UM SONHO INTEIRO DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Sentei na calçada da alma
Para ouvir sentimentos de amor
Poesias espalhadas ali dentro
De um coração vazio de alguém
Enchendo-me de sentimentalidades
Sensibilidades dilatadas do frasco

A pele tão frágil
Sentia a carência
Derramando dos poros
O chão molhado
Refletia um olhar distante
Numa ausência íntima...

Ali solitários devaneios
Passeavam pela saudade
O passado derruído na despedida
Calada por morte...

O amor sem resposta de outrem
Parece querer compartilhar a minha dor
Que para sempre parece ter levado de mim o amor...

Sem abraço sem colo
Deito na calçada fria
Somente minha alma ouvia minha solidão
Derramando versos do coração...

Adormeci ali sobre um sonho
Alguém sussurrava carinho ao meu ouvido
Pegando-me no colo dizia vem meu amor
Vou-te por na cama e te cobrir de beijos
Para aquecer teu corpo
Adormeça vou velar teu sono
Enquanto sonhas comigo...

Por horas ouvi uma poesia de amor declamada
Tocada feito música romântica no meu coração
Que escutava do infinito um som de ilusão...

Quimeras numa rota sem destino
Encontrava fantasias pelo caminho...

Rolamos num tapete mágico de sonhos
Meu corpo dentro do teu fundindo o próprio êxtase
Que de uma dimensão além me aquecia de odes
Tive o exaspero de uma lágrima
Tão verdadeira caia do meu sonho
Acordei ali molhada de sentimentos...

Olhei derredor da noite
O céu parecia que piscava para mim
Cada estrela tecia sua luz adjacente ao luar
Que descia do firmamento sobre a terra
A sua brisa me abraçou ali
Num lânguido abraço solitário...

Peguei as alíneas da minha alma
E caminhei deixando para trás
O sonho que ali na calçada da alma sonhei
Não sei até quando deles viverei...

Em 30 de abril de 2009



CONTO DE FADAS
De Regilene Rodrigues Neves

O tempo cheio de inverno no firmamento
Meu coração sem cobertor
Procura abrigo na cama fria...

Meu corpo aquecido
De sentimentos pela alma
Cheia de calor
Crepita ao som do coração...

Uma canção de amor me faz dormir
E ouvir seu ritmo de sonhos...

Olho lá fora e te imagino
Chegando ao portão
Flores na mão
O olhar romântico me chamando...

Um misto de paixão e emoção
Acelera dentro do peito
Convidando-me para ouvir a noite
Fazendo serenata na minha janela
Viro princesa de um conto de fadas
Por um momento me perco sonhando...

Mulher adulta
Atrevo-me a ser adolescente...

Desço correndo
Pelas escadas de um castelo de fantasias
Tamanho sonho de amor
Vou ao teu encontro feito princesa

A magia solta no imaginário
Escreve um conto de fadas no céu
A lua parece beijar a terra
E as estrelas lá em cima
Piscam para mim...

Ouço sua voz apaixonada
Olhar penetrante de príncipe
Lábios amendoados de desejo
Expressando quase um beijo

As mãos esperando as minhas
Para se entrelaçarem
E juntos cavalgarmos em sonho...

Acordei sentindo cheiro de flores
Dos jardins onde passamos
O perfume do crisântemo e da azaléia
Misturados na fragrância da manhã
Lá fora o inverno chegando
A neve branca sobre a folhagem
Parecem plumas no jardim
As flores que ali existiam na primavera
Trazem uma estação de nostalgia...

Um sorriso no canto dos lábios
Faz brilhar meu olhar
A minha menina
Esteve aqui a me fazer sonhar
Uma poesia de ilusão
Soprou seus sonhos no meu coração
Quanta imaginação!...

Em 27 de abril de 2009



ÁTIMO DE SAUDADES
De Regilene Rodrigues Neves

Saudade do ventre
Onde tive sonhos e esperanças
Saudade de nascer
E voltar a ser criança
Sem me preocupar
Se serei feliz um dia

Sem ninguém me cobrar
Pelo que tentei,
Mas não dei conta de ser.

Saudade de sentir saudade
Das coisas que não vivi
De gritar pra vida
Que ainda não desisti!

