ATRÁS DE SONHOS
Autoria Regilene Rodrigues Neves

Corro na alma
Perambulando atrás de sonhos...

Procurando um amor
Por trás do infinito
Quem sabe um grito
Solto no tempo
Ouça a poesia em mim
A declarar versos apaixonados
Vestidos em fantasias
Românticas do meu coração...

Que sonhara amar
Feito poesia
Num soneto de fidelidade!

Em véspera a felicidade
Antecedeu meus sentimentos
Soletrando em minha alma
Sentimentalidades de um poeta...

À tarde
Chega engolindo o dia
O tempo precede a noite
Para que eu possa
Debruçar na varanda
E sentir o vento bater no meu rosto...

Meus sonhos vêm vindo
Cavalgam em céu aberto
De longe avisto a lua
Beijando quimeras...

A ode cercada de estrelas – sonha...
Acordo dentro de uma poesia de amor!

De lado a lado frases se encontram
Estrofes melodiosas
Adocicadas de magia
Querendo dentro de mim
Alçar utopias
Para que eu possa me iludir
De um bocado de ternura
E acariciar-me de um pouco de amor!

Em 05 de junho de 2010

MIRIAM
por Regilene Rodrigues Neves

Meu coração doe de saudade
Sinto falta da sua amizade
Das conversas jogadas foras
Nas horas solitárias
Que vinha me dar seu ombro amigo
Para chorar minhas tristezas...

De ouvir suas palavras de força
Quando as minhas não mais reagiam
E também das poucas alegrias
Que nos arrancaram risos
Perdidos na alma
Em meio a tantos infortúnios...

Sinto-me um lixo de amiga
Por tê-la afastado de mim
Numa conversa estúpida e impensada
Das minhas palavras mal ditas na hora errada!

Muitas vezes energias negativas
Conspiram para que os nossos inimigos
Alimentem-se das nossas fraquezas.
Quanto mais eles nos atingem
Mais se engrandece e nos afastam
Do nosso bem maior – o amor!

Tenho certeza que a nossa amizade
É maior que essas conspirações negativas
Que nos usam para ferir e magoar a quem amamos
E que você em sua infinita grandeza e bondade
Tornará menor esse dia insignificante
No meio de tantos que partilhamos
E construímos nossa amizade.

Fui fraca e covarde
Ao deixar minhas frustrações
Interferirem entre nós
A ponto de criar essa animosidade
Na nossa amizade e minar uma relação
De afeto que alimentava de alegria
Os nossos dias cheios de amargura.

Minha amizade se rende a tua
Para pedir perdão
Por meus estados de ânimos
Que são muitos,
Mas nenhum é maior
Que o sentimento de amor
Que trago em minha alma
Para fortalecer-me diante das intempéries
Que nos trazem dias negativos e tristes...

É com esse amor
Que te abraço do fundo do meu coração
Para que a nossa amizade volte a sorrir
E partilhar a afinidade das nossas almas!

Em 27 de maio de 2010

O AMARGO E DOCE SABOR DA VIDA
Autoria Regilene Rodrigues Neves

O sabor da alma
Ora doce ora amargo
Reflete as energias do universo
Que aspiramos e inspiramos
A gosto do tempo
Que em seu destino
Desvia nossos caminhos
Para que possamos sentir
Todos os sentidos
Que a vida através dos mistérios
De Deus nos proporciona
Para elevação do nosso espírito!

Até mesmo o fel
Trás em sua essência de amargura
O gosto sutil do mel
Sentido após beber
Todos os seus anseios de ilusão...

Nenhuma folha
Desvia-se do outono
Mesmo que o vento
A leve contra o seu destino...

A dor e a tristeza
Assim como a alegria e o prazer
É transitória a medida
Do que constrói a nossa alma.

O nosso merecimento
É construído dia a dia
Visto que nossas imperfeições
Retarda as nossas conquistas...

A felicidade não está por aí
Onde nos facilitaria o seu encontro,
Mas dentro de nós
Onde raramente a sentimos
Viciados a olhar para fora
E nunca dentro de nós!

Nossos orgulhos e egoísmos
Muitas vezes obcecados de ignorância
Sem nenhuma humildade
Desvia-nos da sabedoria de senti-la!

O doce sabor da vida
Advém de passarmos pelas amarguras
Com astúcia na alma
Ao sabor do coração!

Em 27 de maio de 2010

NOITE SOLITÁRIA
Autoria Regilene Rodrigues Neves


Coração vazio
Acha uma poesia
Solta na alma
Uma página escrita
De sentimentos solitários...

Sem carinho procura afeto
Num pedaço de papel
Alguns desejos em chama
Queimam em palavras
Cheias de amor...

O verso solitário se mistura
Acende a volúpia
De uma noite de fantasias...

Sobre a pele em febre
O contato da língua nos lábios
Molha ante a vontade de um beijo
A imaginação te procura
Despe teu corpo
Beija tua boca...

Sinto teus dedos
Desalinhando meus cabelos
Meu corpo um pedaço de fogo
Queimando em teus braços...

Palavras se amam
Em verdade absoluta
Luta contra a solidão
Vestida de carência
Cuja essência vira poesia
Derrama feito gozo sobre o papel...

O cheiro de amor
Fica no quarto
Em meio a fantasias
Criadas por um solitário poeta
Em noite vazia...

A cama fria
Sente a poesia me aquecer
Fingindo-me um amor
Até que um sonho me adormeça
E um poema amanheça
Solitário num pedaço de papel...

Em 24 de maio de 2010


A FELICIDADE PASSA PELO FRONT...
Autoria Regilene Rodrigues Neves

O sol aquece a felicidade
Raios de alegria
Sorriem para manhã
A vida respira
Enquanto o tempo
Se esvai sobre o front...

Os ventos de outono
Sopram para primavera
Suas folhas ressequidas de solidão...

Choram as rosas
Sentimentos molhados de versos
Sentem o gosto da poesia
Na cavidade da alma
Brotar suas flores cheias de emoções...

Pétalas apaixonadas caem
Deixando um rasto de essência
De amor pelo caminho...

A felicidade segue sorrateira
A manhã que sorriu
Vê sua alegria partir...

O tempo debruça sobre o horizonte
O dia fecundo copia seu verso
Cheio de poesia no front...

Em 23 de maio de 2010

SER MÃE
por Regilene Rodrigues Neves

Ser mãe
É o momento confesso
Do seu estado – Grávida!

É uma viagem
De nove meses no ventre
Se auto-descobrindo: Mãe!

É sentir as mãos de Deus
Colocando dentro do ventre – O amor!

Ser mãe
É parte de um caminho eterno entre ambos...

É ser mais que gerar
É adotar com amor a maternidade
Na sua condição – Mãe!

Ser mãe
É se sentir maravilhada com a vida
Através da graça recebida.

É sentir o êxtase da felicidade
Acariciando mãe e filho!

Ser mãe
É doar-se inteira
E sem limites todos os dias
Para que seu filho
Absorva todo amor da sua alma
Em sublime afeto de mãe!

Ser mãe
É ser completa
Numa força invisível
Que a sustenta de coragem e proteção
É ter asas para abrigar
É se multiplicar
Em leoa se transformar
E seu filho amar... amar... amar...

Em 08 de maio de 2010

A ESPERA DA FELICIDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Às vezes eu tento
Invento uma poesia
Na rotina dos meus silêncios...

Preencher um pouco a solidão em volta
Ter um dia diferente
Que a mesmice dos meus dias
Ouvir uma nova canção
E quem sabe esse coração
Possa sentir uma nova emoção!...

Vivo de uma verdade solitária
Onde os sonhos
Estão atrás dos meus desenganos
Em frente uma sombra de aparências
Carências tatuadas na pele da alma
Expostas em sensibilidades
De uma cruel realidade...

Tento me enganar
Numa felicidade exagerada
Inventada numa poesia
Onde eu possa esquecer
Um pouco de mim
Sem sofrer todo dia esse vazio
Que se apegou a mim
Levando embora minhas alegrias...

Mergulhada em nostalgia
Passo horas alheia em pensamentos
Um bocado de tristeza
Dilacera meu peito cheio de lágrimas
Nem sequer sei mais chorar pra mim
Engasgada em sentimentos sôfregos...

