SE TODOS OS DIAS FOSSEM NATAL
por Regilene Rodrigues Neves

O natal entra dezembro a fora
Árvores enfeitadas de ilusão
Preenchem sonhos no coração
Aflora sentimentos na humanidade
Que parecem querer dar as mãos
Por um dia de paz e união

Jesus volta para ceia entre a família
Ouvimos os sinos das Sinagogas
Badalarem de euforia
E o coral cantar lá do alto
A magia do natal...

A cidade parece ouvir a felicidade
Entre fantasias e noites enfeitadas
O espírito do nascimento renasce na alma
E as crianças se preparam para sonhar
Mais um sonho de Papai Noel...

Nesse cenário mágico
A noite brilha
Iluminando ruas apagadas de miséria
Mãos estendidas esperam um gesto
Que afaguem olhares de esperança,
Porque mais um ano passou
Sem que o homem visse ao relento
Crianças abandonadas
Simplesmente condenadas ao seu infortúnio...

A fome continua no prato vazio
E a inocência é castrada pelo semelhante
Que passa ignorando sua verdade.
Na realidade de todos os dias
Não existe natal!

O desalento se aninha
Nos sonhos perdidos...

A luz da ilusão
Está apagada a tempos no coração
Somente uma sombra
Cobrem corpos frágeis
Sobre o papelão nas calçadas
Sonhando que fosse natal todo dia
Para que a sua alegria permanecesse
Estampada nas vitrines e as crianças
Pudessem ganhar seu sustento
Embrulhado de esperança
E todos os dias fossem natais sem fome
Porque o amor multiplicaria o pão
Sem ter que esperar outro natal
Tocar no coração do homem!...

Em 07 de dezembro de 2009

A POESIA DA MANHÃ
por Regilene Rodrigues Neves

Pouco atrás do dia
Vinha o sol
Correndo atrás da manhã
Jogava raios de luz
Por cima da montanha
Enquanto lá no horizonte
Sorria a felicidade
Nos lábios do infinito...

Correndo descalça
A liberdade
Rodopiava sobre a terra
Feito bailarina dançando pra vida!

No jardim
O beija-flor sugava néctar da flor
Feito beijo apaixonado de um romântico
Cheio de encantamento e prazer...

Da janela do casebre feliz
Ouvia-se uma composição plácida de pardais
Nos galhos da gameleira
Sussurrando juras de amor
Num ato disseminado de pura beleza.

A intensidade da natureza
Vibrava em raios de esperança
Pulsando sua energia sobre a terra...

A paz intrínseca no universo
Tornava imperceptível
A balbúrdia do homem
Dentro dos arranha-céus
Vestido de vidros fumê.

Momentos únicos eram perdidos
Na ansiedade de construir sonhos...

Dentro de um túnel fechado
De ambição
Não ouviam a poesia
Gritando nos arredores do amanhecer...

Esbarravam-se na pressa de ter
Esquecendo que ser
Era o bem maior conquistado!

Por todo lado ouvia-se gritos de solidão
Sem chão o homem procurava desesperadamente
Preencher um vazio surdo no peito
A alma não mais parecia estar ali
Ouvindo sentimentos
Aquelas emoções soltas lá fora
Eram vistas de uma sombra
Que sobrepunha entre a distância
Criada pela vaidade...

Quanto tempo não sai a pé pelas ruas
Sentindo o vento solto no rosto
Ouvindo a liberdade
Abraçando simplicidades
Tomando banho de chuva na alma
Lavando lágrimas escorridas
De noites cheias de solidão?

Por vezes é necessário escutar o coração
Deixar entrar fantasias...
Ouvir a felicidade!
Deitar no colo da alma
Sentir sensibilidades
Inspirar e respirar emoção
Porque se o homem vira só razão
Há de perder a leveza do ser
Sorrindo na poesia
Vista em cada amanhecer...

Em 07 de dezembro de 2009

CHEIRO DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

O perfume de corpos sobre o lençol
Misturado de amor
Ainda tinha essência de desejo
O prazer na ponta de um sorriso
Escorria dos lábios
Adocicando a língua
Que sensualmente provocava a boca
Num gosto de beijo...

Tinha amado o poeta
Sentido a volúpia do amor
Provocar seus instintos
Até ouvir a fêmea gritar
Depois de beber
Toda aquela poesia insana...

Ali esparramadas no chão
Roupas arrancadas
Atrevidamente por mãos ousadas de carícia
Chamas acesas exalavam da pele
O suor quente que escorria entre as pernas
Fazendo brotar um caminho de sedução
Para ser percorrido de luxúria...

O amor ali presente
Escutava fantasias
As paredes ouviam sussurros
De palavras obscenas
Alguns versos depois de sentir
Aquele torpor de emoções
Se entregaram aquela intimidade...

Sentindo derramar da alma
Rimas aleatórias
Entre a realidade e a poesia
E um êxtase superiormente interessante
Exalou sonhos da noite
Cheiro de amor molhou o papel
De um poema exagerado de quimera...

O gozo entranhado de poesia
Absorvia cada estrofe
Enquanto na ponta dos dedos
Podia sentir os frêmitos
De corpos nus sobre o leito...

Por toda noite sonhei
Escrevendo um poema
Com cheiro de amor...

Em 26 de novembro de 2009

O AMOR LÁ FORA
por Regilene Rodrigues Neves

Às vezes eu chego à sacada da alma
Para olhar a lua lá fora
Contemplar estrelas e sonhar
A noite parece pulsar seus desejos
Um cheiro de prazer conspira
Nos amantes que atravessa a rua...

Volto para dentro de mim
E olho arredor
Rabiscos de sentimentos jogados
Rascunhos de ilusão e restos de emoção
Misturados no coração...

Esboço uma disfarçada alegria
Deixo escapar um sorriso
Para poesia que vejo lá fora
Tento deixar sobreviver um verso de amor,
Mas as entrelinhas tristes confessam minha dor!

A solidão se arrasta numa corrente envolta
Num olhar poético solto fantasias aprisionadas
E passo a sentir gosto de beijo nos lábios
A boca molha enquanto o corpo arrepia
Um frisson aquece paredes frias no meu íntimo
Ao ver o amor dos casais quis para mim também
Passei a delirar imaginando um encontro...

Depois de tanto tempo tinha esquecido de sentir
Fui vivendo por viver sem perceber
Que o amor dentro de mim tinha morrido
Depois de tanta solidão aprendi a ser só
E nem sabia mais falar de amor...

Só às vezes debruçada sobre o papel
Acordava sonhando uma poesia cheia de sentimentos,
Mas sempre deixava escapar minha dor
Numa saudade ausente
Nas minhas palavras carentes...

Sempre que falei de amor
Ele tinha partido
Sem nenhum subterfúgio aparente...
Acabei descobrindo que nunca soube amar
Os poucos carinhos me causaram obsessão
Queria logo tomar posse do coração
A carência se refugiava
Na necessidade de ser amada
E logo o amor fugia e se perdia de mim...

Algumas vezes meu corpo reagia
Se prendia nas minhas sentimentalidades
Ouvia o coração dentro de um grito surdo de amor
Nesses momentos sempre olhava para fora
No meio da noite e via passar os amantes
Que deixavam para trás seu perfume de sensualidade
Que entrava pela sacada da minha alma
Exalando da pele cheiro de amor!...

Mas outra realidade me pertencia
Era somente poesia que acariciava minha dor
Voltava para dentro de mim
Meus pertences ali solitários
Paredes vazias impregnadas de desilusão...

Outro poema suspirava na minha alma
Fechado no medo de se entregar
Que tantas vezes fora para não voltar
Até me esquecer de amar...

Em 21 de novembro de 2009




LENDO LU NOGFER
por Regilene Rodrigues Neves

Tuas palavras têm sons
Que ecoam da alma
O amor ao fundo toca
Feito música suave
E a poesia nasce de ti...

Em versos melodiosos
Abraçam o coração
Que compreende teus sentimentos
E quando eles gritam
Soam como uma lição!

Leio-te assim um poema
Escrito pela tua essência
A vida correndo
E a liberdade em volta
Rodopiando reticências
Fazendo reciclagem do destino...