Saudade do encontro
Que não encontrei
Dos sonhos que não sonhei
Porque a desilusão
Me roubou esta ilusão...

Saudade de andar lá fora
Procurando meu destino
Que em meio a tanto desatino
Virei prisioneira do meu caminho...

Saudade que num pingo d’água escorre
Feito lágrima... Chora tantos sentimentos
Que a saudade aflora...

São saudades
Que vividas ou não vividas
Me lembram que ainda existo
Num frasco que escorre
Seu perfume para trás
Essências do meu eu evaporam
Exalei minha fragrância pelo tempo

Soprei poesia da pele da alma
A folha que descia escrevia
Minha ode no outono
Caíram no chão
Onde pisaram
Quebrando todo encantamento...

Leigos ao sentir meu aroma
Fez um rastro de lembranças...

Quem sabe o vento
Sopre os pedaços das minhas folhas
Para outra estação
Onde elas possam cobrir
Algum coração sobre o inverno
Em noite de solidão...

Sei que pareço triste,
Mas são folhas amaduradas
De saudades de coisas
Roubadas da minha essência
Que às vezes escorrem
Num átimo de tristeza
Nada que me arranque
A alegria da vida
De pertencer a este mundo
De estações ora tristes ora felizes
Que me fazem cair numa folha de outono
E renascer em primaveras...

Sou uma poesia de faces melodiosas
Algumas sopram saudades
De estrofes melancólicas
Outras são lembranças
Que me enchem de esperança
Porque renascem no simples prazer de viver!

Em 26 de abril de 2009

DESABAFO
De Regilene Rodrigues Neves

Escrevo para fugir da realidade
Minha solidão maior
Trás a tona minha criança
Meus medos cheios de cicatrizes
Se disfarçam na força de uma guerreira

Mas o campo de batalha
Fenecem os meus dias
Nos escombros...
Não reconheço a minha face
Somente uma alma
Tenta soprar as cinzas do meu peito

O coração ainda bate
Contraditório a minha dor
Que se esconde por trás de um sorriso
Disfarçado de lágrimas

Tento desesperadamente
Não me causar essa tristeza
Me apego a esta poesia
Que ouve em silêncio
Meu desabafo...

Por aqui um mundo
Que não conheceu outrora
Apegado a suas carências
Cresceu frágil e sensível como poeta...

Quem me dera não ser esse amontoado
De versos tristes que me afagam
Cheios de sentimentos
Que por vezes me tocam no meio da noite
Apertando meu corpo contra o peito
Suspirando um vazio
Que supera minha alegria de viver...

São momentos efêmeros
Que se juntam para escrever
Um lado triste que persiste sobreviver!

Quisera eu rasgar essa roupa de amor
Que veste a minha alma
Correr para rua lá fora
Sem ter medo da felicidade que me apavora
Porque ser feliz é um medo infantil
Que cresceu comigo
Me escondendo desde a infância
Das maldades dos adultos
Que em furtos da minha liberdade
Me aprisionaram dentro da realidade.

Hoje olho em volta de uma aparência e choro
Por esta covardia que me torna prisioneira
De um frasco de sentimentos
Que somente uma poesia ouve,
Mas que minha realidade nunca soube
Porque fingi pra mim mesma
Ser mais forte que uma criança tola amedrontada
E acabei disfarçando uma tristeza por anos a fora...

Em 25 de abril de 2009

ADEUS
De Regilene Rodrigues Neves

Sinto ao ler a última frase:
O adeus!... Sem olhar para o meu eu
Saiu friamente sem nenhum gesto
Todo aquele amor de nada significou,
Para me deixar aqui
Feito um objeto sem alma
Vagando solitária por avenidas de sentimentos...

De um lado um coração apertado
Dentro de um peito desolado
Do outro a dor inteira no meu corpo
Fazendo escorrer lágrimas do meu íntimo...

O vazio tomando posse
Dos teus pertences
Arrancados de mim
Sem nenhum gesto de ternura...

Simplesmente me abandona
Enfeitiçado por outro amor
Que dissestes em covardia maior que o meu!

