VESTIDA DE SOLIDÃO
por Regilene Rodrigues Neves

Sou um pedaço de poesia
Ando por aí...
Caminhando vestida de solidão...

Um olhar entre paredes ocultas
Vigiam meus passos
Enquanto eu escrevo meu silêncio
Pelo caminho...

A paisagem noturna
Atravessa nuvens enfumaçadas de sonhos
Pinheiros fazem fila
Num corredor de galhos
Jogados ao vento
Soltando minha sorte no tempo...

As luzes acesas
Iluminando meus passos
Deixam para trás
Rastros de versos solitários...

Um bocado de sentimento
Vaga comigo...

De costas para o passado
Trajada de sonhos
Sigo em frente
Alimentando minha alma de epopéias...

Quem sabe esse olhar que me segue
Se encontre comigo em algum lugar
E eu possa despir essa solidão
Deixar para trás meus trajes do passado...
E uma nova poesia
Possa vestir de amor meu presente!...

Em 26 de agosto de 2010

AMOR E DESEJOS MEUS E TEUS
por Regilene Rodrigues Neves

Escrevo um pedaço de mim
Onde abriguei meus desejos...

Marcas dos meus dedos
Falam de um encontro
Em que no teu corpo percorri
Escrevendo meus sentimentos na tua pele...

Cheios de amor meus lábios te beijaram
Ouvi dos teus sussurros apaixonados!

Misturados um no outro
Nossos corpos se aninharam acasalados
Depois de se entregarem em fantasias ávidas de amor...

Ouvi teu coração
Que cantava para o meu um melodia romântica...

Deitei meus sonhos em teu colo
Meus cabelos desalinhados por tuas mãos
Sentiam teus dedos soltos deslizarem silenciosos
Apenas seus carinhos levavam-me ao prazer absoluto
Do amor que por horas seduziu o tempo
Que permanecemos entrelaçados...

Um encontro marcado de desejos meus e teus
Querendo saciar a volúpia dos nossos corpos...

Quisera amar-te assim...
Imaginar-nos no meio de pétalas vermelhas de paixão
Nosso cheiro em meio ao perfume das rosas
Meu rosto entre a seda dos lençóis e das pétalas
Deslizando pelos caminhos do amor...

Estar nos teus braços
Ir e vir suavemente
Sentir a hora de ficar
Minar meu desejo
Ao sentir o teu...

Abrigar-me dentro de ti
Voar entre a lua e as estrelas
Encontrar o infinito perto da minha alma
Que romântica faz amor faz poesia...

Devolve-me para o dia
Que me acorda em teus braços cheios de amor!...

E novamente nos amamos
Ontem e hoje para lembrarmos amanhã
De um encontro marcado de desejos
No teu e no meu corpo...



BOM DIA!
(Regilene Rodrigues Neves)

A poesia está entre o silêncio e a paisagem
Muda ela nos mostra sua estrema exuberância...

Sentimos pela manhã
O perfume exalado dos jardins
E a luz do sol entrando dia a fora
Iluminando sonhos...

Acordamos com a energia de Deus em volta
E sentimos cheiro de amor!

Arredor cantam pássaros
E a felicidade existe imperceptível
Entre lacunas invisíveis...

Somente a alma capta sua essência
Ouve sons líricos balbuciar a vida
Pelos caminhos em frente à paisagem
Maravilhada de belezas a nos servir!

Nossos olhos alcançam até o infinito
E podemos enxergar o horizonte
Deitado sob a terra...

De mansinho ele se aproxima
Faz-nos sentir seu calor
Respiramos emoções
Alegrias sem porquês
Apenas o prazer corre nas entranhas
E sorrimos num agradecimento solícito para Deus
Que em sua benevolência Divina
Abraça-nos num bom dia!