Indo ao encontro da tua inspiração
Pego carona nas tuas asas
Lá em cima da montanha
Pouso para assistir o ocaso
Deitar no infinito...

Pequenos detalhes da tua sensibilidade
Fazem tão grande diferença
Como sentir na pele o orvalho da manhã
Mesmo em dias quentes...

Ouvir sussurro do vento
Mesmo em dias turbulentos...

Posso sentir iluminada
Com a tua luz a minha volta
Fecho os olhos e apenas sinto-te
Numa palavra que meus olhos enxergam
Então abro os olhos e te observo
Sinto a tua poesia...

Busco a paz
No brilho de incontáveis estrelas
Compreendo que num sorriso num olhar
Nos raios do sol nas gotas da chuva
Há de ter sensibilidade
Porque esse é o esboço da tua alma

Alguém que me ensina
Com a beleza da vida
Por mais um dia aprendo contigo
Acordo rindo atoa
Sentindo o carinho da tua amizade
Junto a um abraço de felicidade!

Recomeço sigo meus impulsos
Ergo a cabeça e enfrento outro dia
Lembro das tuas palavras
E saio para conquistar o impossível...

Sou apenas mais um ser
Nem diferente nem igual
Alguém comum e normal!

Por hoje... Voei nas asas da tua poesia
Pousei dentro de ti e a luz da tua alma
Fez-me enxergar um novo caminho...

Em 20 de novembro de 2009

Copie o link e cole na sua página de acesso para acessar o blog da Lu e sentir a poesia que emana da sua alma: http://wwwlufatima.blogspot.com/


Recolho palavras de amor aleatórias no universo
Para tentá-las praticar na minha alma
E pronunciá-las em verdade através do meu coração,
Visto que sou humano imperfeito
E minha língua por vezes castiga meu corpo
Nas inverdades que pronuncio
Através de palavras ao vento...

por Regilene Rodrigues Neves

ESCONDERIJO
por Regilene Rodrigues Neves

No meu esconderijo íntimo
A poesia derrama da alma
Saram feridas dilatadas pelo tempo
Enxugam lágrimas de solidão
Enquanto a saudade veste fantasias...

Finjo lugares lindos
Amores secretos
Enquanto bebo cálices de amor
Até me embriagar de felicidade
E adormecer no meu leito de sonhos...

Sonhar lugares
Onde posso atracar minha esperança
E embarcar do infinito do meu eu
Encontrar versos perdidos
E sopra-los para fora
Feito folhas de outono...

Sentir cheiro de primavera
Sair do lugar frio dos meus medos
Aquecer meus sentimentos de desejos
Sentir prazer onde há tempos
Sobrevivo de carinhos efêmeros...

Passear pelo jardim do meu eu
Colher flores
Enfeitar minha alma de pétalas
Até minha essência
Escorrer meu perfume de mulher
Saciar meu corpo de um poema
Que exale prazer
E eu deixe de me esconder
Nessa poesia íntima
Que sara, mas não curam
As feridas do meu ser!...

Em 19 de novembro de 2009

UM AMOR ESCRITO NA ALMA
por Regilene Rodrigues Neves


Adentro as noites silenciosas da tua alma
E ouço uma poesia em teu âmago
Suspirando sentimentos
Respira um amor em estrofes cálidas
Murmuram anseios que dormiram ao relento
De versos solitários... Enquanto tua alma partia
Num sonho romântico cheio de poesia...

Prometia em teu peito morar eternamente
Escrevendo todos os dias
Um poema de amor
Copiando dentro de ti
A saudade que faria tua alma versejar
E ser um poeta louco para amar...

Procurando alguém no meio da solidão
Exauriu a emoção que escorreu numa lágrima
Li sentimentalidades em teu peito
Num amor profundo...

Pétalas da tua essência
Ficavam pelo caminho
Soltando o cheiro da tua alma
Noutro coração e o amor continuava
Impregnando na pele de alguém que passava
Sentindo-te na fragrância de uma eterna poesia
Que para sempre o seu amor escreveria
Até colher uma rosa que alguém te entregaria
Junto com um poema de amor!

Em 17 de novembro de 2009

PENSAMENTOS POSITIVOS PARA SUA ALMA

Quando a vida parecer sem sentido para você,
Plante um sonho de felicidade na sua alma
E regue-o todos os dias com amor e esperança
Para que floresça um sorriso dentro de você
E os seus lábios possam colher alegria de viver
Sorrindo para a vida!...

por Regilene Rodrigues Neves

UM NOVO DIA AMANHECE
por Regilene Rodrigues Neves

As noites que se arrastaram tristes – amanhece!
Solta o silêncio que prendera minha voz
Meu grito depois de tentar ser ouvido
Fez uma exclamação!

A minha liberdade voara
Enquanto pegava a felicidade
Nos arredores do meu eu
A sombra do medo desapareceu
E a luz do sol entrou no meu caminho...

O novo dia tinha aspecto de alegria
A alma sorria enquanto sorrisos
Dos meus lábios eram de contentamento!

De repente tive coragem para ser feliz
Cansei de esperar olhando o tempo passar
Levantei e me apoiei na vida dentro de mim
Olhei para minha existência
E percebi que minhas experiências
Tinham me feito crescer...

Quis conquistar meu presente
Rasguei meu passado em pedaços
Sobraram só as lembranças
De uma retrospectiva
Que amadurara minha juventude...

O gosto de um sonho
Escorreu dos meus lábios
Seu sabor diferente
Adocicara minha alma
Enquanto eu sentia plena satisfação!

A mãe vida que tanto me batera
Acariciou minha face
Pegou no colo meu destino
Afagando meu front...

Olhei para frente
Lá onde o futuro alcançava...
Tinha esquecido aquele passado
Que tanto me machucara
Tenho o presente em minhas mãos
E minha história para escrever
Para que eu possa ler o capitulo seguinte...

Depois do anoitecer
Vai amanhecer... Um novo dia!

Em 13 de novembro de 2009

ANSIEDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Hoje acordei querendo tanto
Esse querer perdido dentro de mim
Sair desse lugar apertado de sentimentos
Que por vezes dói de carência
Esvaziar essa ausência de amor do peito...

Respirar minha sorte lá fora
Quem sabe encontra-la numa esquina
Ou na rota que da para o caminho da esperança...
Mas que eu possa chegar
Ficar sem esse medo de me perder
E sem causar nenhum sofrimento a minha alma...

Sentar e ouvir uma música romântica
De letra suave
Notas leves
Tocadas com amor!

Quem sabe meu coração
Perca essa sensação de abandono
Cativa no meu íntimo
E eu possa ouvir a poesia da canção
Ler por trás da melodia minha emoção
E chorar essa lágrima presa dentro de mim...

Em 10 de novembro de 2009


AMOR ABANDONADO
por Regilene Rodrigues Neves

Amor abandonado
Largado em meu corpo
Feito objeto sem uso
Um móvel esquecido na alma
Sem nenhum carinho...

Sente falta do abraço
Do toque dos dedos
Passeando na pele
Do arrepio sem querer na espinha
Do olhar despindo meus desejos
Do beijo molhando os lábios de ternura
Das loucuras da paixão
Das fantasias do coração...

Amor abandonado
Sem destino virou na esquina do tempo
O vento sopra desalinhando meus pensamentos
Sentimentos voam feito folhas de outono
E a primavera joga as pétalas
Das minhas flores no chão...
Passa o verão queimando dentro de mim sua paixão
Sobrou um frio inverno sem nenhuma compaixão...

Ando por um caminho de solidão
Na comoção dos aflitos
Solto meu grito prisioneiro de uma ilusão
Faz revoada de amor no meu coração...

Amor abandonado
Sem lua vê a noite solitária
A espreita de um sonho
Sonhado sozinho dentro do peito...

Meu leito sem ninguém do lado
Procura sonhos pra sonhar
Quem sabe ao acordar
Do êxtase de amar
Do meu lado venha encontrar
Quem estive a procurar
E ao me olhar na ventura de um amor
Meu corpo possa te abraçar
Beijar teus lábios
Até tua boca sussurrar
Nunca meu amor vai te abandonar...