Sem entender me recolho a minha insignificância
E viro lágrimas copiosas
Que caem silenciosas ao chão
Ainda peço-te perdão mesmo que em vão
Tentando me perdoar pelo que te causei
Até mesmo supliquei apelei com emoção!

Já de costas a distância entre nós
Ouve os gritos da separação
Te levando de mim para outro coração!

Derredor esquecido
Meus sentimentos
Dentro de um frasco vazio...
A ausência procurando lembranças tuas
Pelos arredores das paredes
Que ouviram nosso amor...

Tuas mãos ainda no meu corpo
Marcando todo um território teu
Ouço teus gemidos ensandecidos de paixão
Agora nada mais que doce ilusão
De um aventureiro que de amor em amor
Somente explorou meu coração
E sem se despedir me disse adeus!...

Em 21 de abril de 2009

DECLARAÇÃO DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Ouço vozes de amor
Pressinto desejos na alma
Que rondam e sondam meu corpo
Em calor de ternura
Um abraço envolto
Por trás de sonhos
Beijam-me entre a felicidade e a alegria...

Ouço tua poesia
Feita numa declaração de paixão
São versos delicados de extrema magia
Estrofes de emoção
Soltas entre os dedos das mãos
Acariciando o coração...

Alíneas poéticas
Em face do encantamento
De um olhar enternecido
De fantasias... Algumas rimas
Entrelaçam-se... Outras viram borboletas
Sugando mel em favos de primaveras...

O próprio êxtase extraído do colo
Que afaga em sentimentos toda a alma
Em comoção do teu amor!

Pronuncia nos lábios
Beijam de carinho
A face que te espera
Em odes românticas de um poeta
Que ama com a intensidade do coração...

Ouço assim tua canção
Numa letra poética de amor
Feita pra mim em declaração!...

Em 21 de abril de 2009

LAMENTO DE UMA POESIA SEM AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Quantos beijos
Habitam em meus lábios
Em silêncio devoto de amor!

Quantos olhares
Olhando a distância
Num resto de esperança
De te ver perto de mim...

Quantos medos
Causaram esta indiferença
Afastando-me da tua presença...

Quanta solidão
Permite em comoção
Esta lágrima que chora por ti!

Quanto amor sem rumo
Trilha num caminho estreito
Lado a lado do peito
Feito desejo sem beijo
Da tua boca...

Quantas noites
Quantas luas se repetem
Para que meus dias te esperem...

Quantos sonhos dormidos
Abraçados no teu corpo
E eu aqui sozinha
Bebendo cálices de lágrimas
Olhando a madrugada
Que sem dormir me faz companhia...

Quanta poesia aleatória
Sem destino
Guarda o poeta
Para um amor desconhecido...

Um livro folheado
Nunca declarado
Ao teu ouvido...

Odes sopradas lá fora
Te procuram em pensamento
Por onde andarás amor
Sem minha poesia!

Quantos versos escritos pra ti
Hoje no passado
Guardados de saudades tua...

Quantas lembranças
Em páginas amareladas
Pelos cantos da alma
Sem serem lidas por ti
Porque ali permanecem abandonadas...

Quantas vezes
Li e reli a palavra amor
Sem ouvir que me amavas
Pra quem tantos versos
O coração pronuncia
Se nunca leu
O que pra ti ele escreveu
Com tanto amor!

Quantas vezes
Terei que me questionar
Porque ainda te escrevo
Se a resposta anda solitária comigo...

Sei que ainda escrevo
Porque sou poeta
Que sobrevive de poesia
Quem sabe um dia
Alguém pra te me envia
E eu sem saber te acaricio
E tenha significado tanta poesia
Nesse lamento de amor!

Em 18 de abril de 2009

O SENTIDO DA VIDA
De Regilene Rodrigues Neves

O novelo da vida
Vai se desenrolando
No tempo...

Os erros
Vão ensinando-nos
O significado das respostas...

O sentido
Dos caminhos que tomamos
Não é tão somente errar,
Mas aprendermos com eles
O que diz as entrelinhas...
Nada é por acaso
E tudo é um fato.

Cada um carrega
Uma dimensão profunda
Lá está tudo transparente
Como os olhos de Deus
Que enxerga dentro de nós.