Mas todo dia ainda me apego
Numa esperança
Que possa me dar um dia melhor
Onde um sorriso renasça dos meus lábios
Feito beijo de amor
E eu possa sentir um carinho
Despir-me dessa roupa triste
Que veste os meus dias...

Sei que é possível
E ainda acredito.
Mesmo que se repita
Esse dia nublado dentro de mim...

Lá fora o sol existe
Para todos porque não pra mim?

Hei de merecer novamente a felicidade
Que deixei escapar em minhas mãos
Por simplesmente querer ter e não ser.

Na companhia da poesia em minha alma
Eu sustento uma vida
Gero dentro de mim alguém melhor,
Para que um dia eu conceba novamente
O direito a minha felicidade...

Sei que ainda vou rir das minhas tristezas
E vou tirar proveito das lições que ela me deu
Em dias cheios de solidão
Onde meditei junto à poesia
Que libertou a dor presa em meu coração!...

Vivo um dia triste de cada vez
Para não me sufocar e suportar
Até o meu dia de felicidade chegar...

Em 20 de abril de 2010

A SAUDADE CHORA POR TI
por Regilene Rodrigues Neves

Caiu saudade dos meus olhos
Numa possa de lagrimas
Refletiu teu rosto...

Tuas memórias escorreram
Por um rego de lembranças...

Indo para dentro de mim
Lá onde o amor
É o sentido mais profundo entre nós...

Procurei ali um refugio
Onde pudesse afagar
Minha saudade
Senti vontade de voar lá céu
Para te tocar mais uma vez...

Quem sabe meu peito aliviasse
Essa lacuna que se interpôs no meu caminho
Feito um precipício que nos separou...

Mas antes me encho de amor
Para soprar em ti
Que jaz na eternidade me deixando
Esse gosto salobro de saudade...

Em 19 de abril de 2010

SOU SIMPLESMENTE UM POEMA
por Regilene Rodrigues Neves

Sou mar violento
Procurando remanso nas águas dos sonhos
Sou céu exagerado de plenitude
Sou pássaro voando junto à liberdade
Sou filha da felicidade!

Sou mais quase um oásis
Prazer absoluto de todas as coisas!

Sou poesia solta no universo
Respiro manhãs
Tenho sede de orvalhos
Beber nas pétalas meu ópio.

Meu cheiro é o perfume das flores
Minha essência é um jardim
Colorido de alegria...

Os espinhos das rosas
Que me feriram
Estancaram minha alma
Com sua beleza maior
Que um mero ferimento
Da sua imperfeição
Porque sou feita de emoção
Curei com amor meu coração!

Sou êxtase
A minha intensidade
É feita de sensibilidade...

Sou frágil por trás da minha força bruta
Minhas lutas são vencidas
Depois de emergirem do purgatório!

Sou sentimento
Aleatório são meus “ais”
Nas fronteiras do pensamento
Onde sou simplesmente um poema!...

Em 19 de abril de 2010

QUERO DE VOLTA MEU SORRISO
por Regilene Rodrigues Neves

Quero sorrir o meu riso contente
Mesmo que feito de alegrias efêmeras
Já que a felicidade é uma conquista diária
Dos meus estados de ânimos.

Ainda assim quero
Um sorriso disfarçado
Na gargalhada presa dentro de mim
Jaz que em melancolia
Uma amarga tristeza
Permanece em face da minha alegria.

Quero roubar na minha alma
A infância que me fez crescer
Deixando para trás a menina divertida
Que sabia sorrir para o nada
Somente pelo prazer de um sorriso.

Quero exteriorizar de novo esse sentimento
Que outrora era uma brincadeira
De constante alegria
Para agradar minha alma cheia de juventude!

Quero de volta meu sorriso
Satisfazer de esperança meus lábios
Para que minha alma
De satisfação se regozije!

Em 16 de abril de 2010

AMIZADE CHEIA DE SAUDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Nossos caminhos se perderam
Numa estrada de mão dupla
Fomos para lados opostos da vida
Seguindo em frente...

Mas meus sentimentos
Sempre fazem uma viagem de lembranças
A saudade volta o tempo
Lá onde te deixei...

Nossa amizade
Cheia de alegria
Ainda me contagia
Te recria quase todo dia...

É a poesia que me faz companhia
Acalenta minha alma
Que sobrevive de versos
Dos melhores momentos
De grandes amigos
Que marcaram minha sensibilidade de carinho...

Tento transmitir a falta que faz a tua presença
No meu coração cheio de saudade
Que por vezes te procura
Num pedaço de papel
Para falar do teu significado pra mim
Que mesmo ausente da sua vida
Te trago no meu peito
Em laços feitos de ternura!

Sempre volto ao passado
Para lembrar as gargalhadas
Cheias de brincadeiras inocentes...
As palavras que me encheram de auto-estima...
A força dos abraços trocados
Em estimulo de coragem...
Enfim a grande festa
Que foi te conhecer...

De repente um gosto de lágrima
Cai dos meus olhos
Nos meus lábios
Que disfarçam um sorriso
Na minha alma molhada
De saudade da nossa amizade...

Em 13 de abril de 2010

SUA AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

Sua amizade
Faz parte do meu lado frágil
Cheio de sensibilidade
É nela que me amparo e fortaleço
Me aqueço do frio da solidão
Que teima em fazer inverno no meu coração...

Quando procuro colo
É nela que me apego
Para esquecer minha desilusão!

Seus gestos
São sempre carinhos
Que afagam minha alma
Seu ombro é remanso que me acalma...

Seu sorriso me contagia de alegria
Faz melhor os meus dias
Que se enchem de poesia
Para soprar meu bem-querer em você!

Sua amizade
É feito felicidade
Quando bate na porta
Nada mais me importa
Só quero matar a saudade!

Assim é nossa amizade
Perambula pelo tempo
Entre a ausência e a distância,
Mas sua presença é uma constância
Dentro do meu coração
Vira sempre uma poesia
Que me preenche de carinho e emoção!

Em 07 de abril de 2010


ASSIM NASCE A POESIA...
por Regilene Rodrigues Neves

A lua dá luz à noite
Sobre o leito do universo
Estrelas grávidas de poesias
Abortam versos de extremo sentimento...

O silêncio ouve a alma
Enquanto um olhar enxerga o infinito...

A trajetória de um astro
Gira ano-luz dentro do tempo
A dimensão do espaço
Viaja num olhar e a poesia
Alcança sua liberdade...

Sobra dentro da órbita
O significado da vida
E uma odisséia de epopéias
Sopra ventos
Por trás de um bocado de cabelo
Desalinhado de sonhos...

Então paro dentro de mim
E escrevo o que vejo ao meu redor...

A solidão cheia de amor
Procura um companheiro,
Para sentar na beira da estrada
E olhar o céu desenhando
Rostos de namorados nas nuvens...

Num segundo passa...
Sonhos de um poeta em êxtase
Sai do céu vem para o papel
Quantas entrelinhas cheias de quimera...

De repente uma estrofe
Resume minhas fragilidades
Exponho minha sensibilidade
E minha voz grita
Enquanto meus dedos sussurram
Meus silêncios... E uma lágrima sorri
E num sorriso choro de alegria
Minhas venturas...

Nesse instante percebo a luz em volta
E o nascimento de um poema
Estrelas acendem e a noite surge
Em sua eufórica poesia!...

Em 28 de março 2010

O SORRISO DA SUA AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

A sua alegria soltou um sorriso da minha alma
Aliviou meu coração que sentia a frustração
De uma amiga incapaz de lhe convencer
Que existe felicidade
E que ela advém nas coisas imperceptíveis aos olhos
Está no amor está na simplicidade está no gesto
E na humildade de encontrá-la dentro de si
Ela é a sua força a sua coragem,
Para vencer as lutas diárias...

Felicidade é o seu agradecimento pela vida
É receber o dia como um presente único
Que pode não se repetir amanhã...
Que cabe a você torna-lo especial
Com o seu sorriso de bom dia a ela.

Sem covardia sem alarde
Pelo que lhe falta.

Temos obrigação de sorrir todos os dias
Porque mesmo cheios de dores
Somos abençoados somos livres
Podemos sentir e enxergar
A poesia concebida pela natureza
E sermos donos
De todas as belezas do universo!

O seu sorriso
É o bem que alivia a alma
É o espasmo dos sentimentos
Afagando de carinho o próximo
Partilhando a alegria
De sorrir a felicidade pela vida!