Em 09 de novembro de 2009



ORAÇÃO DA AMIZADE
por Regilene Rodrigues Neves

Oro por tua saúde
Por dias que possam fortalecer
O desanimo que por vezes possa
Causar-te solidão
Pelas horas de aflição
Que sem querer
Deixa um dissabor de desilusão...

Oro para que a esperança
Renasça no teu peito
E conforte tuas dores.

Oro para que a tua fé
Alimente tua alma
E possa vencer
Os inimigos por trás da covardia
Oro também por eles
Porque Deus é a glória dos justos.

Oro pela felicidade arredor
E que existe dentro de ti
Para que ela respire a vida
E suspire alegria de viver!

Oro pelo amor
Que sustenta teu coração nas alturas
Para que emoções possam inspirar tua alma
Escrevendo a poesia linda
Que é o teu existir!

Oro de uma forma simples imperceptível
Porque dentro do silêncio
Deus ouve minhas preces
Oro porque o poder da oração
Cura através do Altíssimo.

Oro por tua graça
Por teu sorriso múltiplo
Pelos sonhos
Que fazem tua alma voar
E alcançar o sucesso
Que realiza teus desejos...

Oro pela tua paz
Numa quietação dos teus anseios
Na plenitude do teu sossego.

Oro pela luz
Que ilumina as sombras do teu caminho.

Oro pela pessoa especial
Que Deus deu um dom
Cuja poesia são fantasias
Entre sóis e luas
Para que auroras e crepúsculos
Enfeitem de magia
A beleza do universo
E teus versos sejam nascentes
De um manancial de amor!

Oro por ti em todo poema
Que minha alma é capaz de gritar
Porque além de mim
Alcanço tua alma
Através de Deus
Que é a maior fonte de amor
E através Dele oro por ti...

Para que a amizade entre nós
Faça essa viagem íntima
Feita de laços de ternura
E a bondade resgate
Toda energia do bem entre nós
Para que nessa oração bendita
Deus esteja presente
Em todos os dias da tua vida - Amém!

Em 08 de novembro de 2009

QUERO AGRADECER POR LEMBRAREM DO MEU ANIVERSÁRIO
por Regilene Rodrigues Neves

No meio do silêncio virtual
A distância tem significado
De palavras ouvidas somente pela alma
O som da amizade
Tem melodia de amor
E a letra é uma mensagem
Que transmite esperança...

Faz-nos acreditar
E renascer de novo e de novo
Mesmo que acometidos
De algumas desesperanças...

Uma palavra de carinho
Chega de pessoas do outro lado
Não pede nada em troca
E tem o poder de nos afagar
Onde nossas carências doem

Seu efeito mágico
Abraça-nos quer comemorar junto
Um dia quase esquecido,
Mas que é especial
Pois celebra a vida
E o seu crescimento
É mais um FELIZ ANIVERSÁRIO,
Sim feliz porque é o privilegio de estar vivo
Junto aqueles que nos abraça
Pelo simples gesto de abraçar o semelhante!

O presente
É uma dádiva
É merecer ser lembrado
E ser amado sem nada exigir!

Se não estava feliz
Não me lembro,
Porque você
Em sua infinita amizade
Fez-me esquecer com este gesto
Que veio do outro lado me abraçar
E me desejar feliz aniversário!

Obrigada por ser esse presente inesperado
Que deixou em palavras sua bondade
Fortalecendo os meus dias,
Para que noutro ano eu possa estar aqui
Esperando esse momento lindo
Que vem através da sua amizade!

Em 07 de novembro de 2009

MEU ANIVERSÁRIO
por Regilene Rodrigues Neves

Comemorando a vida
A alma em festa celebra
Mais um ano
Comemora a felicidade de existir!

Abraça sonhos
Que ainda sonham
Solitário dentro do peito...

Me apego nos gestos
Trocas de amizade
Carinhos que provocam bondade
Faz a alma sorrir
No meio de algumas tristezas...

É meu aniversário
E eu estou aqui
Nesse momento meu
Fazendo um balanço
Das minhas alegrias e tristezas
Dos meus estados de loucuras
Que me fizeram ser feliz e infeliz
Conforme as reações de cada momento!

As vezes que gritei para o mundo
E que meu mundo ruiu
Que levantei pela força
De alguém que lutou
Porque acreditei em mim!

O caminho que um dia passei
E que ainda vou passar
Para trás deixo lembranças
Em frente meu presente e meu futuro...

Meus medos disfarçados de coragem
Seguem me levando por aí...
Por dentro uma solidão
Ronda sonda carências
Que ainda permanecem...

Outrora era jovem
Cheia de sentimentos
Agora são poesias que amaduraram
E soltam minhas folhas pelo tempo...

Meu corpo é um coração
Pulsando insensato
Que ouve delírios da alma
Tentando transmitir meus devaneios...

Sou um rastro de versos
Que passo a passo lêem dentro de mim
Sou um poema escrito no rascunho
De alguém que quis ser
Quem sabe um pássaro poeta!

Deixa pra lá
Que importa
Quem se importa
A vida segue em frente
Esse é meu caminho...

Só estava aqui
Dentro de tantas lembranças
Lendo minhas páginas...

Nostalgias de um aniversariante
Comemorando mais um aniversário
Um dia comum entre outros que se perderam
A única certeza de tudo
É a vida que faz questão de me abraçar
E me dar parabéns
O resto continua igual
Somando um ano noutro ano
Enquanto eu cresço
E aprendo um pouco mais sobre mim!...

Em 05 de novembro de 2009

NAS SOMBRAS DE UM POETA
por Regilene Rodrigues Neves


Numa mente limitada
Sonhos grandes se propagam
Na dimensão do imaginário
E o que era restrito toma proporções
Aquém do que a mente pode alcançar...

Posso voar sem limites pra sonhar
Uma estrada de sol para o rumo do nada
Tem cheiro de liberdade
A felicidade é um minuto que passa
A regra é regar a vida
De emoções a cada segundo.

Então medito dentro dos meus limites
Minhas asas me levam
E eu vou onde nunca estive
Lugares secretos sem nenhum mistério
Apenas sigo o nada e encontro à saída
Um labirinto tem varias portas,
Mas só me perco se olhar para trás...

Às vezes a vida parece parar
Cansada de uma rotina
Eu sento no caminho
Fico vendo borboletas ao léu
Batendo asas pousando no infinito...

Meu olhar anda devagar
Vai olhando ao redor
Sentindo cheiro de flores
Colhendo gestos
Alguns espinhos machucam a pele,
Mas a beleza acena do jardim
É preciso cultivar momentos
Para estancar as feridas
Por isso existem primaveras
Basta uma nova estação...

Vou por aí
Dentro da mente eu posso tudo
Mesmo que meu corpo
Esteja limitado no meu universo particular
Minha alma me leva a sonhar...

Sou um contador de mentiras
Minto histórias para fugir da minha covardia
Não passo de um estranho
Tentando conhecer quem sou
Quem me dera ser tudo que inventei de mim,
E esta frustração vazia
Não me causar tanta tristeza!

Ando por aí para ser um espectro
Disfarçado nas sombras de um poeta
Minha alma não mais está aqui
Pertence aos meus devaneios
Enquanto sonho a vida me abraça
E eu suspiro outra poesia
Nessa fantasia eu alieno
Versos para não chorar...

Em 04 de novembro de 2009

PERFUME DE FLORES
por Regilene Rodrigues Neves

Enquanto olhava a primavera no jardim
Ouvia a felicidade cantando arredor
Na alegria imperceptível
No sorriso que simplesmente sorri
Sem se importar com as diferenças...

Deixei meu peito respirar o ar da manhã
Seu perfume de fores ficou no meu corpo
Para que sentisse a fragrância de Deus
E aquele momento impregnasse minha vida
Do cheiro do amor emanado da natureza!

Quis colher essências
Para que minha alma
Pudesse extravasar toda energia do bem
Numa doação mútua da graça
De Deus para o homem.