O livro da vida
Está aberto
Suas folhas vão passando
Lendo-nos capítulo por capítulo
Nenhuma interrogação
Está sem resposta.

Cada lágrima
Cada sorriso
Pratica uma ação
E provoca uma reação.

Por trás de um significado aparente
Nem sempre está a verdade
Cuidado na hora de apontar
Porque pode está destruindo
A verdadeira essência
Escondida no simples ato
De amar e ser amado!

Julgar pode parecer mais fácil
Porque não implica
Reconhecer que errou.

Por trás das coisas ruins
Pode conter algo de bom
Que nós lutamos
Por querer não enxergar
Visualizados só na aparente dor.

O que é sofrer
Se não somente crescer
Passo a passo com os nossos erros
Errar fica tão sem sentido
Quando o sentido por trás é tão maior!


Em 13 de abril de 2009




SOBRE O PARAPEITO DO INFINITO
De Regilene Rodrigues Neves

Desmaia a rosa
No parapeito do infinito
Sonhos molhados de noite
Orvalha o perfume
Que evapora da essência...

Uma lagrima adocicada
Cai desprendida de sentimentos...

O amor esquecera ali
O presente oferecido aos céus
Como prova secreta do coração
Em seu desejo de paz!

Na face branca da pétala
Uma ode declara a poesia
Esquecida ao relento
Uma prece em lamento
Jaz sobre o tempo
Feito relicário de lembranças
Guardadas de saudade...

A poesia avista
A dimensão in loco
No lugar da alma...

Suas folhas alongadas
Em dois braços
Abraçam o corpo
Na carência sentida
No abandono ali
Sobre um precipício de ilusões...

A esmo o destino
Numa brisa
Sopra o seu cheiro de flor
Em abandono de amor...

A memória de uma poesia
Escreve seu verso ali a reverso...

No seu templo imensurável
Clandestina alma
Em sepulcro alento de paz!

Dimensão longínqua
De uma beleza efêmera
Transitória por uma rosa
Que sobre o infinito medita
Em silêncio sua poesia de amor!...

Em 13 de abril de 2009

FANTASIAS
De Regilene Rodrigues Neves

Teu amor me beija
Com lábios de fantasias
Tua boca nos meus seios
Sacia mel feito abelha no pote
Sugando o prazer
Que escorre docemente...

A pele em chama
Arde de desejo
Os poros dilatados
Emergem gotículas
Salgadas de suor e sede
Em frêmitos de puro êxtase...

O corpo nu estendido
Espera a sofreguidão dos teus lábios
Deslizando na carne
Em pura volúpia
Pelas curvas sinuosas do prazer...

Perdidos num labirinto de luxuria
Exploramos o ato sobre a cama...

Estendido um lençol de pétalas vermelhas
A pele em contraste com a paixão
Que ousada dilata a cada toque das mãos...

O coração cheio de amor
Pronuncia palavras desconexas
De significado lascivo
Contrariando o som romântico
Que sussurra odes feito poeta
A sua musa em pura emoção...

A magia se espalha
Soltas de um cordão de fantasias
Abertas em leque de sonhos...

Teu corpo abandonado sobre o meu
Navega feito mar sobre as ondas
Idas e vindas lançadas para uma ilha deserta
O amor dentro de uma concha
Escuta corpos fazendo amor...

As horas viajam no tempo
Enquanto nós dois saciamos
Um vício de sentimentos
Cujo sexo expurga todo amor da alma
E nós rendidos a sua vontade
Fazemos amor sobre fantasias...

Em 11 de abril de 2009

POR MAIS UM DIA
De Regilene Rodrigues Neves

Derramo poesia na saudade
Versos cheios de lembrança
Preenchem o papel...
Estrofes de amor
Em poemas de felicidade
Soltos de um caderno de rascunhos...

Dedico-te minha ode
Um coração inteiro
Preenchido de sentimentos
Momentos únicos
Guardados no papel
Escritos da alma...

Sonhos sonhados
Sobre dias e noites
Devoram a minha paisagem...

Lá fora a vida rima sua poesia
Imperceptível no universo...