Sofrimentos lágrimas irão interpor nossos caminhos,
Mas a felicidade de existir irá afagar nossas dores,
Para reconhecermos que nossa alma
É capaz de suportar e superar nossas adversidades.

Sem alegria nossa vida é menor
Porque nos escondemos
Na aparência de um ignorante
Que maltrata a si próprio se enchendo de tristezas inúteis.

Obrigada por me dar hoje o sorriso da sua amizade!

Em 23 de março de 2010

MINHA AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

Sou uma amiga estranha
Mais ausente que presente
E muitas vezes sou menor
Porque deixo de perceber
Pequenos valores
Que fazem diferença
Na sua completude.

Mas sou um ser imperfeito
Aprendendo com as diferenças.
Mais erro que acerto
Tento percebe-los a medida do possível
E nem sempre os concerto
Por egoísmos de um ser imperfeito.

Penso que se uma amizade
Precisa de cobrança
É porque ela foi desgastada na sua essência
Porque acredito que a verdadeira amizade
Não depende do que façamos
Ou deixamos de fazer por ela
Acredito num significado maior
Cujo elo amor supera nossas diferenças
Tornando a sua grandeza,
Para sempre dentro de nós.

Se em qualquer relacionamento
Não existir liberdade de ir e vir
Ele está fadado ao fracasso,
Sem com isso,
Perder a certeza do seu significado
Na nossa alma.

Os sentimentos de amor e amizade
São complexos por dependerem
Das nossas imperfeições
Que muitas vezes nos levam a atitude menor
Que a sua grandeza.

Peço perdão pelas minhas faltas
A qualquer amigo que eu tenha ofendido
Ainda sou um ser humano pequeno em evolução
Cheio de limitações conseqüentes
De alguém que está aprendendo com a vida.

Reconheço antes de você me apontar,
Mas só aprendemos quando o amor
Em seu gesto de benevolência
Evolui-nos a seres melhores.

Assim minha amizade por você
Existe dentro de mim com amor!

Em 19 de março de 2010

CARINHO
por Regilene Rodrigues Neves


Carinho
Quanto tempo sem você
Que minha alma nem lhe reconhece mais
Minha pele está enrijecida pela dureza da solidão
Meu coração nunca mais ouvira falar de amor...

Sentimentos sobram num espaço vazio
O corpo frio por trás de um olhar triste
Procura onde se perdera a mulher amante
Cheia de fantasias e de poesia...

Sem nenhum toque
Meus sentidos hoje sem sentido
Perderam o cheiro da primavera
A alegria das flores
A beleza dos jardins...

Ainda chove
Meu peito alagado de lágrimas
Escuta o barulho do tempo
Passando solitário...

Há dias sem ver o sol
Virei uma poça
Numa cratera de carências...

Dentro de mim recolho rascunhos
Escritos tentando amenizar sua saudade
Um pedaço de lembranças
Viram poesias escritas na pele
Restos de um pouco do seu carinho
Momentos de uma felicidade
Que me pertencera um dia...

Hoje a tristeza soletra
Palavras tristes nos meus lábios
A boca seca engole
Os pingos que caem dos meus olhos
Molhando dentro de mim
Um poema sem carinho...

Em 15 de março de 2010

SEM POESIA
por Regilene Rodrigues Neves

Sem poesia
O dia ouve o silêncio
Meditar na alma...
O tempo molhado de chuva
Lacrimeja entre relâmpagos
Sua tristeza mergulhada num vazio...

As palavras evaporam...

Perene, os sentimentos derramam dentro do peito.

Ocultos em hastes fincadas na raiz do âmago
Versos procuram à ode adormecida...

Engole o tempo a seco
Engasgado numa epopéia
A mercê da alma
Que se calou ao som de uma poesia derruída...

Sem voz o poema ouve o desabafo
Por trás da solidão
Enquanto gritos de emoção
Dilatam lágrimas das paredes do coração...

Os dias sem poesia
Choram o silêncio vazio
Na rotina de um poeta
E sua nostalgia...

Em 09 de março de 2010

LEMBRANÇAS SOLITÁRIAS
por Regilene Rodrigues Neves

Fico calada ouvindo o silêncio
Sussurrar dentro de mim
O barulho da alma é um gemido de solidão
Colado na carência do meu íntimo
Uma lágrima lá dentro
Faz tempo que não escorre no meu olhar
O medo da tristeza afaga meu peito
Carências de amor
Abrigam entre quatro paredes
Rabiscadas de poesia...

Manchas de sentimentos
Criaram crostas na alma
Que soltam textos
Cheios de sentimentalidades...

Algumas palavras feitas de areia
Caem depois que o tempo
Absorve a umidade do passado
Restos de fragmentos são varridos pra fora...

Versos que um dia sofreram de amor
Viram pedaços de carência
Numa aparência derruída...
A velha parede
Que ontem habitou meu presente
Está cheia de marcas do passado...

Arredor um quarto vazio
Onde moraram minhas lembranças solitárias...

Em 09 de fevereiro de 2010



SAUDADE ETÉREA
por Regilene Rodrigues Neves

Ah! Se eu fosse sonho...
Sonharia todos os dias contigo
Até esgotar minha saudade...

Que por vezes rasga minha alma
Procurando lhe encontrar
Aonde nos vimos pela última vez
Num reencontro de amor...

Você sussurrava me amar
Querendo me entregar
Todo amor no seu corpo...

Acariciou-me num olhar
Pedindo aos meus o mesmo amor confessar!

Gritou para mim seus anseios
Até explodir seu coração
E o silêncio ficar ali parado
Ouvindo a eternidade...

Seu corpo sobre o meu
Sem escutar minha alma desesperada
Sentindo a sua despedida...

Minhas mãos procurando lhe ouvir
Fechou os seus olhos que partiram
Vendo-me pela última vez...

Seus lábios falaram as últimas palavras
Cheias de amor...
Engasgada minha voz
Quis gritar o quanto lhe amava,
Mas você já não mais me ouvia...

Entre o pânico e o medo
Sofri noites de agonia
Você sempre voltando pra mim
Em sonhos em vão...

Até que a saudade
Tomou o seu lugar
Fazendo-lhe poesias etéreas de amor!...

Em 01 de fevereiro de 2010

PLANTANDO ESPERANÇA
por Regilene Rodrigues Neves

O sol aponta no destino
Aquecendo nosso corpo
Enchendo de energia nossa alma
Colhendo esperança
Onde plantamos nossa fé.

Uma força esparrama em nosso peito
Querendo levantar-nos das sombras
Que cercaram nossos dias de tempestades
O tempo nublado está ficando para trás
Um novo dia amanhece para nós!

A luz que emana do universo
É abençoada por Deus
E ela está sob o homem
Para que ele possa enxergá-la e se guiar...

Ele nos dá estações
Cada uma trás um período
Para colhermos frutos bons ou ruins
Depende do nosso plantio no tempo certo.

Estamos numa fila
Andando rumo a nossa sorte
Muitas vezes damos um passo para trás
Dando lugar a outro,
Mas continuamos nela
Até conquistarmos o nosso merecimento.

Avançar antes da hora
Faz-nos forçar o tempo
Em sua sabedoria Divina
A conseqüência é a queda
Temos um degrau por vez a subir
Pular pode ser fatal.

Mas errar não significa fracasso
Sim ensinamentos para uma colheita feliz.

Somos como uma folha
Nascemos verdes e amaduramos
Com as estações...

O tempo é o senhor do destino
O discernimento na espera
É o exercício da sabedoria
Para nossa vitória.

Onde plantamos esperança
Colheremos frutos maduros
Com sabor de felicidades!

Em 01 de fevereiro de 2010




ÊXTASE DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

A noite acende as estrelas
Feito velas arredor da lua
Uma leve brisa nos toca de prazer
Minhas mãos brincam em tua face
Enquanto meu olhar admirado te ama...

Sigo a ternura do momento
Namoro-te em meus braços
Um beijo perdido encontra meus lábios
Querendo os teus
Experimento o desejo
Que se cala no encontro da minha boca na tua...

Então te respiro para dentro de mim
M’alma te espera cheia de amor
Apertados num abraço
Ficamos presos em fantasias
Que vão despindo-nos...