Quis orar ante todas as coisas colhidas do universo
E que muitas vezes se quer olhamos para o lado
Seguindo em frente um caminho de materialidade,
Mas não fosse esse momento Divino
A vida não seria possível
Porque sem sua beleza
Não existiriam manhãs cheias de gratidão!

Obrigada Senhor por esta sensibilidade
Que planta flores na fidelidade de um jardineiro
Regando a terra para que floresça um lindo jardim
E possamos acordar perfumados
Com essências de ternura!

Em 27 de outubro de 2009

DO OUTRO LADO
por Regilene Rodrigues Neves

Um sonho
E eu acordo do outro lado
Você encaixado na minha alma
Feito poesia de amor
Meu corpo tateado
Nas folhas soltas do meu íntimo
Misturadas minhas intimidades
Em cada linha desalinhando de utopia meu eu...

Entre lençóis brancos lhe escrevo
Descrevo sobre o papel que encobre minha voz
O silêncio da saudade escuta estrofes
Largadas no passado...

O tempo acordado
Ouve o destino em frente
Ruídos de solidão
Faz barulho na alma...

A ode vaga procurando envolta
A poesia que se perdera
Ainda procura um resto de palavras
Que confortem os sentimentos
Quisera falar de amor
Sem que ouvisse minha sensibilidade
Do avesso expondo minha carne ao seu desejo...

O prazer na minha pele dilatado
A poesia escorrendo pra fora
Fantasias querendo me tocar
Beija o colo envolto de prazer
Sacia a fome de amor do meu corpo
Para que minha alma possa sentir
Esse espasmo de volúpia...

Um sonho dentro do peito
Sussurra sentimentalidades
Molha os lábios
Sinto o beijo se aproximando
A boca chamando exalando paixão
Enquanto o coração se aproxima
Dos seios nus e entre nós
Gritos de amantes se perdem no meio da noite...

Pela manhã encontrei sua poesia do meu lado
Ainda aquecia meu corpo encaixado ao seu
Do outro lado o dia amanhece solitário
A solidão correndo envolta
De um poeta sonhador...


Em 26 de outubro de 2009

SOBRE TEUS OLHOS
por Regilene Rodrigues Neves


Sobre teus olhos enxerguei dentro de mim
O teu amor ouvia minha poesia
E a minha poesia te amava
Eu me punha a escrever-te
E tu me seguravas em teu colo
Como se eu acabasse de ser salva por tua carícia
E me sussurravas que aquelas palavras que eu te escrevia
Eram versos de amor
E então tu me lias com teus olhos...

Tuas mãos percorriam os segredos do meu corpo
Então me esquecia que morri de amor
Tantas vezes nos teus braços!

Amava-te também com a alma
Feito um cego tateando meus sentimentos
É sempre o mesmo desejo
A vontade que despe minhas fantasias
E eu entregue a ti
Feito lua entregue a noite...

A verdade que te devoto meu amor
Como um servo ao seu dono
Sinto-me uma escrava que te ama todos os dias
E passo a acreditar que és: meu amo e senhor!

Gosto quando escuta meu coração
Quando vasculha minha alma
E adivinhas onde ninguém antes tocou
Imaginando-me sempre tua...

Cobre-me com teus lábios
Um lençol de hálito quente
Que aquece minha boca
E prova o sabor da felicidade dentro de mim
Enveredas em meus caminhos
Segue a minha senda
Acha os meus seios
Aperta-me contra o teu peito
Para que eu ouça o som do teu coração
Pulsando de paixão...

Então viro poesia
Sou uma mulher que se dissolve
Nas linhas insanas da emoção
E um amor vai me percorrendo
Descortinando sonhos volúpia e ilusão...

Até que a vida paire no meu silêncio
E a única voz ouvida seja de amor!

Percebo que teus olhos me escutam
Encontro-te dentro de mim
E passo a repetir que te amo
Um amor sem fim...

Debruçada sobre teus olhos
Eu escalo as alturas e me perco
Nesse poema de amor
Que infinito segue o destino
Procurando teu olhar por onde for...

Em 22 de outubro de 2009

POESIA E AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Eu amava como um verso amava a sua poesia
Sem saber por que, eu amava e sonhava um mesmo amor...
Coisa de poeta que se encanta com uma flor
Achada na calçada por descaso de algum desamor!

Eu amava como se soubesse
Que ali viesse encontrar
Aquele que como eu
Se perdera do seu amor!...

Eu amava como uma poesia
Que pudesse ouvir minh’alma
E soprar seus versos do meu peito
Com a mesma intensidade
Capaz de causar amor e felicidade por onde for...

Na certeza desvairada de um poeta
Que teima amar em leal ventura de amor!

Eu amava como jamais poderia deixar de amar
Como essa poesia que escrevo em vão
Eu amava nesse destino solto em minhas mãos...

Eu amava sentindo a companhia do amor
Porque amava simplesmente estar ao teu lado
Declarando te amar eternamente mesmo que ausente
E tão somente e sempre em poesia e amor!...

Em 21 de outubro de 2009

UM SONHO DE FÉ
por Regilene Rodrigues Neves

Uma gota de sonho cai da noite
Molha a manhã a espreita de uma aurora
O ar respira na face lépida do dia
Pelo chão - pétalas largadas pela primavera
Cheiro de felicidade misturado à liberdade!...

O sol já ilumina o horizonte
Prece de esperança alivia o lavrador
Que colhe sonhos da manhã...

A vida é um ato de amor
Concebido por Deus
Em sua enorme benevolência.

O universo medita sobre a terra
Para que o homem pense
E em cada pensamento
Possa enxergar o firmamento
E agradecer por mais um dia!

O amor abraça quem Nele crer
E a fé reza para que possamos vencer
Nossas maledicências e infortúnios...

Nada é por acaso
A dor é um ensinamento necessário
Ignorada pelo homem
Que clama pelo seu alivio,
Mas sustenta sua ignorância e orgulho.

Haveremos de sonhar sonhos lindos
E acordar realizados
A fé nos mantém retos
No caminho da justiça
Esta é a certeza de que Deus existe!

Quem confia não teme o amanhã
Porque à hora é chegada
Fenecerá a injustiça e o mal
E sobre os escombros será construída
Uma nova terra para o fiel
Que alimentou sua fé!

Sonhar é estar vivo
Para mais um dia
Vencermos nossos caminhos
Mesmo que numa terra cheia de lágrimas
Deus derrama sonhos
E a esperança nasce nas manhãs
Cheias de desilusões...

A fé é a sorte de quem confia
Quem dúvida suspeita de si mesmo.

Sonhar é crer na esperança
E torna-la possível todos os dias
Por mais nublado que pareça
Existe um lindo dia de sol
Se visto pela sua fé.

Em 16 de outubro de 2009

FLORES PARA UM QUERIDO AMIGO
por Regilene Rodrigues Neves

Ás vezes a gente pega uma estrada sem rumo,
Mas um dia voltamos porque a saudade é uma via
De mão dupla dentro da alma
Leva e traz pessoas que nos são caras e especiais
Sem elas não existiria saudade
E eu não estaria aqui
Sentindo essa falta que você me faz!

Tão caro é um amigo
Que mesmo que um outro caminho nos leve enfrente
Ele irá conosco seja como uma jóia guardada no peito
Seja adornando nosso coração
Um amigo é um talismã
Que nos traz sorte
Quando tudo parece perdido

Porque mesmo na sua ausência
Sabemos que ele está ali em pensamentos
Que sustenta-nos de energias positivas
Capaz de amenizar qualquer tristeza
Um amigo é sempre uma alegria
Um sorriso despercebido
Sem nenhuma pretensão
Dando leveza a alma
E felicidade ao coração!

Te levo comigo amigo
Porque sem ti este caminho
Não seria possível
São tantas elevações e tropeços
Que a escalada não seria possível sem teu ombro!

Hoje viajei no tempo
Pelo caminho encontrei uma linda primavera
Sai colhendo flores pra você
Escolhi fragrâncias suas
Para que o seu perfume fique na minha pele
Feito essência de bem querer...

Vim matar essa saudade
Que nos torna possível estes momentos
De transpor barreiras
E estar presente mesmo que a distância nos separe

Porque posso ser uma palavra
Que viaja mundos e te alcança
Trago flores e alegria pelo teu existir!