Versos de um poeta maior
Derramam do céu
Colorindo horizontes
Cheios de magnitudes...

Escrevem na terra
No sol na chuva
Na face de uma rosa...

Pegadas atrás da liberdade
Correm descalças
Pisando nas folhas de outono...
Desejos íntimos
Propagam-se nas borboletas...
Em leque de fantasias
Debatem suas asas sobre o pólen
Sugando mel das entranhas do alimento
Bebendo vida e se alimentando de prazer!

Perfume de mato se mistura na essência de uma flor
A grama aparada no jardim
Agradece o jardineiro que cuida do próximo
Como quem cuida das flores
Num cenário intrínseco pintado
De poesia e arte pelo artista e poeta: Deus!

Sem Ele minha inspiração
Sairia das sombras noturnas de um lamento
Tristezas frias de um inverno
Aparente de infelicidades...
Mas a cada manhã
Ele me acorda para ver o sol nascer
Seu calor me abraça por trás de um milhão
De motivos para agradecer a vida!

Inspiração que me enche de poesia
Para olhar dentro e fora de mim
E sentir como o amor está
Além de onde meus olhos podem alcançar...

No átimo de cada partícula
Um átomo se junta numa substância perfeita
E dessa molécula posso enxergar e sentir
Quão extraordinária é a vida
Que me inspira esse instante
De amor e plenitude com Deus!

Jogo um rascunho de saudade para trás
O amor vai comigo dentro do peito
Caminhamos para o futuro...

Por trás da esperança
Uma cortina de poesia se abre no universo
A vida entra em cena
E agradece por mais um dia!...

Em 08 de abril de 2009



LEMBRANÇAS DO TEU ANIVESÁRIO
De Regilene Rodrigues Neves

Hoje a tua ausência se faz cheia de saudade
Completaria mais um aniversário
Lembranças da tua alegria pujante
Permanecem em nosso coração!...

Um alento de emoção
Solta uma lágrima
Que te abraça de recordação...

Teus atos de humanidade
Sobrepostos aos teus defeitos
Perdoando qualquer mágoa no peito.
Sobrou um amigo
Companheiro sem nenhum defeito
Cujo amor sua maior qualidade
Fez-te grande fez-te homem
Que trouxe na alma amplexos de bondade!

Que teu espírito durma em paz
Liberto do pecado
Tornando-te um anjo,
Porque o nosso conforto
É saber-te em plenitude com Deus!

Hoje todos os nossos momentos
Será um filme
Que vivemos juntos
Protagonistas do amor
Um dia contracenamos na terra
Vivemos cenas de amor e ódio,
Mas o amor em sua totalidade
Esteve acima do mal
Existindo além da eternidade...

Um grande amor nunca morre
Porque a saudade alimenta as lembranças
Tornando o coração cativo
Ao seu nobre sentimento!

Amar-te é lembrar-te com ternura
É perdoar as falhas
É exaltar teus adjetivos
É somar tuas qualidades
Porque nenhum defeito
Supera o amor que te devoto!

Lembrar-te nesse dia especial
É confessar que o amor que era teu
Reza pela tua paz!

Que a morte não se resuma na partida,
Mas na eternidade do amor
Permitindo que ele exista para todo sempre
De amor em amor!...

Em 03 de abril de 2009





O SIGNIFICADO DE UM SORRISO
por Regilene Rodrigues Neves

O sorriso é a expressão da alma
Que de alegria sorri,
Para que a nossa energia positiva
Seja recíproca e capte bem querer...

Um sorriso pela manhã
Significa agradecer a vida
E receber a luz Divina
Que entra em nós
Pelo poder do Altíssimo
Através do amor
Que emana da sua criação.

A rosa molhada de orvalho
Perfuma arredores,
Para sentirmos essências únicas
Impregnando fragrâncias na pele
Que se dilatam em sentimentos
Exalando em poros nossas emoções!

Um sorriso traz perspectivas de um dia melhor
Porque abre todas as portas
Fechadas pela ignorância e estupidez
Que pronunciam nossa língua.

Um sorriso prende inebria
Entontece o coração
Ilumina um milhão de possibilidades,
Porque tua áurea traz átimos de felicidade
Em plena gratidão pela vida!

