...

Rasantes noturnos
Feitos de silêncio 
Ainda sonham a poesia
De um soneto de fidelidade
Abraçado a alma
Enquanto suspiros de saudade
Lamentam tua ausência...

Promessas vêm numa frase
Que logo se perde...

Teu grito rascunha o papel
Que se junta a tantos outros
Jogados ao vento...

Entre átimos provo
Teu sabor ora lírico
Ora dramático pela longevidade
Das palavras consumidas
Em sôfrega saudade...

Te espero como quem espera
Chegar à primavera
Para florir os dias tristes
Do último inverno...

Ainda que encoberta em folhas ressequidas
Sinto a fragrância das tuas lembranças
Deitadas sobre o outono...

Em 14 de abril de 2012



Meire – in memoriam
por Regilene Rodrigues Neves

Foi dolorosa a missão
Que Deus me confiou,
Mas senti-me honrada
Em ter sido escolhida
Para estar presente
Na hora da tua passagem...

Em vários momentos,
Ora tentei ser o leque
Que tanto desejavas para aliviar-te
Daquela onda insuportável de calor,
Ora tentei ser à força que me pediste
Segurando tua mão
Ajudando-te a levantar para aliviar-te
Daquela dor agonizante
Que te separava deste mundo terreno...

Quis desesperadamente arrancá-la de ti,
Mas teria que assim se cumprir...

Enquanto aguardávamos angustiadas
A resposta final do teu falecimento
Questionamo-nos o que não fizemos
Para impedir que nos deixasse
Penso que por ainda estarmos presos a matéria
E não aceitarmos a separação desse plano,

Mas acredito que no livro da vida
Já está escrito o dia, a hora e o lugar
Onde romperemos os laços
Entre a terra e os céus
Para encontrarmos nossa paz espiritual junto a Deus...

Assim irá se cumprir um dia com todos nós.

Peço a todos que te amaram
E continuarão te amando para sempre
Que se confortem na lembrança
Da tua graça indivisível de ser
Deixada nos gestos de amor que praticastes aqui.
Nos abraços mútuos que trocastes
Nas alegrias e nos sorrisos
Que partilhamos juntos,
Porque o resto é pequeno e insignificante
Ante a tua beleza interior

E assim a saudade
Será suave carinho teu
Em nossos corações...

A tua luz
Deixa-nos um rastro
Para seguirmos
E avistá-la em paz junto a Deus,
Porque aqui na terra
Tua missão foi servi-lo com louvor
Para que o teu merecimento
Fosse à glória do Senhor!

Obrigada! Conhecer-te foi maravilhoso.

 Em 14 de março de 2012

Obs: A Meire era irmã da minha cunhada, bem próxima e querida amiga.



MEU OÁSIS

Dentro de um oásis
Um dia você me criou
Para que eu pudesse refletir
A poesia solta em minha alma
Enfeitou-me de sonhos e flores
Num lindo jardim
Envolto em águas mansas...

Enquanto transparente
Nele minha imagem refletisse
Os encantos de um lugar sereno
Imaginados por um mago cavaleiro
Cercado de poesia em seu Mundo Poeta...

Mas quis o destino
Ceifá-lo antes de terminá-lo...

E nas asas de um anjo
Você alçou para um voo eterno
Para que o avistássemos entre estrelas
E em poesia abraçássemos a saudade
Num encontro de almas
Na face da eternidade...

E assim escrevêssemos versos
Para não chorar sua partida...

Ficamos órfãos de um mago cavaleiro
Que um dia fez-nos sonhar
E poesias inspirar
Dentro do seu Mundo Poeta...
                                         
                                          por Regilene Rodrigues Neves


Dedico esse poema em homenagem ao saudoso e querido amigo Roberto Oliveira que quis construir pra mim uma página que se chamaria “Meu Oásis” dentro do seu site Mundo Poeta onde eu postaria minhas poesias... Hoje extinto em face do seu falecimento.

Ser-lhe-ei eternamente grata pelo carinho e amor com que abraçou minha poesia dando-me asas e me alçando a voos sublimes...

Essa imagem acima foi criada por ele que era webmaster e seria inserida na minha página, como sou só uma mera curiosa e amante nessa área fiz minha adaptação para que junto ao poema transmitissem o imenso carinho e amizade que construímos dentro do Mundo Poeta e em Encontro de Almas no qual lhe dediquei alguns poemas selando aqui nosso encontro, para que nossas almas se falassem na saudade... Amar-lhe-ei para sempre meu eterno amigo!