Saudades de você!

Para cada amigo que atravessou o meu caminho
E deixou dentro de mim sua essência de amizade!

Em 14 de outubro de 2009

ENTRELINHAS SURDAS DE UM POEMA DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Seguindo a estrada onde passa o amanhã
Enfrente sonhos atropelados pelo caminho
Para trás pedaços de desilusões derruídas...

Rastros seguem uma rotina aleatória ao seu querer
Fragmentos de emoções soltam da alma
Rabiscam um pedaço de papel
Um poema largado a esmo
Esvai versos pelos vãos dos dedos...

Uma rota nasce dentro do peito
Abre a força o destino desconhecido
Linha sobre linhas escreve sentimentos de amor
Paixões delineadas pelos dedos
Feito prece devota

Reza a palavra em seu púlpito
Um coração voraz de fantasias
Cujo sonho um amor eterno
Para seu louvor!

Há de amar mesmo que em poesia sôfrega
Todo poeta predestinado a este dom
Que suga da alma todo ópio
Que bebe cálices de luas
Onde tantas vezes dormindo
Com ele sonhou sua poesia etérea de amor!...

Estrofes dedilham o corpo ao lado
Beija a pele em paz
Depois de amar desesperadamente
A silhueta envolta em fantasias...

A boca próxima
Respira o hálito
Rósea da paixão que sonha
Alíneas escorrem em gozo
Os lábios desvirginados
Expõem o prazer numa ode de amor...

A voz rouca e lírica sussurra
Declama sua utopia ao som do silêncio
O peito ouve a melodia romântica
Que da entranha se dilata...

O perfume de amor do papel exala
A essência ainda cheia de desejos!...

Suados de tanto exaurir sentimentos
Poros e pele absorvem os sentidos
Plagio de amores efêmeros
Copiados tantas vezes do coração
Que nem sabe em qual caminho se perdera
Apenas a poesia insiste enquanto vaga
E divaga sonhos de amor pela alma...

Sou apenas um poeta seguindo enfrente...

Entre luas e noites os sonhos dormem
Aquecidos de poesias ao léu
A rota em sua rotina é mais um poema de amor
De entrelinhas surdas
Que desalinham a alma em sua dor...


Em 13 de outubro de 2009

ANDANDO POR AÍ...
por Regilene Rodrigues Neves

Ando por aí
Vivendo das aparências
De um destino insólito...
Na bagagem um misto
De tristezas e alegrias
Guardam sentimentos no peito!

Na rua um caminho
A lua deitada entre o ontem e o hoje
A sorte me leva
Enquanto olho para o amanhã
Sobre algures do tempo...

Sigo as marcas dos meus passos
Me disfarço entre a razão e a emoção
Sem perder a ternura que resta no coração,
Porém jaz por morte minha alma
Um lugar cético de desilusões...

A vida em sua maestria Divina
Contracena entre o bem e o mal
Meus medos me despem
Enquanto meu corpo se veste de amor
O traje não condiz com minha aparência de luto!

M’alma ao relento chora
O peito molhado de lágrimas
Enxuga sentimentos aflorados
O silêncio ouve a solidão cravada dentro de mim.
Solitária... Ando por aí...

Ás vezes... Sento na calçada do pensamento
Meditando algumas lições que a vida nos impõe
Tento entender que nada sou
Apenas um discípulo do grande mestre do universo,
Para que a vida que em mim habita possa sempre aprender!

Sofro por não saber conviver com o meu eu
Cheio de ansiedades que aqui fora são sugadas
Como nada porque precisam cultivar a paciência
Para colher sabedorias semeadas na alma,
Mas nessa luta muitas vezes perdida
Sobrevivo das conseqüências que me restam,
Porém sou uma rosa e tenho espinhos
A essência extraída
Às vezes sangra entre o perfume
A fragrância é o ópio que sobra dentro do frasco!


Sinto cheiro de primavera
O caminho entre o passado e o presente
Esperam outra estação para colher flores no amanhã...

Em 07 de outubro de 2009



PÁGINAS EM BRANCO
por Regilene Rodrigues Neves

Mais uma página
Virada pro meu ontem
Aberta pro meu amanhã
Algumas verdades sem sentido
Alguns sentidos sem verdade
Perguntas sem respostas
Respostas sem perguntas...

No caminho a poesia
A poesia no caminho...

Enfrente o mundo
Sob o universo
O tempo soprando o destino
Sigo o vento ouço o silêncio...

Escrevi outro capítulo no meu livro
Terminei sem fim
Comecei ontem onde parei
Me confundi misturei alguns sentidos
Era uma poesia ou era um poema?
Acho que era minha vida
Alguns versos misturados noutra estrofe
Por fim estava me lendo...

Eu era poesia e nem sabia
Confundia a imagem que eu via
O meu corpo nunca vira minha alma
Eram gêmeas e nem se conhecia
Dentro de mim viviam fantasias
Que ele se quer sabia
Uma sombra me seguia...

Quantas páginas eu li sobre mim
Olhando para trás... Em branco
Outras por escrever...
O fim talvez fique em branco
Sem presente nem futuro
Meu passado já está escrito.

Decidi viver um dia de cada vez
Como uma página que viro
Deixando para ler amanhã a seguinte
Sou um livro aberto
Folheado por um leitor estranho
Uma história anônima
Cheia de poesia
Versos de alegria
Lidos por um olhar triste
Mera poesia escrita
Que persiste na minha alma
Meu corpo se quer sabe que sou poeta
Traços rudes face apática
Dentro de tanta sensibilidade
Quem lê não vê minha imagem...

Quem sou eu?
Desesperadamente procuro o fim da página...

Amanhã vou ler hoje
Meu presente e meu futuro
Quem sabe encontro o final
Dessa maluca história...

Em 26 de setembro de 2009



DESEJO DE AMAR
por Regilene Rodrigues Neves

Deito meu amor no teu colo
Entrego-te meu corpo
Para que tuas mãos me dêem caricias
Esquecidas do que é ser amada

Dentro dos teus olhos procuro
O amor que falta em mim
Quando somente a solidão ao meu lado
Explora minhas carências...

Amo-te um amor consumido em fantasias
Que nunca vivi, mas no meu corpo:
Elas te procuram a noite para me fazer dormir
Teu beijo nos meus lábios pede mais
Numa entrega da minha alma
Para que prove todo prazer que existe em mim

Seduz-me a ponto de febril sentir o meu corpo
A sensação da tua língua na minha pele
Queima e provoca êxtase
Gritos íntimos sussurram
Para que continue a me querer...

Quase nua rasga a peça que cobre tuas fantasias
Os meus seios em erupção roçam no teu peito
O desejo salta cheio de loucuras
Teus dedos me sugam marcando minha pele
Devoro-te num olhar de amor!

De carinho me enlaça
Num abraço entro no teu
Saciamos mútuas vontades
Amar-te passa a ser supremo
Ante a entrega que me fez mulher
De um amor jaz adormecido no meu corpo...

Em 22 de setembro de 2009

DENTRO DO TEMPO
por Regilene Rodrigues Neves

Ouço o barulho do tempo
Saudades debatendo
Entre o passado e o presente...
Na janela da alma
O amor debruçado no peito
Alguns sonhos andarilhos
Seguem acordados
Cheios de fantasias...

Mergulham nas ondas do mar
Navegam sem nenhum lugar
Querendo seguir o destino acolá...

Descalça meus pés fizeram marcas na areia
Parti a deriva do meu ócio
Para trás uma estrada enfrente um caminho...
Nua bati na porta da frente
Entrei sorrateira feito vento

Somente a solidão aleatória me convida a ficar
Promessas de ilusão pelos arredores
Vozes de sentimentos gritam aprisionadas
Entrei numa ilha entre a beleza do silêncio
E o sussurro do tempo
Ouço somente m’alma solitária a navegar...

Lado a lado o mar me cerca
Dou voltas e voltas no mesmo lugar
Tento não me afogar na desilusão
Só quis me abrigar numa quimera...