Em 12 de agosto de 2010

A POESIA DE DEUS
(Regilene Rodrigues Neves)

A manhã amanhece sorrindo para natureza
O sol abraça o dia que vem vindo sorrateiro
O infinito sopra ao léu espasmos de felicidade
Gritos de epopéias ecoam arrebol
Cheiro de alegria vira magia
Carregada de encanto...

Canto de pássaros
É plácido murmúrio em cima da gameleira
Raios cheios de intensidade
Provocam energias de esperança
Tragas do horizonte...

Os anjos regozijam na face do imensurável
E Deus sorri para nós do alto do universo
Dando-nos bom dia e convidando-nos
Para o lindo espetáculo do amanhecer
Visto na beleza imperceptível da sua poesia!...

Em 24 de julho de 2010

SEGUINDO VOCÊ
(Por Regilene Rodrigues Neves)

Fui seguindo o cheiro da poesia
Até respirar seu ar
Um perfume lírico de versos
Na minha pele quis penetrar...

Seu cheiro na minha alma
Deixou essências de inspiração
Que se espalhou pelo meu coração
E no meu corpo transpirou
Sentimentos e emoção!

A sensação das suas palavras
Virou prazer absoluto
Oculto na face imaginaria
Que exprime sua alma

Um lugar secreto
De múltipla interpretação
Por leitores cheios de opinião...

Quis ficar,
Mas em frente
O caminho seguia
Uma rota alternada
Ora se calava
Ora ouvia sua voz
Era sua poesia
Causando alvoroço
Em minha alma
Lendo compulsivamente
Suas sentimentalidades.

Vivenciei suas alíneas
Entrelinhas de amor
Misturadas em sedução...

A poesia ia se declarando
Até chegar a utopia
Sorriam sonhos
Ali olhando no seu olhar...

A quimera alaranjada por cima do sol
Era a imagem da plenitude
Eu seguia sua imaginação...

Rasgava meus olhos
Arrancava de mim
Versos nunca ditos
Fitos em sua ode

O que eu era
Se não um leitor maravilhado
Seguindo você!...

Em 18 de julho de 2010

PRESENTE COM LAÇOS DE AMIZADE
(Regilene Rodrigues Neves)

O presente da amizade
É um carinho
Dado todos os dias
Vem sorrateiramente
Chega em silêncio...

E de repente vira um abraço
Dado na alma da gente
Espalha sorrisos
Vira alegria
Com significado de felicidade
Apertado com liberdade!...

De tão contente
Dá um laço de ternura que prende
Em volta do coração pra sempre!...

É um amor gratuito
Que esquece de si pra lembrar do outro...

É feito poesia
Sopra a beleza do universo
Na alma da gente
Amizade presente
Está sempre te sorrindo
Um bom dia!

Amigo
Não é só aquele que os olhos conhecem,
É também aquele que a alma sente afinidade
Enxerga sem ver o seu rosto
Porque é tão especial
Que a sua sensibilidade o sente
Onde quer que esteja
Seja num mundo real virtual
Ou sideral porque ele é uma estrela
Irradia dentro de nós sua energia!

Amizade
É bondade que não tem preço
Não custa nada
Só fazer um carinho na alma da gente
Que tem significado
De um maravilhoso presente!

Em 18 de julho de 2010

AMIGO LEITOR
(Regilene Rodrigues Neves)

O som da ode ouve teu nome
Sussurrando-me amizade
São palavras de carinho
Feito poesias na alma
Faz barulho de rimas
Rindo pra mim...

Atrevo-me a ser poeta
Sopro versos aqui e acolá
Só pra te agradar...

Quem sabe ao léu
Em direção ao vento
Eles encontrem pessoas anônimas
Apaixonadas por poesia
E num belo dia
Encontre-me por aí
Soltando ao léu
Meus poemas no tempo...

Assim um encontro no meio do nada
Vire amizade por toda vida
Aprendizes que somos - De amigos...!