Em 23 de janeiro de 2012


Querido Amigo (a)

Sua amizade é o carinho suave
Que na minha alma
Acalentou os meus dias
De amor fraterno

Acariciando minhas dores
Para que eu pudesse novamente sorrir
Após tempestades
De uma estação turbulenta...

Você esteve presente na minha ausência
Confortou-me ora com suas palavras
Cheias de lenitivos ora em silêncio
Transmitindo-me sua energia
Para que eu lesse nelas sua mensagem de amor
Ou apenas sentisse sua presença
Afagando meu coração de amizade
Fazendo-me extravasar em lágrimas de emoção...

Essa saudade sentida
Feita de sopros de bem-querer
Foi como seiva
Cicatrizando meus dias tristes sem poesia
E sem vontade de escrever...

Hoje depois de mais um mergulho profundo
Para expurgar minh’alma
Renasço das cinzas
Para seguir o novo caminho
Abraçando-os com a mesma amizade
Que construímos em outrora
Fortalecida de lealdade
E amor intrínseco por cada um...

Que eu possa continuar-lhes a corresponder
Com a mesma dedicação e doação
Da grandeza dos seus gestos,

Obrigada!

Em 14 de janeiro de 2012

                                                                    por Regilene Rodrigues Neves








Nas Asas De Um Novo Tempo

Voa pássaro poeta
Encontre entre as estrelas e a lua
Sonhos perdidos na face do universo
Derrame-os em solo fértil
Para que escorra das fendas da alma
Versos de esperança
E assim nasçam flores
Na próxima primavera
E possamos colher poesia
Nas asas da quimera...

Deixe para trás o velho
Expurgue as tristezas
Mergulhe na alegria
De um novo sorriso...

Faça rasantes de felicidade
Pelo caminho
E pouse teus sonhos
No colo da alma
Sentindo a essência
De cada estação
Nascendo de um novo tempo...

Que o teu voo hei de seguir
Até o infinito...

Em 14 de janeiro de 2012

                       por Regilene Rodrigues Neves





FELIZ ANO NOVO
por Regilene Rodrigues Neves

No palco da meia noite
Um balé de fogos
Dançarão no altar dos céus
A janela da esperança
Abrirá para entrar o ano novo
Que começa soltando rojões
De alegria na terra...

Abraços de felicidade
Olhares iluminados
Querendo enxergar seu destino
Anseiam saúde, amor, paz e prosperidade
Entre os homens de Fé...

Desejos jogados ao léu se misturaram
Entrelaçando-se no imensurável...
A órbita dos planetas circunda
Confraternizando a magia derredor do universo
O beijo estrelado da noite
Sonha na face transeunte da humanidade...

O ano novo entra sorrateiro
Fazendo rastro no horizonte...

Seguiremos seus passos
Ainda que soltos na areia do tempo
Para construirmos um alicerce seguro para o futuro...

Taças tilintam brindando fantasias
O amor está no ar
Querendo apertar as mãos da paz
Um feliz ano novo sorri para o próximo...

O ano velho esquece suas intempéries no passado...

Expurgamos nossos sentimentos
Para colhermos fraternidade
Num feliz Ano Novo!





FACE OCULTA DO ANJO
por Regilene Rodrigues Neves

Tua face voa...
Disfarçada de lua
Avista um anjo que contemplas
Um olhar transcende o céu
Sopra teu verso
Num sussurro de poesia
Embala os olhares da tua alma...

Telas sedentas
Expelem sentimentos
Flagra o oculto amor
Despe cenários profusos
Viagens alheias por vidas
Telas em paredes íntimas aflorada...  

Inspiram essências
Exalam em artes
Pinturas nuas
Que em tuas mãos flutuam...

Pincel gentil grafita 
Olhares transeuntes pelas ruas... 

Rostos flagrados
Corpos desenhados
Vindos em orbe utopia
Dos segredos suplico em ti!

Camada fina da tua alma
Floresce serena em face do teu encanto
Mulher meiga ainda menina
Solta teu riso triste de felicidade passageira
Sobrevive alheia no mundo da tua arte
Baluarte afortunado de uma imagem interior
Cujo penhor é um coração caminheiro...

Voa teu sonho de liberdade
Em asas do anjo que te chama
Purifica-te da beleza etérea do universo
Em frágil sensibilidade expressa de sonhos,
Sonhos teus imaginários assim contemplados
Em simplicidade e magia...

Um olhar... Face oculta do anjo...









LEMBRANÇAS DE NATAL
por Regilene Rodrigues Neves

Andei ilhas de sonhos
Feito criança andarilho de natais...
Pelas vitrines vislumbrei brinquedos
Que nunca brinquei... Mas nos meus olhos
Eram viagens de magias vindas em nuvens de fantasias
Num dia encantado de ilusões...