Imaginei me encontrar
Na longevidade da espera
Na quietude do meu sentimento
Esperei o mar se acalmar
Flutuei meu espírito
Guardei meu corpo no absoluto
Enfrentei as trevas
Até que a escuridão passasse
E sobrasse um resto de luz
Que me levasse nas sendas deste mar
Dentro do tempo quem sabe me encontrar...

Em 22 de setembro de 2009

RETALHOS DE SOL
por Regilene Rodrigues Neves

Retalhos de sol
Cirzem o amanhã de esperança
Ainda que um fio escape
Entre vãos de incertezas
Cortando os caminhos...

De ponta a ponta
Uma colcha colorida
Pedaços de tristezas
Emendados a grandes alegrias
A felicidade entre os dedos
Querendo cobrir o futuro...

Para que os dias frios
Sejam aquecidos das tempestades
Que expõe a alma ao relento...

Cheia de recortes a vida
Envolta em pedaços cerzidos de sol
Aquecem o infinito
Quase uma prosopopéia
Tecida em flâmulas
Para aquecer a alma
De um pedaço quente
De retalhos de sol!

Em 21 de setembro de 2009

O CAMINHO
por Regilene Rodrigues Neves

Onde houver caminho
Eu andarei sobre os trilhos do tempo
Entre o ontem o hoje e o amanhã...
Há de existir do outro lado
Uma estação onde possam partir e chegar
Aquele cuja alma embarcou seus sonhos...

Ela enxergará o horizonte
Que mesmo longínquo
Traz esperanças derruídas
Num momento de desilusão...

Na estrada finita
Desembarquei meus ideais
Construídos passo a passo
Até avistar o caminho enfrente...

Pedras soltas
Tropeços da alma
Cheia de sonhos de amor
Caem sobre pedaços de sentimentos
Partidos em frágeis fragmentos de incertezas...

Somente a poesia
Floresce dentro do peito
Lá fora a noite deita no infinito
Esperando a hora de acordar o amanhã...

O caminho segue
Encontra verões escaldantes
Invernos frios
E folhas caídas do outono,
Mas ainda restam primaveras
E flores nascendo entre as pedras...

O trem passa
Deixando para trás trilhos solitários
A solidão avista a lua
Suspiros de compaixão
Respiram a brisa da noite
Nuvens esfumaçadas
Sobre a campina alcança o firmamento...

Uma prece devota
Faz sua oração de fé para o universo
O caminho segue mais um dia que termina...

Em 04 de setembro de 2009


SAUDADE DE MÃE
por Regilene Rodrigues Neves

Sossega alma minha
Desse pranto de saudade
Que se desespera
Procurando tua presença
Pelos cantos onde deixastes
Tua alegria espalhada...

Teu cheiro ainda permanece
Nas roupas tuas guardadas
Onde te vi vestido tantas vezes
Indo e voltando sem saber
Que estava perto de partir...
Nelas posso senti-lo perto de mim
Num abraço teu
Que permanece nos meus braços
Procuro-te em cada momento
Que não sabia ser o último entre nós
Porque teria te falado mais do meu amor!

Um amor tão grande
Que cada dia é maior
Dentro desse amargurado peito
Tão cheio de saudade!...

Tento não viver dessa dor
Que persiste esconder minha alegria
Que tanto nos fizera sorrir
Num gesto fraterno de cumplicidade e afinidade!

Permanecem intactas minhas lembranças
Revivendo todos os dias uma rotina de amor
Que acorda sentindo tua ausência
Numa dor vazia que não preenche os meus dias
Pois te falta aqui perto de mim...

Os meses parecem querer te levar pra mais longe
Numa tentativa de não me fazer sofrer,
Mas o amor que te gerou dentro de mim
Eterniza os dias pra que não se esqueçam de ti!

É saudade de mãe
Que te procura todo dia
Ouve tua voz
Vê o teu sorriso no infinito...

O amanhã é um novo dia
Que me espera
Cheio de incertezas... Será?

Volto pra dentro da minha saudade
E nela te visto de anjo
Lá no céu vou te procurar
Até o dia de te ver voltar
Porque aqui é o teu lugar!

UM POEMA PRA TE CONFORTAR!

Em 04 de setembro de 2009

ENCONTRO DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

No espelho
Reflexos do olhar da alma
Saudade póstuma de um amor
Espera deleite dentro do peito...

O perfume da estação se mistura
Ora em fragrâncias amenas e exóticas
Ora em essências adocicadas de ilusões...

Sua imagem cultiva flores no jardim
Alguns espinhos machucaram a pele
Frágil viu escorrer sentimentos
Manchando a sensibilidade de poesia...

O amor estancado com versos
Absorve o gosto da paixão
Explora estrofes de fantasias
Que sonha sua face lírica no coração!...

Românticos sonhos
Partiu da estação solidão
Escuta no infinito quimeras de amor
Pensamentos partiram foram te buscar
No tempo em algum lugar
Penso te encontrar...

No corpo de um poema
Sinto teu cheiro
Acaricio teu corpo
Minhas mãos seguram as tuas
Escrevem intimidades nossas na pele
Que arrepia ousada de fantasias...

Meu beijo nos teus lábios
Confessam toda espera
Minha língua tem sede de te amar
Bebe a tua até ficar embriagada
Numa tontura insana de prazer...

Em êxtase provoco a poesia
Sinto-te nos meus versos
Sussurro-te meus sentimentos
Para que ouça meu coração
Implorando teu amor!

Entregue me entranho na ode
Arranho tuas costas
Grita tua boca num gemido
Múltiplo de prazer
Entrelinhas dilatadas ao sabor
De um encontro de amor!...

Em 31 de agosto de 2009

RUAS DA ALMA
por Regilene Rodrigues Neves

Ruas da alma
Vontade de partir
No medo de ficar
Param na contramão
O caminho inverso
Segue sem olhar para trás...

A razão explora a emoção
O coração cheio derrama
Molha a calçada do tempo...

A saudade mudou para perto
Vive entrando e saindo do peito
O jeito é sentir essa lágrima
Que teima em rolar
De um olhar preso no passado...

Lembranças permanecem
Nas vielas transeuntes da alma
Cada passo passa pelas veias
Que levam a vida
Para a estrada que segue...

A liberdade corre
Na rota aleatória da felicidade
Enfrente ao presente
Passa o caminho para o futuro
Quem vai partir quem vai ficar
Um rastro faz marcas na passagem...

Me abraço num carinho contra a solidão
Arranha-céus olham solitários para o céu
Aqui a alma longínqua
Vaga na direção de um sonho...

Próxima uma quimera dorme comigo!

Na esquina do firmamento
Um pensamento solto
Absorve a imaginação...

Lobos devoram a face da periferia
Arredores tristes dos meus medos
Sepulcros de amores derruídos
Jazem por - morte dentro de mim
Poças vazias abertas
Num terreno baldio de ilusões...

Ideais perambulam sem destino
Quisera uma escolha infeliz
Acovardar o peregrino
Predador de sentimentos
Sem nenhum merecimento...

A lua ilumina a rua da alma
Que dorme sobre a esperança
E amanhece cercada de sol...
No parapeito da janela da poesia
O poeta grita para a ode que passa
Pelas ruas da alma...

Em 26 de agosto de 2009

UMA NOITE DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Acordei lendo um poema
Cheio de volúpia
Alguns desejos
Ainda no corpo da poesia
No céu beijos sugados
Roubados da boca
Que ousara sentir vontade
De se perder de amor...

Entre lençóis
Escorreu a poesia erótica
De uma noite ensandecida
Vencida entre quatro paredes...

Fantasias espalhadas pelo quarto
Enxergavam a sensualidade despida
Teus olhos devorando minha intimidade
Teus lábios ressequidos querendo provar
O sabor do meu corpo

Eu arranho tua pele
Assanho nossos instintos
Provo carícias na ponta dos teus dedos
Sinto frêmitos implorando por mais...

Até que a posse das tuas mãos
Cheias de sofreguidão me pegam no colo
Deslizam estrofes profanas sem nenhum pudor
Versos carnais molham de prazer
O meu íntimo...