A poesia é o som mais puro
Capaz de tocar a alma
Um lugar secreto cheio de magia
Onde sentimentos cercam o coração
Vira emoção quando se declara
A quem nunca espera
Logo fica todo bobo e se alegra!

Esse é o prazer da poesia
Do encantamento dos versos
Fazer os lábios sorrirem de contentamento
Tornando o poeta
Um escrevedor dos sentimentos

Nesse encontro poético
É que ficamos amigos!

Obrigada por me achar por aí
E hoje estar aqui
Conhecendo um bocado de mim
Porque o ar que eu respiro
É feito de inspiração
Nele suspiro alegrias
De encontrar amizades
Por simples afinidade - De poesias!...

Em 16 de julho de 2010


POEMA A MIRIAM LIMA
(Regilene Rodrigues Neves)

Eu te chamo no meio da multidão
Onde andarás minha amiga?

Quero oferecer-te minha poesia
Rever a arte que tuas mãos pintam em grafite
Em “olhares da minha alma”...

A estranha que se define
Em silêncio...

Que respira
E sobrevive
Através do olhar...

Eu e o público te saudamos!

Onde estarás pintando agora?

Porque teu olhar
Sofre intensa dor
Talvez para que tua alma
Se refugie nos teus olhos
E possam enxergar
O mundo em preto e branco
Tal a beleza ousada
De um olhar mágico
Que vê a beleza em furta-cor!

Quero oferecer-te em palavras
O que tua ausência me causa,
E bem sei o que causou minha estupidez.

Saudade
Mal que sofre meus dias
Sem saber onde tu andas...
Se te lembras
Também de mim!

Quero compartilhar os olhares da tua alma
Quero ser pra ti mais que o resto do mundo
Em direção que o teu olhar aponta
E enxergar rasantes da tua beleza
Para que minh’alma voe
Em etéreas poesias em teu nome...

É esta amizade tão grande
Que me recolhe a insignificância
De um amigo aprendiz
Querendo alimentar de poesia
Esse amor nutrido de ternura por ti...!

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Em 13 de julho de 2010

FRISSON DE ALEGRIAS
(Regilene Rodrigues Neves)

Em frisson de alegrias
A vida me concede graças
Imperceptíveis aos olhos
Para que possa emanar em mim
Sorrisos de agradecimento

No prazer de estar aqui
Tornando meus dias
Certezas de um caminho
Que andei descalço
Que rodopiei
Que abracei minha liberdade
Que escolhi
O que quis ser...

Mesmo que algumas dores
Fizeram parte comigo
Contracenando enquanto eu
Dialogava com os fatos.

Nesse mérito da vida
Perdi e venci lutas
Na força de uma guerreira
Nenhuma batalha fora perdida
Porque tirei grandes lições
Dos exaspero das minhas lágrimas...

Em 13 de julho de 2010

AMIGOS
(Regilene Rodrigues Neves)

Pétalas são amigos
Abraçados numa rosa
Perfumando caminhos
Para enxergarmos belezas
Contemplarmos jardins
E oferecer flores!

Em 13 de julho de 2010

POESIA
(Regilene Rodrigues Neves)


Tudo era feito de poesia
Há noite o dia
Na imaginação
Que só os olhos via...

A beleza percorria
Aleatória ao silêncio
Que escutava a alma...

Entre os dedos
Versos escorriam cheios de ilusão
Tremulava o coração
Entre tantos sentimentos
Ouvia bem alto
A alma gritando
Premeditada poesia
Guardada em sons surdos e mudos,
Mas que falavam para o mundo inteiro
Em letras cheias de rimas...

Riam pra mim
Como se de mim
Quisessem escrever
O que não me pertencia
Não era só minha toda poesia
Que já vinha lá de fora
Para dentro de mim!

Apenas se misturavam
Aos sentimentos ali guardados
Para juntos saírem de mim
Num dom íntimo
Que quisera Deus me pertencer – Em poesia!...