Suspiros de emoção entrecortam o silêncio
Derramam sentimentos no coração
Tocam a pele arrepios de amor...

Querendo entrar no meu corpo
O teu quase nu atira minhas roupas no chão...

Teus dedos me tatuam
Avermelhando de paixão minha pele rosada
Marcas de amor ficam em mim
Depois de beber meus beijos
Até ficar embriagado e me amar...

A noite termina assim entrelaçada em nossos corpos
Velas acesas de estrelas iluminando em volta
Cheiro de fantasias misturadas na essência do desejo
Beijos bebidos em êxtase de amor!

Em 31 de janeiro de 2010

ALEGRIAS PERDIDAS
por Regilene Rodrigues Neves

Olho no espelho
E minha alma sorri
Por trás das minhas rugas...
O tempo envelhecera minha face,
Mas dentro de mim mora um palhaço
Que ama fazer graça
No grande circo da vida!

Mas algumas condições vão-nos aprisionando
Eu já não tenho mais para onde ir dentro de mim
Sinto falta de sair do meu casulo
Virar borboleta lá fora
Reencontrar minha liberdade
Nos arredores onde a deixei escapar
Em minhas desventuras...

Acabei construindo uma prisão imperceptível
Dias de uma solidão que não quis pra mim.

Às vezes ainda encontro minha menina tímida
Pelos cantos da casa
Fazendo travessuras debaixo de um quieto
Olhar travesso irrequieto de moleca sapeca
Brincando com meus filhos...

São momentos de simplicidade
Que a felicidade mostra estar ali
Basta toca-la todos os dias...

Mas acabamos nos perdendo
O tempo vai consumindo-nos aos poucos
Quando percebemos somos prisioneiros de nós mesmos
Esquecemos de ser consumidos pelo ter...

E descubro que não tenho nada
Porque a minha condição não me deixa ir e vir...

Então folheio a saudade
Os melhores momentos
Das minhas alegrias
Meus sorrisos guardados
Refletidos no espelho da minha alma...

Num momento de esperança
Os procuro dentro de mim
Minhas rugas se atenuam
Na força dos meus lábios
Então percebo um palhaço no espelho
E um sorriso rindo pra mim!

Em 26 de janeiro de 2010

A POSIÇÃO DO AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

A posição do amor entre quatro paredes
Ouve flagelos dos teus gritos
Amordaçados de prazer
Faz amor rendido a sedução
De uma amante felina...

A loba uiva arredor da presa
Pula nela feito selvagem...
Rolam misturados no desejo
Provam à carne
Sentindo o sabor do sexo.

A posição do amor se multiplica em orgasmos
As paredes escondem fantasias...

Como dois animais
Procuram à ternura do amor
Sobre lençóis brancos de cetim
Já manchado de paixão...

A pele marcada riscada de tortura
Sente os dedos experimentarem a carne
O lobo vira a fera
Coloca-a embaixo do seu corpo
Num olhar a possui
Enquanto presa em suas pernas
Procura com os lábios sua fonte...

O animal tem sede
Procura o caminho
Que passa entre vulcões em erupção
Suga-os querendo beber a lava extinta
Num instinto selvagem – avança
Segue em frente à tez
Sugando o suor dos poros...

Palavras gemem
Enquanto a língua
Passeia sensualmente nos lábios
A loba uiva
Quando o lobo mata a sede...

Entre quatro paredes o amor reveza
Até preencher a noite de estrelas
E a lua cheia derramar na manhã
Que acorda esmaecida de amor...

Em 26 de janeiro de 2010

A MELODIA DOS NOSSOS CORPOS
por Regilene Rodrigues Neves

Ouço música na tua alma
Quando teu coração
Colado ao meu toca melodia de amor
O silêncio ouve sentimentos entre nós
E o eco da distância nos aproxima
Querendo ouvir fantasias
Nos desejos mais íntimos do nosso corpo...

Nossos corpos misturados
Numa nota de magia
Compõe canções românticas
Que no peito escutam o dueto das nossas almas
Nas entrelinhas plácidas de uma letra de amor!

Dançamos a canção dos nossos corpos
Sobre a poesia colhida de um verso íntimo
Saciamos nos lábios a fome de provar os sentidos
Até o êxtase da melodia do nosso sentimento se entregar...

O som do nosso amor
Escuta intimidades
Palavras cheias de luxurias
Minam em nossos lábios molhados de poesia insana...

Bebemos a música em nossos corpos
Até saciar a melodia da nossa alma
Que em fogo queima palavras de volúpia
Embriagada pelo gozo do prazer
Tocado numa melodia de amor entre nós...

Em 26 de janeiro de 2010


ESTAÇÃO SOLIDÃO
por Regilene Rodrigues Neves

Quis roubar a poesia vista lá fora pela minha alma
Em cada verso respirar a presença de Deus
Sentir essências que evaporam no ar
No perfume emanado das primaveras...

Andar pelo outono
Amadurando junto com as folhas
Que caem do tempo
Sem perder a beleza
Que deixa para trás sua juventude...

O calor do verão aquece meu peito de emoções
Sinto fantasias dentro de mim
Enquanto desejos se espalham no meu corpo
A lua me devora e a noite me convida para amar...

Mas chega o inverno rude
Maltratando minha ode
Sepultando meus versos ao relento...

Estrofes de solidão cheias de vazio
Molham o papel sem nenhuma inspiração
O coração pulsa solitário
Jaz o amor - enquanto a alma procura
Desesperadamente uma poesia lá fora...

Sinto as estações
Chegaram e partiram
Ouvindo poesias na natureza
Um poema me consola na face do universo
Preenche o papel em branco
Da poesia roubada lá fora...

Em 25 de janeiro de 2010

MEU DESTINO
por Regilene Rodrigues Neves


Desatei os nós do destino
Procurando a saída do meu rumo
Devorei a liberdade solta ao meu redor...

Senti na minha face o vento
Correr descalço feito menino...

Minha criança se perdera em mim
Enquanto minha mocidade me devorava de anseios...
O tempo foi passando me aprisionando em meu peito
Tornei-me andarilho sem destino...

Andei perto andei longe... Andei... Andei...
Fiz um rastro de história
Entre o passado e o presente
Que um dia meu futuro
Irá contar para os meus netos
Num livro de poesia
Quando tentei ser poeta...

Flagrei no meio do caminho
Momentos de felicidade
Gritei comemorei brindei celebrei - a vida!

Os anos se passaram
Endureci,
Mas não perdi a ternura dos meus dias
Hoje sou melhor que ontem
Ainda tentando ser melhor amanhã...

Sou um fruto de Deus amadurecendo
Colhendo entre o bem e o mal
Um ser humano
Cheio de razões e emoções.
Cada lágrima me deu o sabor de um sorriso
Não tenho lamentos
Sim grandes lições
Porque sou uma guerreira
Brasileira que não desiste nunca!

Meu destino se faz dia a dia
Quando rompo minhas barreiras
Quando caio e levanto
Sempre enxergando
As mãos de Deus me segurando...

Nele me amparo para seguir em frente
E aprender meus valores
Meu destino é minha liberdade
Que me leva e me traz no meu livre-arbítrio!

Em 22 de janeiro de 2010




SEDUÇÃO
por Regilene Rodrigues Neves

Sugo a inspiração do amor nos teus lábios
Beijo fantasias íntimas na tua boca
Respiro teu hálito de desejo
Enquanto provoca em mim arrepios...

A vontade de amar acende meu corpo
Minhas mãos deslizam em ti
Querendo possuir tuas promessas de amor!

Então procuro respostas nos teus atos
Que me despem
Com sede de beber em mim
Toda paixão de uma taça de vinho
Até saciar no meu seio
A embriaguez de um amante
Em busca de aventura...

O silêncio grita
Envolvido de emoções
O amor deita sobre o leito
Já despidos nos entregamos...

Teu olhar segue os caminhos do meu corpo
Enquanto os meus te devoram...

Teus lábios sussurram no meu ouvido
Minha língua introduz minhas vontades
Na tua boca que louca te beija
Cravando meus dedos em tua pele
Marcando em ti meus anseios...

Numa proposta indecente
Teu corpo provoca o meu
Misturamos nossa pele
Sentimos a volúpia do sexo entre nós
Se render a nossa intimidade afoita por amor...

São idas e vindas nas alturas
Até levitarmos no êxtase do prazer
Consumando toda sedução de uma aventura...