Em êxtase a poesia declama
Seduz-me o poeta
Entregue a sua ode erótica
Explorada pela ânsia de amar
Até findar um poema
Cravado de luxuria
No lençol de seda branco
Cujo papel escrito sobre o leito
Lia nas letras de um poema
Uma noite de amor!

Em 24 de agosto de 2009

AO LADO DE UM POEMA
por Regilene Rodrigues Neves

Ao lado de um poema
O amor suspira versos
Lábios molhados de poesia
Mancham a pele dos sentimentos de vermelho
O coração cheio de rimas borbulha odes no peito
O jeito é amar cada estrofe de desejo
Dar sentido aos sentidos do corpo
Que bebe nas entrelinhas taças de fantasias
Ao sabor da alma que sacia sua fome de quimeras
Ouvindo odisséias de amor batendo nas ondas do infinito...

O grito das letras
Ganha asas imaginarias
Qual um poeta apaixonado se entrega
Amante insaciável beija a musa
Deitada em suas mãos...

O papel em branco dilatado
Absorve a emoção...

Cálida magia
Aquece o peito
Deitado um poema sonha...

A brisa da noite
Causa frisson de utopia
A pele arrepia
O silêncio sussurra
E um olhar de ternura
Enxerga uma poesia de amor!

O papel escorre sua tinta de sentimentalidades
Entre o preto e o branco do papel escrito
Rabiscos de entrelinhas ávidas
Perdidamente apaixonadas
Até que o êxtase derrame o gozo
Molhando as partes íntimas
De um poema de amor...

Embriagado o desejo dorme abraçado
Entre lençóis brancos de papel
Misturados de letras impressas do peito
Versos de amor sonham...

Em 17 de agosto de 2009

NAS ASAS DO SILÊNCIO
(Poema do leitor anônimo)
por Regilene Rodrigues Neves

Sou o silêncio imperceptível
Que ouve tua voz
Lê as alíneas do teu pensamento
Escuta os sussurros do teu peito
Que voa feito pássaro poeta
Ao som do infinito...

Sou um passageiro mudo
Que escuta em silêncio
Sem fazer alarde.
Ouço teu coração
Ainda cheio de amor
Derramando sentimentos...

Sou gaivota sobrevoando ninhos
Repouso meu átimo na poesia
Que da tua alma aflora
Fascina-me todo encantamento dos teus versos
Ouço epopéias livres
Feito andorinhas rodopiando
Entre anseios de liberdade
Ouço gritos de felicidade
Onde jaz a solidão
Que se despede da noite solitária...

Vim aqui ler tuas entrelinhas
Embevecida de sentimentos
Beber na tua fonte
Matar minha sede de aprendiz
Que pelo recanto pousa em silêncio!...


Em 17 de agosto de 2009

RETRATO DE PAI
por Regilene Rodrigues Neves

Retrato de pai
Sobre a escrivaninha
A saudade revolve lembranças
A infância refletindo ao seu redor...

Sabedoria e discernimento
Do tamanho do ensinamento
Cada palavra abraçando a vida
Para ele sorrindo sonhos prematuros...

Passos ainda aprendendo a andar
De braços dados
Seguram suas mãos firmes
Se apóiam na confiança de um olhar...

Enfrente o futuro
Que o presente precisa lhe ensinar...

Na face um sorriso solto
Brincando nos lábios
Ainda um bebê inseguro em suas mãos...
Assim fora crescendo contigo aprendendo
Cada passo da vida!...

Infância e juventude cercada de amor
Alicerce feito de honra e caráter
Bases feitas de humildade
Com significado de paternidade!

Seu retrato sobre a escrivaninha me aquece
Seu calor ainda me abraça
O hálito do seu beijo
Permanece no meu rosto...

A saudade chora para mim
Sem querer minhas lagrimas
Sentem sua falta no meio das lembranças...

Enquanto comemoram o seu dia lá fora
Dentro de mim você mora
Todos os dias eu peço sua benção
E contigo oro seguindo em frente
O caminho que você me ensinou
Para trás uma herança de ternura
Você me deixou para que todos os dias
Sinta comigo seu imenso amor!

MINHA HOMENAGEM A TODOS OS PAIS QUE ENSINAM OS PASSOS DO AMOR PARA OS SEUS FILHOS!


Em 10 de agosto de 2009

CICLOS DA VIDA
por Regilene Rodrigues Neves

A lua chega enfeitando o céu
À noite ainda no crepúsculo
Veste sonhos no horizonte
No parapeito da janela da vida
Deita uma fantasia no infinito...

Quimeras ao léu viajam
Estrelas despontam
Quase imperceptíveis
A luz ainda nas sombras do poente
Grita sua epopéia latente!

Do lado de cá
Permeia um misto de felicidade
Que rodopia recônditos de alegria
Dentro do peito!

O poeta inflamado
Na beleza de tanta poesia
Faz uma oração de agradecimento ao universo,

Para que Deus ouça sua prece
Derramando bênçãos do céu
E a noite durma em paz
Até que aurora molhada de orvalho
Sinta o cheiro da manhã
Completando ciclos da vida na terra!

Em 10 de agosto de 2009


BOM DIA!
por Regilene Rodrigues Neves

O sol beija a face da terra
Que acorda irradiada de sonhos
O céu iluminado
Rabisca raios no horizonte
A vida espreguiça
Nos braços da esperança...

De alegria rodopia felicidade
Sorrisos fascinados
Devoram os lábios
Num beijo de amor
Desejando bom dia!

Arvoredos jogam no chão
Suas flores esmaecidas
Ainda molhadas de orvalho...

Numa festa matinal
Pássaros cantam o hino da vida!

Algazarra de alegria
Começa o novo dia
Transeuntes no caminho dos sonhos
Fazem rastros nas ruas e avenidas do infinito
Laboram suas conquistas
Nas mãos do futuro...

O presente maravilhado
Descortina sua ode
Que grita epopéias da alma
Para que num olhar enxergue
Toda beleza Divina!

Desejo-te bom dia!!!

Em 06 de agosto de 2009

O GOSTO TRISTE DE UMA SAUDADE
por Regilene Rodrigues Neves

O sabor da lágrima nos meus lábios
Tem gosto triste
Choro meditando as lembranças
O livro do passado
Se abre num capítulo de saudade
Que escorre sua melancolia no travesseiro...

O amor deitado em meu peito
Acariciava meu coração
Desalinhava meus sonhos
Beijava minhas ilusões de esperança...

Soprava odes ao vento
E o tempo levava para o front meus desejos
Corria atrás de devaneios
Seguia passos na areia
Para estar em teus braços
Mesmo que nesse abraço
Não houvesse amanhã...

Hoje nossa história existiria
Contada sem segredo ao pé do ouvido
Que ouvia em silêncio sussurros de amor!

Lábios que essa lágrima sente
Sorriu para os teus
Beijou de amor tua boca
Que veio a sentir arrepios
Num frisson da espinha
Dilatada de orgasmos de prazer
Em noites de volúpias
Ávidas entre lençóis
Molhados pelo suor inflamado da pele
Que evaporava sugada por frêmitos de loucuras...

Então o amor dormiu em versos profundos
Sentindo sentimentalidades no coração
Ouvindo quimeras ao longe
Por trás da saudade...

A lágrima é absorvida
Ao sabor intrínseco
De uma poesia
Que chorou lembranças de amor!...

Em 26 de julho de 2009

RASCUNHOS DE UM POETA
por Regilene Rodrigues Neves

Uma lágrima visita meu olhar
Choro nesse encontro triste
Que escorre molhando minha face
Saudades se misturam
Por um caminho ausente...

Li e reli aquela última poesia
Que o passado levou
Um rascunho que amassei
E joguei dentro de mim
Num canto do meu peito
Vários pedaços de estrofes sem fim
Ali se juntaram...

Versos e versos a reverso
Do meu avesso revirado
Tentando achar palavras
Para minha despedida...

Escrevi meus últimos sentimentos
Restos das sobras de um poeta
Que tentou plagiar sua alma
Lá onde sua paz existiu
Em efêmera poesia...

Gritei meu silêncio
Em rimas sem rimas
Alcei poemas em mar de ilusões
Fingi minha sutil alegria
Num sorriso que jaz no canto do lábio
Dormindo em epopéias de sonhos...