Em 12 de julho de 2010

AS COISAS QUE A ALMA GUARDA
(Regilene Rodrigues Neves)

Abrigo-me no celeiro da minha alma
Onde guardo as coisas de toda uma vida
Por vezes as reviro dentro de mim
Alguns objetos decorados de alegria
Soltam sorrisos da minha face
Feito um bobo alegre rindo a toa...

Um bocado de tristezas
Estão feito poeira
Junto às coisas do passado
Envelhecem ali
Em meio a páginas escritas de mim...

São capítulos de uma história
Cheia de lutas
Na qual amparo meu alicerce.

Às vezes me acolhem
Num silêncio obtuso
Querendo dar a solidão
Uma proporção maior
Que a de estar só,

Quando apenas
Ela não passa
Do recolhimento
Que necessito para refletir
Meus caminhos...

Não me sinto só
Estou sempre acompanhada
De uma poesia
Que me preenche de alegria...

Alegria de sentir e de estar
Em qualquer lugar
Nela ninguém exige nada de mim
Apenas que minha alma voe...

Nesta liberdade
A felicidade no meu peito
Ecoa para fora
Para que meus sorrisos
Esgotem dos meus lábios
Toda alegria de viver
Que sinto quando parto
De um lugar ao outro
Sem sair do lugar
Apenas levando a imaginação comigo...

Para ser feliz não é preciso tanto
Apenas deixar vibrar a poesia da vida
Que se esgota no universo
Para enxergarmos e sentirmos felicidade
O resto são coisas necessárias à alma.

Em 29 de junho de 2010

FAZ SOL NA MINHA ALMA
(Regilene Rodrigues Neves)

Abrigo o sol na minha alma
Para que dias cheios de alegria
Pernoitem dentro de mim
E amanheçam dias felizes
Porque a vida ainda respira em meu peito
Na certeza de lindas manhãs que virão
Para me trazerem felicidade!

Enquanto houver vida
Existirão sóis em minha alma
Sou sempre esperança
Ela me levanta todos os dias
Porque minha fé é maior
Que os meus desenganos.

Ás vezes que pareço triste
São fases que me levam a crescer
É quando estou aprendendo com meus erros
A superar minhas fraquezas
Sou mais forte nas provações
Que a vida me impõe
Porque me agiganto
Diante das lutas!

Descubro em mim
Uma guerreira no front
E luto de igual para igual
Com meus inimigos
Vencer para mim
É acreditar na minha capacidade
De ser quem sou
Uma vencedora dos meus sonhos!...

Sonhos que me fazem sempre
Sonhar mais um sonho
Ás vezes se interpõe algumas derrotas
Porque preciso delas
Para brilhar meu sol nas manhãs...

Os dias nublados
Passam à medida
Da intensidade que provoco
Com a grandeza do amor
Que coloco na minha alma
Para dissipá-los!

Este sol eu cultivo dentro de mim
Com a força positiva do meu ser
Está e a dimensão da vida
Que procuro viver
Para que só lamente morrer!

Em 25 de junho de 2010

OLHAR APAIXONADO
(Regilene Rodrigues Neves)

Leio o amor nos teus olhos
Enquanto tua boca sussurra que me quer
Lábios molhados transpiram
A vontade de beijar os meus...

O desejo
Já é uma fantasia que me despe...

Meu olhar prisioneiro em teu amor
Sente a alma dilatar
A paixão da minha pele
O suor que evapora do meu corpo
Tem cheiro de sedução...

Teus braços se aproximam
Numa pegada próxima ao êxtase...

Ofegante nossas respirações se encontram
O beijo é uma entrega de amor
Que se rende as caricias de um olhar apaixonado...

Namoramos deitados em céu aberto
A lua encosta na terra sua beleza faceira
E as estrelas lá em cima
Deixa a penumbra da noite
Ser cúmplice do nosso amor...

Algumas vezes piscam aleatoriamente
Para enxergarmos a magia a nossa volta...