Sorrir é quebrar as forças do inimigo
Que negativo se expressa sempre de mal humor
Usando-nos para espalhar malquerenças...

Quando sorrimos as barreiras se desfazem
Entra nosso desejo de amizade
Num gesto de afeto e cumplicidade
Que permite ao próximo também nos sorrir.

Um sorriso traz infinitos significados
Cujo bem é doar energia,
Para proporcionarmos alegria ao próximo
Que nos espera conforme nosso estado de animo
Se negativo destruímos a chance
De conquistar um amigo
Que irá retribuir no mesmo laço de ternura!

Um sorriso é tão importante quanto à vida
Porque sorrindo agradecemos a Deus
Pelo nosso existir
E fazemos doação do bem sem olhar a quem!

Sorria estamos sendo filmados
Pelos olhos de Deus
O teu sorriso significa para Ele
O reflexo da tua alma
Que agradece antes de pedir.

O dia sem teu sorriso
Tem significado
De um amanhecer nublado
Tudo é frio e sem emoção
Enchendo de sombras o coração!

Desejo um sorriso entre nós,
Para que a alegria entre pela janela da alma
Iluminando a vida!

Em 03 de abril de 2009

SERENATA DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Sentei num topo de emoções
Erguidas da alma
Sentimentos absorvidos
Numa prece de amor
Louvados na oratória
De um cântico romântico
Cantado em poesia para o coração
O peito em sintonia
Ouve a canção copiosa dos sentimentos...

Tocados no corpo de desejo
Pressente nos lábios o beijo
Que agoniza na boca
Em louca vontade
De sentir seu gosto de fantasia
Que por vezes percorre
Na complexa alegria de amar!...

Ouço a alma cheia de utopia
Cantarolando versos
Balbuciando estrofes cheias de metáforas
Declamando sonhos...

O amor confesso em silêncio
Rima sua ode melancólica
Um cálice metódico embevecido
Ao som coração
Que ouve ritmos
No vento... na liberdade...na felicidade... no tempo
E na emoção pura de um orgasmo
Do corpo por seu amor!...

Volúpias arremessadas do íntimo
Se misturam em pele e poros
Latejam frêmitos por todo o corpo
A sedução do amor percorre
As curvas abandonadas e puídas de saudade...

Sem alarde o verso derrama seu ópio
Já adormecido na primeira pessoa
Seus adjetivos sobrevivem em odes
Qualidades que se prendem em sonhos
Ainda teus num vocabulário próprio
Escrito pela alma que se entrega
Ao pensamento interior que o explora
Para tocar uma música romântica
Ouvida todos os dias
Feito serenata tocada do violão
Ao pé da janela do coração!...

Em 29 de março de 2009

MAGIA DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

O sonho lá distante
Se aproxima da praia
Escreve na areia
O nome do amor

O coração contornado
Desenha sentimentos...
O mar devora as ondas
A paisagem navega...

Avista um barco em alto mar
Jogo um lençol ao sol
Meus pés dentro d’água flutuam
Na direção do horizonte...

Sobre mim
A sombra de um coqueiro se levanta
Abanando o calor da primavera...
Rodopio caminhando na areia
Meus rastros ficam para trás
Demarcando um território de sentimentos...

Sinto vontade de voar
Viro pássaro no ar
Sobrevoando a moldura da liberdade...

Metade de mim sonha
Na metade imaginária
De uma poesia...

As nuvens parecem me entender
Desenham você
Um rosto abstrato da memória
Vira saudade...

A alma invade cenas de nós dois
O amor suspira arredor
Seu hálito me aquece de paixão
Sinto ilusão de quimeras
Fantasio nos dois ali
Correndo na areia
Alheia em fuga da realidade
Abraço minha felicidade!...

Por um momento
Sinto um alento
Na paisagem

A brisa do amor
Arrepia a pele
Um átimo conspira a favor...

Por trás da lembrança
Uma flor sopra pétalas ao vento
Cai do céu feito chuva de primavera
Gotas coloridas me cercam
De perfume de sonho
Acordo com cheiro de amor no meu corpo
Ainda sinto aroma de fantasias
Navegando no mar
Senti poesia a flutuar em mim
E o amor a me abraçar cheio de magia...