Em 22 de janeiro de 2010

A POESIA DE UM SONHO
por Regilene Rodrigues Neves

Depois de beber sonhos
Olhando a noite lá fora
Olhei para dentro de mim
Um poema dormia
Embalado pela quimera...

As palavras se misturavam em versos
Desejos ocultos no meu corpo
Sussurravam... E minha pele dilatava sonhos...

Olhei meus arredores
Frágil e sensível me senti.
Escutei meu coração
Ouvi tantos sentimentos!...

Meus segredos nas sombras
Meus medos expostos
Minhas raízes dentro de um olhar secreto
Ocultavam sonhos que deixei de sonhar,
Mas estavam ali guardados
Para o dia que encontrasse a minha coragem...

Tentei adivinhar palavras
Que nunca disse,
Mas que murmuravam dentro de mim
Molhavam meus lábios de poesia
Sempre que sonhava...

Eram sonhos lindos
Cultivados como flores
Exalavam todo perfume de m’alma
Escorria minha essência no papel...

O cheiro do meu corpo
Era a ode dentro de um vaso de flores...

A noite revirava
Deitei meu olhar no infinito
Ouvi gritos presos no silêncio...

Uma estrela teimava em brilhar
Sua luz no meu olhar
Enxerguei o mundo e a paz
Por um segundo me senti extasiado de felicidade
Ao ouvir o som da poesia no meu peito
Um sorriso se misturou na minha lágrima
A plenitude do universo gritou dentro mim...

Era um poema de liberdade
Tinha asas e voava
Procurando a manhã
Para me acordar de um sonho...

Em 19 de janeiro de 2010

A FORÇA DO AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

À noite
Ouve meus devaneios
Enquanto a lua
Absorve meus pensamentos...

Olho o passado
E a saudade está ali
Em você... O homem que amei!

A lembrança é quase uma ternura
Tocando minha alma de amor
Em você ouço sentimentos
Leio poesia e amo
Escrevendo sempre
As faces e fases do amor!...

Um amor exaustivo
Que não se cansa em mim de existir
É sempre o verso
Que lê minha alegria e tristeza
Por ser absoluto no meu peito.

É feito de esperança
Porque renasce quando penso que já morreu
Cada despedida é uma certeza de amor eterno...

O verdadeiro amor nunca morre
Sobrevive de amor em amor
Um vício que se propaga
Alimentando o coração todos os dias
Numa rotina de amar
Que se repete na alma...

Amar você
É descrever o leito do rio
Correndo para o mar
Para se entregar a um oceano de aventuras
E viver todas as emoções do amor...

Me perdi depois de me entregar inteira a você
Em cada caminho que tomei
Voltei para lhe encontrar
Você estava sempre ali
Vivo na minha saudade
Depois de você
Perdi o rumo da minha felicidade...

Agora está chovendo (são lágrimas caindo do céu)
Você está chorando para mim
Por saber que estou sofrendo...

Quantas poesias se foram em sua companhia
Restos de solidão se misturam em mim
Quando eu olho para você
E me sinto tão sozinha...

Somente a força da saudade
Preenche meu vazio de amor
Então olho para você todos os dias
São lembranças que me fortalecem
Junto a você eu sou mais forte – meu amor!

Em 12 de janeiro de 2010

DESABAFO DE UM POETA
por Regilene Rodrigues Neves

Vontade de pôr a vida no colo
Fazer carinhos de felicidade no coração
Deixar para trás as sombras
Que molharam de lágrimas os meus dias
Nublando o meu sol.

Deixar entrar a luz
Aquecer a alma de amor
Que há tempos sofre de desilusão
Aninhar no peito alegrias
Buscar a saudade da menina
Que sabia sorrir pela leveza de um sorriso...

Correr atrás dos sonhos
Que deixei de sonhar
Quando a realidade
Feriu minha esperança
E a covardia vestiu de medo
Minha sobra de coragem.

Faz tempo que ando sem rumo
Por um caminho sem direção
Sou resto de um vazio
Mistura de solidão.

Mas hoje acordei com vontade
De pegar sol na alma
Sentir sua energia me aquecer de luz
Vibrar toda intensidade colhida no universo
Escrever esses versos cheios de contentamento
Antes que eu passe a sofrer de melancolia
E a poesia adormeça em mim
Sem força para gritar
O desabafo de um poeta
Que ama a vida!

Enfim sentir minhas asas por trás da alma
Até voar todo esse sentimento do meu peito
Pegar carona na liberdade
E sair correndo atrás do sol
Achar o meu caminho...

Em 11 de janeiro de 2010




SOBRE AS FOLHAS DO OUTONO
por Regilene Rodrigues Neves

A noite dorme
Enquanto as estrelas
Iluminam em volta da lua
Acendendo a luz natural do universo...

À medida que nas tuas mãos
Meu corpo é despido
Sobre as folhas do outono...

Dentro dos teus braços meu abraço
Te aperta contra o meu peito
Ouço a respiração da tua boca
Teus lábios perto seduzindo os meus
O beijo já quase colado nos meus lábios
Sussurrando meu amor
E meus olhos dentro dos teus te amando!...

Nossos corpos numa poesia
Dançam entre a sensualidade
E a sensibilidade da alma
A tua pressa e a minha calma se unem
Ouvindo corpo e alma em êxtase...

Sobre a liberdade cavalgamos...

Sem paredes gritamos para a natureza
São gritos de amor entre amantes!

O desejo explora a pele
Que arrepia ao som do coração
O vento sopra emoções no ar
Dentro de mim você se encaixa
Somos côncavo e convexo...

Desliza tua mão
Pega a minha e se entrelaçam
Úmidas de amor
Ouço teus gemidos
Quando movimento dentro de ti
Acariciando intimamente
Paredes molhadas de libido
Já quase em febre de volúpia
O meu corpo queima sob o teu
Sou um vulcão pronto
Para derramar minhas lavas
Misturando gozo na essência da alma
E uma poesia de amor
É feita sob o luar...

Acordamos com a luz da manhã
Pássaros cantando em volta
O rio esfumaçado de neblina
As folhas orvalhadas
E cheiro de mato arredor...

Com olhos de amor
Fitamos o horizonte
Que oferece a magia da natureza
Para selar nosso encontro.

Em 11 de janeiro de 2010

UM FELIZ 2010 É O QUE DESEJO PARA TODOS
por Regilene Rodrigues Neves

Por aqui a noite dormiu solitária
Assistindo a festa de fogos
Explodirem seus desejos no céu
O ano novo chegou ainda tímido,
Mas cheio de fartura de alegria e felicidade
Para celebrar a vida
Mesmo que atravessando um ano de infortúnios!

Com a alma cheia de esperança
Gritei dentro de mim meus desejos:
Saúde no corpo e no espírito
Amor sobrando no coração
Para que a paz chegue aos campos
Minados de guerra
Estancando a violência no homem
Que matou seu semelhante
Com gestos de ódio e maldade!

Desejando mais benevolência e fraternidade
Para curar as maledicências da humanidade
Que haja fé no lugar da incerteza
Que o próximo esteja próximo
Na amizade e no afeto
No abraço e no gesto
Na partilha do alimento
Que sustenta o corpo e a alma
Do verdadeiro significado do amor!

Pedi humildade no lugar da soberba
Paciência discernimento e sabedoria
Para vencer as adversidades
Enfim coisas mínimas,
Mas cheias de grandezas
Que podem construir um ano melhor
Para mim e para todos nós
Que esteja disposto a fazer o bem!

Que seja um FELIZ ANO NOVO
Transborde sonhos
Que serão verdades
Presentes em nossas vidas
Essa realidade só depende de nós
Construírmos um novo dia!...

Em 04 de janeiro de 2010

OBRIGADA AS PESSOAS ESPECIAIS QUE ACOMPANHAM MEU BLOG
E AQUELAS QUE ME ABRAÇAM COM SEUS GESTOS DE CARINHO E AMIZADE E TAMBÉM AS ANÔNIMAS QUE SOMAM PARA QUE A MINHA POESIA GANHE ASAS E VOE MUNDOS... A MINHA INSPIRAÇÃO DEPENDE DE VOCÊ QUE ME LÊ DEIXANDO ESTIMULO ATRAVÉS DA SUA PRESENÇA!