A brisa arrepia meu corpo
E um torpor de emoções me devora
Sentindo-te me amar com a devoção
De um olhar apaixonado...

Em 23 de junho de 2010

HORAS DE AMOR
(Regilene Rodrigues Neves)

Há noite fecha as horas
Arredor do silêncio
Amantes se acariciam
Sob tetos de vidro...

Aqui... Tuas mãos
Possuem meu corpo
Sussurros de amor
Soletram vagarosamente – Te amo!

O som surdo ecoa dentro de mim
Meu coração apaixonado ouve
As notas plácidas
Vindas da tua alma...

Curvo-me em teus braços
Entregando-me a ti!

Rodopiamos ante as estrelas
Acesas dentro da noite.
Quimeras voam arredor da lua
Entre nós somente fantasias...

Nossos poros emergem na pele
Gotas molhadas de volúpia...

Lábios e línguas se beijam
Provocando o desejo
Amamos como se fosse à última vez
Sem saber que a eternidade
Guardaria para ela nosso amor...

As horas prolongam nosso encontro
Arrasta os minutos para fora do relógio
Esquecemos o tempo...

E logo gritos viram
Uma música romântica
Cantada da alma...
O coração acelera
No ritmo dos nossos corpos...
Súplicas de caricias pedem mais...

Já nas alturas
Não temos mais para onde ir
Partimos para o infinito
Do nosso encontro de amor...

Em 18 de junho de 2010

POESIAS NA ALMA
(Regilene Rodrigues Neves)

Às vezes somos confundidos
Com estranhos sentimentos
Que a alma nos expõe
Flagra nosso íntimo na intimidade
Revela segredos
Guardados entre paredes ocultas...

Emoções se propagam ali
À dimensão do êxtase
Explode, aflora, derrama...
Escorre em gotas de versos
Lágrimas se misturam
Molhando dentro do peito...

Nasce a ode
De dentro pra fora...

Aceito a poesia
Que se escondeu nas sombras
De uma paisagem frágil...

Contraria o silêncio
Cria asas
Voa
Sobrevoa sóis luas
Até cair no tempo
Feito folhas
Escritas a esmo de outonos...

Ventos
Chuvas
Primaveras
Dissipam estações
Seguem seu destino
Lendo poesias na alma...

Em 18 de junho de 2010


UM POEMA ENTRE LENÇÓIS
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Despi-me frente à poesia
Que me olha cheia de desejo
A intimidade entre nós
Cobiçando o prazer
Contido em minha alma...

Em êxtase meus sonhos
Cheios de fantasias me propõem
Beber em teus lábios
Noites de amor
Até consumir-me inteira...

Embriago-me com a quimera
Leve e suave do cheiro noturno
De amantes entre lençóis...

Dedos suplicam no meu corpo
Prometem partirem de mim
O começo de uma aventura
Arriscada na experiência
De uma poesia de amor
Sentida quando me entrego a ti!

Sinto-te roçar no meu corpo
Teus braços dentro dos meus
E tua boca beijando a minha...

De olhos fechados nos perdemos...

Imaginamos um lugar em volta de velas
Taças cheias borbulhando nosso amor
Sugando gritos de prazer da noite...

Já dentro de mim
Sinto o movimento mágico do teu corpo
Levitando o meu ao teu encontro
Pronunciamos nosso amor
No instante entregue a poesia
Que se faça minha e tua
Nessa noite inspirada
De versos insanos
Possuídos de sensualidade,

Para que possamos viver
Outra vez esse amor
De posse da minha alma
Num poema escrito
Do meu corpo amando o teu...

Em 17 de junho de 2010

VOLTANDO NO TEMPO
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Olho pela janela do tempo
A vida ontem e hoje
Entre lembranças...

A retina turva
Embevecida de saudade
Derrama uma lágrima
Que escorre pelos porões da alma...