Em 27 de março de 2009

O POEMA LÊ SIDNEY CAETANO FILHO
De Regilene Rodrigues Neves

Segui tua alma
Liberdade de expressão
Falando
Sem nenhuma pretensão de ser poesia
Quero ser ouvido
Ouvir uma multidão
Quem sabe ouço a minha voz...

Esmo “sou”
Um alquimista do amor
Sou uma palavra no centro do deserto
Na cabeça de um homem sem bússola
E todo o seu contorno
Uma direção a ser tomada...

Da janela de Clara
Ao instinto poético de Lu
Olhares libidinosos...

No verso deixo escrito
Nos reconheci junto aos outros
Achei melhor ir embora
Cuide bem dos nossos valores
Última chamada!

Quem perdeu o trem da história por querer?

Quem sabe foi mais um covarde
A se esconder diante de um novo mundo
Escreveu o poeta Beto Guedes
Gosto disso.

Faço mil interrogações????????
Quão pequeno sou?
Como me sinto tão grande?
Será saudade do berço da mãe?
De seu colo de seus cheiros
De suas formas e tons
Mãe!

Viajar em mim
Flutuei bem acima do que eu sou
Fui então mais alto
Tive medo,
Mas continuei...

Achei me ascender ao topo
De onde jamais cheguei
Pude perceber com nitidez
Os pés de todo o mundo
Estava então a caminho do céu?

Percebi então vultos
Bem acima de aonde cheguei
Ainda muito distante de alcançá-los
Então parei.

Razão
O tropeço numa vírgula
Colocada no texto em que caminho...

Mas não dá pra pensar
São todas de puro instinto.

Respostas
A filosofia vive
Com ou sem rimas.

Tão pouco
Grito para ouvir.
É de graça
Puro amor
Felicidade
Aroma
Lágrimas
Surto
Zeroglota!

Em 27 de março de 2009

Poema inspirado no blog do meu amigo ZEROGLOTA:

http://zeroglota.blogspot.com

LAMENTO DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Ah! Amor
Desliza dentro de mim
Seu carinho
Escorre tua seiva de sentimentos
Para que eu me cure
Dessa carência tua...

Saio caminhando pela rua
Minha alma nua
Solta do meu corpo
Procura-te num novelo de lã
Trançado num manto
Para aquecer meu coração
Vazio na solidão!

Cubra-me nesse inverno
Que me expõe sem amor
A um corpo sem carinho
Sinto frio sem ti...

Bato na porta do tempo
Lá fora a neve trinca minha alma
Que vaga a esmo sem destino
Desatino a chorar meu pranto...

A brisa fria de um lamento
Percorre-me num alento de solidão
Sobra amor no meu coração,
Mas que fazer com tamanha desilusão?

Ah! Amor por que te sinto
Maior que a mim
Que não consigo respirar
Sem te tocar tão íntimo
Que se estreita dentro do peito
Não aceito esse jeito
Solitário de amar
Quero te encontrar
Que seja aqui ou em outro lugar
Quero te tocar

Desenhar tua face
Numa moldura dentro de mim
Na parede do meu coração
Colar-te para sempre e ver que ali está
Só para eternamente te amar!...

Em 27 de março de 2009

ORAÇÃO AO PAI
De Regilene Rodrigues Neves

Amado Pai Celestial
Só o Senhor tem o poder
De entrar nas nossas almas
E operar milagre nas nossas feridas
Curando nossos males.

Peço-te com a minha alma
Tua cura a todas as minhas dores
Do espírito e da matéria
Que me fragilizam em sofrimentos,
Para que eu possa todos os dias
Olhar para fora
Ver e sentir os milagres da vida
Que através do vosso amor
Estão estendidos num manto sagrado
Operando e nos fortalecendo...

Que minha imperfeição
Se liberte da ignorância
Do orgulho e da matéria
Para que eu possa enxergar
Quantas felicidades eu trago comigo,
Mas que meus olhos de cobiça
Cegam-me enxergando somente a direção
Da infelicidade que me causo
Com minhas próprias mãos
Seguindo somente os caminhos que me convém

Com isto gero meus infortúnios
E minhas maledicências...