MEU ABRAÇO E TERNURA POR TODOS!

ANO NOVO
por Regilene Rodrigues Neves

Nasce uma luz
Onde a escuridão
Esteve por noites
Vestida de solidão...

O agasalho da esperança
Veste a alma
Que dormiu ao relento
Num ano de infortúnios...

É tempo de servir
Doar gestos de bem-querer ao próximo
Construindo laços de ternura
Onde o amor se fez carente
Num caminho solitário...

Alimentar a fome de caridade
Para que a prosperidade se alastre
No lugar da miséria...

É hora de renascer
Findar o velho
Construir um novo amanhã
Onde novos sentimentos
Desfaçam ressentimentos
E mágoas do nosso irmão
Preenchendo o coração de amor
Para que a felicidade se instale dentro de nós
Num sorriso fraterno de humanidade
Contagiando de alegria o ano novo
E possamos ter perspectivas
De um futuro melhor!...

Depende de nós
Fazer o bem
Para que o mal
Perca sua força
Para cada ato de caridade
É refletida energias de amor
Em torno do homem
Que abraça seu semelhante de bondade.

Se acendermos todos os dias esta luz
No nosso espírito venceremos a escuridão
Na nossa alma e Deus estará ao nosso lado
Guiando os nossos caminhos
Para abraçarmos o ANO NOVO!

Em 12 de dezembro de 2009

SE TODOS OS DIAS FOSSEM NATAL
por Regilene Rodrigues Neves

O natal entra dezembro a fora
Árvores enfeitadas de ilusão
Preenchem sonhos no coração
Aflora sentimentos na humanidade
Que parecem querer dar as mãos
Por um dia de paz e união

Jesus volta para ceia entre a família
Ouvimos os sinos das Sinagogas
Badalarem de euforia
E o coral cantar lá do alto
A magia do natal...

A cidade parece ouvir a felicidade
Entre fantasias e noites enfeitadas
O espírito do nascimento renasce na alma
E as crianças se preparam para sonhar
Mais um sonho de Papai Noel...

Nesse cenário mágico
A noite brilha
Iluminando ruas apagadas de miséria
Mãos estendidas esperam um gesto
Que afaguem olhares de esperança,
Porque mais um ano passou
Sem que o homem visse ao relento
Crianças abandonadas
Simplesmente condenadas ao seu infortúnio...

A fome continua no prato vazio
E a inocência é castrada pelo semelhante
Que passa ignorando sua verdade.
Na realidade de todos os dias
Não existe natal!

O desalento se aninha
Nos sonhos perdidos...

A luz da ilusão
Está apagada a tempos no coração
Somente uma sombra
Cobrem corpos frágeis
Sobre o papelão nas calçadas
Sonhando que fosse natal todo dia
Para que a sua alegria permanecesse
Estampada nas vitrines e as crianças
Pudessem ganhar seu sustento
Embrulhado de esperança
E todos os dias fossem natais sem fome
Porque o amor multiplicaria o pão
Sem ter que esperar outro natal
Tocar no coração do homem!...

Em 07 de dezembro de 2009

A POESIA DA MANHÃ
por Regilene Rodrigues Neves

Pouco atrás do dia
Vinha o sol
Correndo atrás da manhã
Jogava raios de luz
Por cima da montanha
Enquanto lá no horizonte
Sorria a felicidade
Nos lábios do infinito...

Correndo descalça
A liberdade
Rodopiava sobre a terra
Feito bailarina dançando pra vida!

No jardim
O beija-flor sugava néctar da flor
Feito beijo apaixonado de um romântico
Cheio de encantamento e prazer...

Da janela do casebre feliz
Ouvia-se uma composição plácida de pardais
Nos galhos da gameleira
Sussurrando juras de amor
Num ato disseminado de pura beleza.

A intensidade da natureza
Vibrava em raios de esperança
Pulsando sua energia sobre a terra...

A paz intrínseca no universo
Tornava imperceptível
A balbúrdia do homem
Dentro dos arranha-céus
Vestido de vidros fumê.

Momentos únicos eram perdidos
Na ansiedade de construir sonhos...

Dentro de um túnel fechado
De ambição
Não ouviam a poesia
Gritando nos arredores do amanhecer...

Esbarravam-se na pressa de ter
Esquecendo que ser
Era o bem maior conquistado!

Por todo lado ouvia-se gritos de solidão
Sem chão o homem procurava desesperadamente
Preencher um vazio surdo no peito
A alma não mais parecia estar ali
Ouvindo sentimentos
Aquelas emoções soltas lá fora
Eram vistas de uma sombra
Que sobrepunha entre a distância
Criada pela vaidade...

Quanto tempo não sai a pé pelas ruas
Sentindo o vento solto no rosto
Ouvindo a liberdade
Abraçando simplicidades
Tomando banho de chuva na alma
Lavando lágrimas escorridas
De noites cheias de solidão?

Por vezes é necessário escutar o coração
Deixar entrar fantasias...
Ouvir a felicidade!
Deitar no colo da alma
Sentir sensibilidades
Inspirar e respirar emoção
Porque se o homem vira só razão
Há de perder a leveza do ser
Sorrindo na poesia
Vista em cada amanhecer...

Em 07 de dezembro de 2009

CHEIRO DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

O perfume de corpos sobre o lençol
Misturado de amor
Ainda tinha essência de desejo
O prazer na ponta de um sorriso
Escorria dos lábios
Adocicando a língua
Que sensualmente provocava a boca
Num gosto de beijo...

Tinha amado o poeta
Sentido a volúpia do amor
Provocar seus instintos
Até ouvir a fêmea gritar
Depois de beber
Toda aquela poesia insana...

Ali esparramadas no chão
Roupas arrancadas
Atrevidamente por mãos ousadas de carícia
Chamas acesas exalavam da pele
O suor quente que escorria entre as pernas
Fazendo brotar um caminho de sedução
Para ser percorrido de luxúria...

O amor ali presente
Escutava fantasias
As paredes ouviam sussurros
De palavras obscenas
Alguns versos depois de sentir
Aquele torpor de emoções
Se entregaram aquela intimidade...

Sentindo derramar da alma
Rimas aleatórias
Entre a realidade e a poesia
E um êxtase superiormente interessante
Exalou sonhos da noite
Cheiro de amor molhou o papel
De um poema exagerado de quimera...

O gozo entranhado de poesia
Absorvia cada estrofe
Enquanto na ponta dos dedos
Podia sentir os frêmitos
De corpos nus sobre o leito...

Por toda noite sonhei
Escrevendo um poema
Com cheiro de amor...

Em 26 de novembro de 2009

O AMOR LÁ FORA
por Regilene Rodrigues Neves

Às vezes eu chego à sacada da alma
Para olhar a lua lá fora
Contemplar estrelas e sonhar
A noite parece pulsar seus desejos
Um cheiro de prazer conspira
Nos amantes que atravessa a rua...

Volto para dentro de mim
E olho arredor
Rabiscos de sentimentos jogados
Rascunhos de ilusão e restos de emoção
Misturados no coração...

Esboço uma disfarçada alegria
Deixo escapar um sorriso
Para poesia que vejo lá fora
Tento deixar sobreviver um verso de amor,
Mas as entrelinhas tristes confessam minha dor!

A solidão se arrasta numa corrente envolta
Num olhar poético solto fantasias aprisionadas
E passo a sentir gosto de beijo nos lábios
A boca molha enquanto o corpo arrepia
Um frisson aquece paredes frias no meu íntimo
Ao ver o amor dos casais quis para mim também
Passei a delirar imaginando um encontro...

Depois de tanto tempo tinha esquecido de sentir
Fui vivendo por viver sem perceber
Que o amor dentro de mim tinha morrido
Depois de tanta solidão aprendi a ser só
E nem sabia mais falar de amor...

Só às vezes debruçada sobre o papel
Acordava sonhando uma poesia cheia de sentimentos,
Mas sempre deixava escapar minha dor
Numa saudade ausente
Nas minhas palavras carentes...

Sempre que falei de amor
Ele tinha partido
Sem nenhum subterfúgio aparente...
Acabei descobrindo que nunca soube amar
Os poucos carinhos me causaram obsessão
Queria logo tomar posse do coração
A carência se refugiava
Na necessidade de ser amada
E logo o amor fugia e se perdia de mim...