Guardados antigos
Cheios de sentimentos
Alguns anseios e ilusões
Presos num varal
Esticado de um lado ao outro
Do coração!...

Razão fora extravasada em alíneas
Pausadas de sonhos...
Sensibilidade por ali
Solta feito poeira
Dentro do peito...

Alguns capítulos do passado
Sem revisão - apenas rascunhos,
Que quis esperar outro dia para ler...

Talvez encontrasse o sentido
Que aquele momento omitira de mim...

Hoje
Absorvo o presente
E todo aquele passado
É uma saudade intensa
Minha vida revirada em minha alma
Procurando por lembranças
Que me afaguem desse presente mórbido...

Notas que me surpreendessem
Naqueles rascunhos manchados de mofos
Jaz esquecido em meus mistérios...

Quem sabe em meio a essas lembranças
Eu encontre uma página misturada
Noutras e reencontre o significado
Desta poesia que reescrevo
Para matar a saudade
De um resto de felicidade
Perdida dentro de mim...

Em 13 de junho de 2010

ATRÁS DE SONHOS
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Corro na alma
Perambulando atrás de sonhos...

Procurando um amor
Por trás do infinito
Quem sabe um grito
Solto no tempo
Ouça a poesia em mim
A declarar versos apaixonados
Vestidos em fantasias
Românticas do meu coração...

Que sonhara amar
Feito poesia
Num soneto de fidelidade!

Em véspera a felicidade
Antecedeu meus sentimentos
Soletrando em minha alma
Sentimentalidades de um poeta...

À tarde
Chega engolindo o dia
O tempo precede a noite
Para que eu possa
Debruçar na varanda
E sentir o vento bater no meu rosto...

Meus sonhos vêm vindo
Cavalgam em céu aberto
De longe avisto a lua
Beijando quimeras...

A ode cercada de estrelas – sonha...
Acordo dentro de uma poesia de amor!

De lado a lado frases se encontram
Estrofes melodiosas
Adocicadas de magia
Querendo dentro de mim
Alçar utopias
Para que eu possa me iludir
De um bocado de ternura
E acariciar-me de um pouco de amor!

Em 05 de junho de 2010

MIRIAM
por Regilene Rodrigues Neves

Meu coração doe de saudade
Sinto falta da sua amizade
Das conversas jogadas foras
Nas horas solitárias
Que vinha me dar seu ombro amigo
Para chorar minhas tristezas...

De ouvir suas palavras de força
Quando as minhas não mais reagiam
E também das poucas alegrias
Que nos arrancaram risos
Perdidos na alma
Em meio a tantos infortúnios...

Sinto-me um lixo de amiga
Por tê-la afastado de mim
Numa conversa estúpida e impensada
Das minhas palavras mal ditas na hora errada!

Muitas vezes energias negativas
Conspiram para que os nossos inimigos
Alimentem-se das nossas fraquezas.
Quanto mais eles nos atingem
Mais se engrandece e nos afastam
Do nosso bem maior – o amor!

Tenho certeza que a nossa amizade
É maior que essas conspirações negativas
Que nos usam para ferir e magoar a quem amamos
E que você em sua infinita grandeza e bondade
Tornará menor esse dia insignificante
No meio de tantos que partilhamos
E construímos nossa amizade.

Fui fraca e covarde
Ao deixar minhas frustrações
Interferirem entre nós
A ponto de criar essa animosidade
Na nossa amizade e minar uma relação
De afeto que alimentava de alegria
Os nossos dias cheios de amargura.

Minha amizade se rende a tua
Para pedir perdão
Por meus estados de ânimos
Que são muitos,
Mas nenhum é maior
Que o sentimento de amor
Que trago em minha alma
Para fortalecer-me diante das intempéries
Que nos trazem dias negativos e tristes...

É com esse amor
Que te abraço do fundo do meu coração
Para que a nossa amizade volte a sorrir
E partilhar a afinidade das nossas almas!

Em 27 de maio de 2010