Oh! Amoroso Pai
Curvo-me diante de ti
Com humildade e respeito a vossa grandeza
Peço também pelos meus filhos
Minha família e nossos irmãos
Perdoa-nos em nossas fraquezas que são muitas
Sei que nossa língua é um castigo
Que amaldiçoa nossos comportamentos
Em blasfêmias em vosso nome
Brincando com a palavra sagrada
Porque o pecado torna natural tal maldade
Sem que percebamos o mal
Que nos cerca nessa conduta.

Perdoa-me Senhor
Pelos meus erros
Que ao criá-los os pensei ser naturais,
Mas as conseqüências têm sido fatais
O preço do livre-arbítrio
Pesa nos ombros e a dor flagela meu espírito
Atormenta meus dias de agonia e solidão
Meu vazio cada dia mais vazio
É uma faca apontada no meu peito,

Mas diante de ti Senhor
Que enxerga minha alma
Peço perdão com o coração
A toda minha ingratidão!

Sei que vosso amor
Vêem-nos além das nossas limitações
E animosidades desperdiçados em flagelos
Por nós causados.

Conforte-me Senhor
Nesse momento que rogo
E suplico vosso perdão!

Em 27 de março de 2009

MINHA PRIMEIRA POESIA
De Regilene Rodrigues Neves

Um dia você chegou à minha vida
Foi minha professora de português
Ainda lembro daquela aula de poesia
Que ensinara na sala de aula
Eu ali escondida na minha timidez
Desconhecia uma alma que dali surgiria
E se vestiria de poesia!

Aquela aula entrou em mim
Sem que eu percebesse sua leveza
Sutilmente foi preenchendo meus arredores...

De lirismo e encantamento me vesti
Viajei naquele aprendizado
Fascinada deixei-me levar
Até a aula acabar
E para casa uma poesia ficar...

Sem entender as entrelinhas daquele momento
Pus-me a escrever noutro dia
A que seria minha primeira poesia
Que de mim sairia em plena alegria
Quis compreender a magia daquele dia
Da minha alma uma poesia nascia...

Chegou à aula daquela matéria
Cheia de timidez dei para minha colega ler
De espanto ela tomou
Das minhas mãos ela arrancou
E para professora mostrou
Que me olhou desconfiada e perguntou
Foi você mesmo que escreveu?
E logo leu...

De olhar cabisbaixo confirmei.
Naquela hora me emocionei
Porque elogios lhe arranquei
Coração disparado
Olhar arregalado
E o papel tremendo em minhas mãos
Ela me pos para ler a lição
Naquela hora não achei o meu chão...

Foi desse dia então
Que entendi minha missão
Escrever poesia com o coração
E passar da alma minha emoção!

DEDICO ESTE POEMA
A TI QUERIDA PROFESSORA ONI
QUE NO SEU DOM DE ENSINAR ME FEZ AQUI ESTAR
E ESTE POEMA TE DEDICAR EM ENTERNA GRATIDÃO
COM TODO AMOR DO MEU CORAÇÃO!

POEMA DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Percorro teu corpo de amor
Meus dedos sentem tua boca
Contorno teus lábios... Sinto paixão...
Deslizo até chegar ao coração
Sobram sentimentos em teu peito

Nosso amor se mistura
Alma e pele
Carícias me devoram
Tuas mãos me exploram
Juntos nos amamos em sintonia
Temos mania de amar
Se entregar sem hora em qualquer lugar

Colocar em primeiro lugar nosso amor
Calor de chama intensa
Que nos aquece num torpor de emoções

Vibrações intrínsecas nos arremessam
Por um mar de volúpias
Beija minha alma
Mordisca minha orelha
Sussurra dentro de mim teu amor
Para que o meu te devore
Em fome de saciar-te de prazer
Do meu corpo a te querer!

Quero em minhas mãos ter você
Rendido à poesia do meu corpo
Que da alma grita amor!

Arranque versos do meu peito
Até escorrer amor dos meus seios
Para que teus lábios provem
Um poema cheio de sedução
Derramando desejos do meu coração!...


Em 26 de março de 2009