Algumas vezes meu corpo reagia
Se prendia nas minhas sentimentalidades
Ouvia o coração dentro de um grito surdo de amor
Nesses momentos sempre olhava para fora
No meio da noite e via passar os amantes
Que deixavam para trás seu perfume de sensualidade
Que entrava pela sacada da minha alma
Exalando da pele cheiro de amor!...

Mas outra realidade me pertencia
Era somente poesia que acariciava minha dor
Voltava para dentro de mim
Meus pertences ali solitários
Paredes vazias impregnadas de desilusão...

Outro poema suspirava na minha alma
Fechado no medo de se entregar
Que tantas vezes fora para não voltar
Até me esquecer de amar...

Em 21 de novembro de 2009




LENDO LU NOGFER
por Regilene Rodrigues Neves

Tuas palavras têm sons
Que ecoam da alma
O amor ao fundo toca
Feito música suave
E a poesia nasce de ti...

Em versos melodiosos
Abraçam o coração
Que compreende teus sentimentos
E quando eles gritam
Soam como uma lição!

Leio-te assim um poema
Escrito pela tua essência
A vida correndo
E a liberdade em volta
Rodopiando reticências
Fazendo reciclagem do destino...

Indo ao encontro da tua inspiração
Pego carona nas tuas asas
Lá em cima da montanha
Pouso para assistir o ocaso
Deitar no infinito...

Pequenos detalhes da tua sensibilidade
Fazem tão grande diferença
Como sentir na pele o orvalho da manhã
Mesmo em dias quentes...

Ouvir sussurro do vento
Mesmo em dias turbulentos...

Posso sentir iluminada
Com a tua luz a minha volta
Fecho os olhos e apenas sinto-te
Numa palavra que meus olhos enxergam
Então abro os olhos e te observo
Sinto a tua poesia...

Busco a paz
No brilho de incontáveis estrelas
Compreendo que num sorriso num olhar
Nos raios do sol nas gotas da chuva
Há de ter sensibilidade
Porque esse é o esboço da tua alma

Alguém que me ensina
Com a beleza da vida
Por mais um dia aprendo contigo
Acordo rindo atoa
Sentindo o carinho da tua amizade
Junto a um abraço de felicidade!

Recomeço sigo meus impulsos
Ergo a cabeça e enfrento outro dia
Lembro das tuas palavras
E saio para conquistar o impossível...

Sou apenas mais um ser
Nem diferente nem igual
Alguém comum e normal!

Por hoje... Voei nas asas da tua poesia
Pousei dentro de ti e a luz da tua alma
Fez-me enxergar um novo caminho...

Em 20 de novembro de 2009

Copie o link e cole na sua página de acesso para acessar o blog da Lu e sentir a poesia que emana da sua alma: http://wwwlufatima.blogspot.com/


Recolho palavras de amor aleatórias no universo
Para tentá-las praticar na minha alma
E pronunciá-las em verdade através do meu coração,
Visto que sou humano imperfeito
E minha língua por vezes castiga meu corpo
Nas inverdades que pronuncio
Através de palavras ao vento...

por Regilene Rodrigues Neves

ESCONDERIJO
por Regilene Rodrigues Neves

No meu esconderijo íntimo
A poesia derrama da alma
Saram feridas dilatadas pelo tempo
Enxugam lágrimas de solidão
Enquanto a saudade veste fantasias...

Finjo lugares lindos
Amores secretos
Enquanto bebo cálices de amor
Até me embriagar de felicidade
E adormecer no meu leito de sonhos...

Sonhar lugares
Onde posso atracar minha esperança
E embarcar do infinito do meu eu
Encontrar versos perdidos
E sopra-los para fora
Feito folhas de outono...

Sentir cheiro de primavera
Sair do lugar frio dos meus medos
Aquecer meus sentimentos de desejos
Sentir prazer onde há tempos
Sobrevivo de carinhos efêmeros...

Passear pelo jardim do meu eu
Colher flores
Enfeitar minha alma de pétalas
Até minha essência
Escorrer meu perfume de mulher
Saciar meu corpo de um poema
Que exale prazer
E eu deixe de me esconder
Nessa poesia íntima
Que sara, mas não curam
As feridas do meu ser!...

Em 19 de novembro de 2009

UM AMOR ESCRITO NA ALMA
por Regilene Rodrigues Neves


Adentro as noites silenciosas da tua alma
E ouço uma poesia em teu âmago
Suspirando sentimentos
Respira um amor em estrofes cálidas
Murmuram anseios que dormiram ao relento
De versos solitários... Enquanto tua alma partia
Num sonho romântico cheio de poesia...

Prometia em teu peito morar eternamente
Escrevendo todos os dias
Um poema de amor
Copiando dentro de ti
A saudade que faria tua alma versejar
E ser um poeta louco para amar...

Procurando alguém no meio da solidão
Exauriu a emoção que escorreu numa lágrima
Li sentimentalidades em teu peito
Num amor profundo...

Pétalas da tua essência
Ficavam pelo caminho
Soltando o cheiro da tua alma
Noutro coração e o amor continuava
Impregnando na pele de alguém que passava
Sentindo-te na fragrância de uma eterna poesia
Que para sempre o seu amor escreveria
Até colher uma rosa que alguém te entregaria
Junto com um poema de amor!

Em 17 de novembro de 2009

PENSAMENTOS POSITIVOS PARA SUA ALMA

Quando a vida parecer sem sentido para você,
Plante um sonho de felicidade na sua alma
E regue-o todos os dias com amor e esperança
Para que floresça um sorriso dentro de você
E os seus lábios possam colher alegria de viver
Sorrindo para a vida!...

por Regilene Rodrigues Neves

UM NOVO DIA AMANHECE
por Regilene Rodrigues Neves

As noites que se arrastaram tristes – amanhece!
Solta o silêncio que prendera minha voz
Meu grito depois de tentar ser ouvido
Fez uma exclamação!

A minha liberdade voara
Enquanto pegava a felicidade
Nos arredores do meu eu
A sombra do medo desapareceu
E a luz do sol entrou no meu caminho...

O novo dia tinha aspecto de alegria
A alma sorria enquanto sorrisos
Dos meus lábios eram de contentamento!

De repente tive coragem para ser feliz
Cansei de esperar olhando o tempo passar
Levantei e me apoiei na vida dentro de mim
Olhei para minha existência
E percebi que minhas experiências
Tinham me feito crescer...

Quis conquistar meu presente
Rasguei meu passado em pedaços
Sobraram só as lembranças
De uma retrospectiva
Que amadurara minha juventude...

O gosto de um sonho
Escorreu dos meus lábios
Seu sabor diferente
Adocicara minha alma
Enquanto eu sentia plena satisfação!

A mãe vida que tanto me batera
Acariciou minha face
Pegou no colo meu destino
Afagando meu front...

Olhei para frente
Lá onde o futuro alcançava...
Tinha esquecido aquele passado
Que tanto me machucara
Tenho o presente em minhas mãos
E minha história para escrever
Para que eu possa ler o capitulo seguinte...

Depois do anoitecer
Vai amanhecer... Um novo dia!

Em 13 de novembro de 2009

ANSIEDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Hoje acordei querendo tanto
Esse querer perdido dentro de mim
Sair desse lugar apertado de sentimentos
Que por vezes dói de carência
Esvaziar essa ausência de amor do peito...

Respirar minha sorte lá fora
Quem sabe encontra-la numa esquina
Ou na rota que da para o caminho da esperança...
Mas que eu possa chegar
Ficar sem esse medo de me perder
E sem causar nenhum sofrimento a minha alma...

Sentar e ouvir uma música romântica
De letra suave
Notas leves
Tocadas com amor!

Quem sabe meu coração
Perca essa sensação de abandono
Cativa no meu íntimo
E eu possa ouvir a poesia da canção
Ler por trás da melodia minha emoção
E chorar essa lágrima presa dentro de mim...

Em 10 de novembro de 2009


AMOR ABANDONADO
por Regilene Rodrigues Neves

Amor abandonado
Largado em meu corpo
Feito objeto sem uso
Um móvel esquecido na alma
Sem nenhum carinho...

Sente falta do abraço
Do toque dos dedos
Passeando na pele
Do arrepio sem querer na espinha
Do olhar despindo meus desejos
Do beijo molhando os lábios de ternura
Das loucuras da paixão
Das fantasias do coração...