Trazendo para mim Papai Noel em noite de Natal
A ele eu abraçava meus sonhos de criança
Uma casa linda para minha querida mãe
Junto a uma família amada
Toda enfeitada para esperá-lo
E a árvore de natal mais linda reluzindo toda ela...

Meus pedidos todos enviados
A espera de por ele serem encontrados...

E assim esquecesse minha realidade...

Um pai alcoólatra que vivia espancando minha mãe
Querendo matá-la com meus irmãos
Sem nem mesmo ele saber por quê
Numa fúria vinda do além
Fazendo-me encolher e me esconder dos seus maus tratos
Incompreendidos nos olhos de uma simples criança...

Na nossa humilde casinha na beira do córrego
Faltava comida, faltava roupa, calçados
E sobravam sonhos...

Na lembrança...
As lágrimas choradas em silêncio da minha mãe
Nas noites varadas numa máquina de costura
Para matar nossa fome...

Sete vidas daquela barriga de amor
Criou-nos numa trajetória de dores
Desafetos tragos em herança
Também de menina sofrida
De um passado sem presente nem futuro...

No seu olhar as marcas do tempo
Um colar de sofrimentos envoltos
Num corpo maltratado
Numa alma cheia de escoriações...

Somente Deus era o apego
De uma esperança ano após anos
Crescendo entre dores e sofrimentos...

Mas o amor todos os dias era servido
Alimentando-nos de caráter e humildade
Em arrimo de forças extraídas do coração
E a Fé esgotada nas orações da minha amada mãe
Não me deixavam deixar morrer a esperança
Acreditava que dali Papai Noel iria me levar
Em seu trenó e renas de quimeras...  

Assim o natal acolheu-me por anos e anos
Da minha infância adormecendo minhas noites
De esperados natais onde não houvesse dores...
Nem fome nem maus tratos e sofrimentos...

Desejava que nos corações dos adultos: Papai Noel
Trouxesse de presente mais Amor!

Sem injustiças de guerras interiores e exteriores
Maltratando mães e filhos...
Que o mundo adulto compreendesse mais Fé
Para que o ódio não se propagasse assim entre nós...

Para que hoje eu tivesse uma ceia de Natal
Para servir aos meus filhos transbordando de riquezas
De amor e fraternidade e que o alimento do espírito
Fosse maior que o da matéria
Para que todo universo ficasse colorido
De rojões de Felicidade
E as famílias se juntassem
Em certeza de Deus entre os homens perdidos de Fé
Para que meus sonhos não fossem
Uma vã ilusão dos meus desejos...

E todas as crianças ganhassem o mesmo presente de Papai Noel
Um lindo Natal para todos os irmãos renascidos em Jesus
Igualdade... Fraternidade... Amor... Saúde e Paz
Estendidos em abraço do amor de Deus!

PERDOEM-ME ESSE POEMA TRISTE NUMA DATA TÃO MARCANTE PELA MAGIA ENVOLVIDA, É QUE APESAR DE JÁ TER VENCIDO MUITOS DESSES INFORTÚNIOS, AINDA PAIRA NA MINHA ALMA TRISTEZAS GUARDADAS DA MINHA INFÂNCIA QUE NESSA DATA TÃO CHEIA DE FANTASIAS E SONHOS REMETEM-ME A ESSA MELANCOLIA... 

DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL!









OUVINDO O TEMPO 
por Regilene Rodrigues Neves 

Ainda procuro as palavras
Que me preenchiam de poesia
E de versos para não chorar
Dentro de um pássaro poeta
Que pela a alma viviam a voar
Além terra céus e mar...

De repente minhas asas alquebradas
Pousaram no silêncio
E não mais ouvi
O som dos meus sentimentos...

Sem lágrimas e nem sorrisos
Ainda procuro respostas
E só ouço o tempo meditando...

Dentro de mim a música toca
Enquanto dedilho o teclado
Cheia de emoção...

Lembranças e saudade
Pairam sobre o papel em branco...

Quero gritar para minh’alma acordar
Dessa melancolia que me rouba a poesia
Que dava alegria aos meus dias,
Mas sem nenhuma inspiração
Vivo minha solidão...

Cultivo esperança
Regando-a enquanto espero
Sei que vai passar
O tempo é o melhor conselheiro
É só um minuto de silêncio
Para que tudo volte ao seu lugar...


Agradeço e peço desculpas pela minha ausência, a todos tão queridos e amigos que aqui me deixam palavras de estimulo e carinho. Saibam que lhes sou muito grata e que a minha amizade por todos permanece carregada de muito amor e que abraço todos dentro do meu coração!

Em 16 de dezembro de 2011