Amor abandonado
Sem destino virou na esquina do tempo
O vento sopra desalinhando meus pensamentos
Sentimentos voam feito folhas de outono
E a primavera joga as pétalas
Das minhas flores no chão...
Passa o verão queimando dentro de mim sua paixão
Sobrou um frio inverno sem nenhuma compaixão...

Ando por um caminho de solidão
Na comoção dos aflitos
Solto meu grito prisioneiro de uma ilusão
Faz revoada de amor no meu coração...

Amor abandonado
Sem lua vê a noite solitária
A espreita de um sonho
Sonhado sozinho dentro do peito...

Meu leito sem ninguém do lado
Procura sonhos pra sonhar
Quem sabe ao acordar
Do êxtase de amar
Do meu lado venha encontrar
Quem estive a procurar
E ao me olhar na ventura de um amor
Meu corpo possa te abraçar
Beijar teus lábios
Até tua boca sussurrar
Nunca meu amor vai te abandonar...


Em 09 de novembro de 2009



ORAÇÃO DA AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

Oro por tua saúde
Por dias que possam fortalecer
O desanimo que por vezes possa
Causar-te solidão
Pelas horas de aflição
Que sem querer
Deixa um dissabor de desilusão...

Oro para que a esperança
Renasça no teu peito
E conforte tuas dores.

Oro para que a tua fé
Alimente tua alma
E possa vencer
Os inimigos por trás da covardia
Oro também por eles
Porque Deus é a glória dos justos.

Oro pela felicidade arredor
E que existe dentro de ti
Para que ela respire a vida
E suspire alegria de viver!

Oro pelo amor
Que sustenta teu coração nas alturas
Para que emoções possam inspirar tua alma
Escrevendo a poesia linda
Que é o teu existir!

Oro de uma forma simples imperceptível
Porque dentro do silêncio
Deus ouve minhas preces
Oro porque o poder da oração
Cura através do Altíssimo.

Oro por tua graça
Por teu sorriso múltiplo
Pelos sonhos
Que fazem tua alma voar
E alcançar o sucesso
Que realiza teus desejos...

Oro pela tua paz
Numa quietação dos teus anseios
Na plenitude do teu sossego.

Oro pela luz
Que ilumina as sombras do teu caminho.

Oro pela pessoa especial
Que Deus deu um dom
Cuja poesia são fantasias
Entre sóis e luas
Para que auroras e crepúsculos
Enfeitem de magia
A beleza do universo
E teus versos sejam nascentes
De um manancial de amor!

Oro por ti em todo poema
Que minha alma é capaz de gritar
Porque além de mim
Alcanço tua alma
Através de Deus
Que é a maior fonte de amor
E através Dele oro por ti...

Para que a amizade entre nós
Faça essa viagem íntima
Feita de laços de ternura
E a bondade resgate
Toda energia do bem entre nós
Para que nessa oração bendita
Deus esteja presente
Em todos os dias da tua vida - Amém!

Em 08 de novembro de 2009

QUERO AGRADECER POR LEMBRAREM DO MEU ANIVERSÁRIO
por Regilene Rodrigues Neves

No meio do silêncio virtual
A distância tem significado
De palavras ouvidas somente pela alma
O som da amizade
Tem melodia de amor
E a letra é uma mensagem
Que transmite esperança...

Faz-nos acreditar
E renascer de novo e de novo
Mesmo que acometidos
De algumas desesperanças...

Uma palavra de carinho
Chega de pessoas do outro lado
Não pede nada em troca
E tem o poder de nos afagar
Onde nossas carências doem

Seu efeito mágico
Abraça-nos quer comemorar junto
Um dia quase esquecido,
Mas que é especial
Pois celebra a vida
E o seu crescimento
É mais um FELIZ ANIVERSÁRIO,
Sim feliz porque é o privilegio de estar vivo
Junto aqueles que nos abraça
Pelo simples gesto de abraçar o semelhante!

O presente
É uma dádiva
É merecer ser lembrado
E ser amado sem nada exigir!

Se não estava feliz
Não me lembro,
Porque você
Em sua infinita amizade
Fez-me esquecer com este gesto
Que veio do outro lado me abraçar
E me desejar feliz aniversário!

Obrigada por ser esse presente inesperado
Que deixou em palavras sua bondade
Fortalecendo os meus dias,
Para que noutro ano eu possa estar aqui
Esperando esse momento lindo
Que vem através da sua amizade!

Em 07 de novembro de 2009

MEU ANIVERSÁRIO
por Regilene Rodrigues Neves

Comemorando a vida
A alma em festa celebra
Mais um ano
Comemora a felicidade de existir!

Abraça sonhos
Que ainda sonham
Solitário dentro do peito...

Me apego nos gestos
Trocas de amizade
Carinhos que provocam bondade
Faz a alma sorrir
No meio de algumas tristezas...

É meu aniversário
E eu estou aqui
Nesse momento meu
Fazendo um balanço
Das minhas alegrias e tristezas
Dos meus estados de loucuras
Que me fizeram ser feliz e infeliz
Conforme as reações de cada momento!

As vezes que gritei para o mundo
E que meu mundo ruiu
Que levantei pela força
De alguém que lutou
Porque acreditei em mim!

O caminho que um dia passei
E que ainda vou passar
Para trás deixo lembranças
Em frente meu presente e meu futuro...

Meus medos disfarçados de coragem
Seguem me levando por aí...
Por dentro uma solidão
Ronda sonda carências
Que ainda permanecem...

Outrora era jovem
Cheia de sentimentos
Agora são poesias que amaduraram
E soltam minhas folhas pelo tempo...

Meu corpo é um coração
Pulsando insensato
Que ouve delírios da alma
Tentando transmitir meus devaneios...

Sou um rastro de versos
Que passo a passo lêem dentro de mim
Sou um poema escrito no rascunho
De alguém que quis ser
Quem sabe um pássaro poeta!

Deixa pra lá
Que importa
Quem se importa
A vida segue em frente
Esse é meu caminho...

Só estava aqui
Dentro de tantas lembranças
Lendo minhas páginas...

Nostalgias de um aniversariante
Comemorando mais um aniversário
Um dia comum entre outros que se perderam
A única certeza de tudo
É a vida que faz questão de me abraçar
E me dar parabéns
O resto continua igual
Somando um ano noutro ano
Enquanto eu cresço
E aprendo um pouco mais sobre mim!...

Em 05 de novembro de 2009

NAS SOMBRAS DE UM POETA
por Regilene Rodrigues Neves


Numa mente limitada
Sonhos grandes se propagam
Na dimensão do imaginário
E o que era restrito toma proporções
Aquém do que a mente pode alcançar...

Posso voar sem limites pra sonhar
Uma estrada de sol para o rumo do nada
Tem cheiro de liberdade
A felicidade é um minuto que passa
A regra é regar a vida
De emoções a cada segundo.

Então medito dentro dos meus limites
Minhas asas me levam
E eu vou onde nunca estive
Lugares secretos sem nenhum mistério
Apenas sigo o nada e encontro à saída
Um labirinto tem varias portas,
Mas só me perco se olhar para trás...

Às vezes a vida parece parar
Cansada de uma rotina
Eu sento no caminho
Fico vendo borboletas ao léu
Batendo asas pousando no infinito...

Meu olhar anda devagar
Vai olhando ao redor
Sentindo cheiro de flores
Colhendo gestos
Alguns espinhos machucam a pele,
Mas a beleza acena do jardim
É preciso cultivar momentos
Para estancar as feridas
Por isso existem primaveras
Basta uma nova estação...

Vou por aí
Dentro da mente eu posso tudo
Mesmo que meu corpo
Esteja limitado no meu universo particular
Minha alma me leva a sonhar...

Sou um contador de mentiras
Minto histórias para fugir da minha covardia
Não passo de um estranho
Tentando conhecer quem sou
Quem me dera ser tudo que inventei de mim,
E esta frustração vazia
Não me causar tanta tristeza!

Ando por aí para ser um espectro
Disfarçado nas sombras de um poeta
Minha alma não mais está aqui
Pertence aos meus devaneios
Enquanto sonho a vida me abraça
E eu suspiro outra poesia
Nessa fantasia eu alieno
Versos para não chorar...

Em 04 de novembro de 2009