No chão uma poça encharcada
De tudo o que chorei
Alguns rascunhos
No meu peito separei
Outros: rasguei sem remorso!

Sobraram algumas páginas escritas
Na gaveta amarelam as letras
Que quiseram copiar minha alma
Para que o tempo me lesse
Na saudade do passado...

Minhas lembranças ainda vivem
Saudades minhas irão existir
Sempre que um papel em branco
Traçar as linhas do horizonte
Uma ode nasce no infinito
Mesmo que hoje me despeça
Jogarei meus rascunhos dentro de mim...

Em 20 de julho de 2009

SEGUINDO EM FRENTE
por Regilene Rodrigues Neves

Segui o silêncio do destino
Que levanta a aurora
Embevecida de luz
Raios de sol amanhecem jogados
Sobre a terra cultivando esperança
Na face do solo
Onde um caminho
Sai andando seguindo o horizonte...

Deixo para trás roupas rasgadas pelo vento
Em face de um novo encantamento
Que me espera lá na curva
De uma estrada
Que me levará para a felicidade...

Aqueço-me no calor da liberdade
Correndo com a menina
Que existe em mim cheia de alegria
Solto meu sorriso pela manhã
Abraço o dia que orvalha as flores
Respiro o perfume colhido dos jardins
Suspiro meus desejos pelo tempo...

Procuro energias positivas
Soltas ao meu redor
Para desfazer as tempestades
Que eu possa encontrar
Se alguma me molhar de lágrimas
Serão de mudanças para uma nova estação
Que me ensinarão que chorar e sorrir
Fazem parte da vida!

Assim vou seguindo em frente
Plantando flores entre as pedras
Construindo meu destino
Com pedaços inteiros de amor
Onde o mal suas marcas me deixou...

Para trás deixo folhas
Cheias de sentimentos
Escritas no passado
Poesias de alegrias e tristezas
Seguem contando minha história
O destino tem sua trajetória
De algures e glórias!

Em 23 de junho de 2009

RASTRO DE UM SONHO
por Regilene Rodrigues Neves

Segui um rastro de sonho
Dormindo sobre um tapete
De folhas de outono
Algumas amareladas de lembranças
Outras ressequidas de desilusão

Fazem-me debater sentimentos
Ousados de um sonho
Ainda amadurando nos galhos da vida
Que frondosa e verdejante
Joga-me suas folhas de esperança...

Em sono profundo m’alma
Refugiava-se nessa quimera
Cheia de fantasias...
Corro atrás da alegria
Feito pássaro na gameleira
Assoviando ilusões de utopia...

Em devaneios
Sigo um caminho
Por uma estrada
Que passa dentro de um coração
O amor escorre vermelho de paixão...

Desejos sangram
Entranhas dilatadas
Expulsam emoções
Contidas num corpo
Sobre o tempo...

Somente o pensamento acordado
Refugiado no colo da memória...

De olhos fechados
Enxergo apenas um sonho de amor
Que teimara dormir comigo
Quando ainda me deitava...

Um vento andarilho
Cobre-me de folhas
Escondendo-me a face
Solitária da noite

Sem estrelas o céu
Perde-se na escuridão
Sem nenhuma compaixão
Por um sonho
Que ali no meio do nada
Vaga do meu corpo...

O amor procura
Um lugar onde possa acordar
Dentro de mim
Sem ter que viver de sonhos perdidos...

O dia amanheceu varreu as folhas
Daquele dia de outono...
Imperceptível uma nova estação se aproxima
Os restos do meu sonho
Ainda seguem seu rastro...

Pegadas por um caminho de amor me levam
Pedaços do meu sonho jogados numa estrada
Por ela eu sigo sem perder
Meu sonho de vista
Dentro de mim ele grita não desista
Quem sonha um dia conquista
Só assim esse amor vai me encontrar
E o meu sonho realidade se tornar!...

Em 22 de junho de 2009







SONHO DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Deito-me ao lado de um sonho
Seu nome é amor
Sua boca sussurra
Palavras que me aquecem
Seus lábios me beijam
Dissolvendo nuvens...

Além quimeras eu me sinto
Numa fantasia etérea de desejo
Enrosco-me no teu corpo
Jogado sobre o meu
Misturo-me no teu abraço
E nos teus braços
Ouço a noite lá fora...

As estrelas envoltas num manto
Me cobrem de felicidade
Um cheiro de saudade
Entra no quarto
O perfume da noite
Tem fragrância de lua...

Me aninho dentro de ti
Abandonada num átimo de ternura
Confesso meus segredos
Ouço seus mistérios
Na dimensão do infinito...

Um grito de euforia
Sai do meu peito
De um jeito louco
Quase afoito
Atravessa o silêncio
Corre pelo jardim
As rosas não falam
Simplesmente roubam
A essência de m’alma...

Meu sonho dorme lado a lado comigo
É um amor inteiro
Puro e verdadeiro
Que sorrateiro me toma
Veste meu coração de ilusão
Sonho um sonho acordado
Ouço nossos risos
De amor misturado

Absoluto
Desvirgina a madrugada
Em sua utopia
Vira uma poesia
Que corre solta lá fora
Aqui dentro um sonho me devora
Somente o travesseiro me consola...

Amanhece
É quase aurora
O sol entra na janela
Acordando um sonho
Que dormiu comigo
Numa linda fantasia de amor!

Em 18 de junho de 2009






SAUDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Que saudade é essa
Que dói no lugar da presença
Que faz a ausência
Ser infinita lembrança
Num caminho onde a esperança
É feita dessa saudade
Que traz para perto
O que o ontem me levou...

Roubando-me a felicidade
Que era estarmos juntos
Partilhando alegrias e tristezas!

Ah! Saudade...
Tamanha é a falta
Que deixa meu coração impotente
Numa dor de amor
Que me faz sentir vazia
Tornando os meus dias
Em melancólica nostalgia...

Saudade incompleta
Numa parte que me falta
No pesar da minha alma
Que dilatada
Se abre em profunda falta de ti!...

Quisera tantas vezes em pensamento
Traze-lo nesta saudade
Para mais um minuto
Estar perto da tua presença,
Mas somente as lembranças
Sobraram entre nós
Deixando para trás esse rastro de dor!

Maior que a saudade é meu amor
Que não o deixa partir
Fazendo-te existir nos meus dias
Que seguem sentindo falta de ti!...

Em 18 de junho de 2009

PINTANDO DE AMOR A VIDA
por Regilene Rodrigues Neves

Pintei de rosa alguns sonhos
As paredes da minha alma
Colori de fantasias...

Corri feito menina
Na minha imaginação
Pintei de vermelho minha paixão
Escorreram alguns sentimentos de amor
Outros ainda em flor
Coloriram minha alma...

De rosas enfeitei minha vida
Alguns espinhos me feriram,
Mas nada que a beleza
Exuberante de uma flor
Não pudesse me afagar de amor!

Nesse cenário
Algumas vezes imaginário
Pintei minha felicidade
De cores cheias de alegria
Pintei poesia no colo de uma utopia
Que por vezes me fez pintar
De esperança meu coração!

Quisera nele viver cores
De doce ilusão
Mesmo que virasse
Somente uma tela de emoção
No meu solitário coração!

Nesta paisagem
Retoquei alguns sonhos perdidos
Para que não perdessem
A beleza dos sonhos
Que nascem e renascem
Para colorirem a alma
De sonhos de amor!

Pintei primaveras
Em cada estação
Mesmo que algumas
Cheias de outono
Caíssem nas manhãs
Ressequidas de noites solitárias...

Algumas frias de inverno
Pintadas de cinzas
Encontravam pétalas soltas
Dentro do peito!

Por esse caminho
Andei ilhas
Até encontrar um sol de verão
E novamente aquecer meu coração
Que espera sempre uma linda primavera
Para pintar cores
De alegria e emoção!...

Em 17 de junho de 2009

HISTÓRIAS DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Voo em direção ao vento
Seguindo pensamentos de amor...

Nuvens se aproximam
Desenham um rosto
Num coração exposto...
Na calada da noite
Ouço a voz do silêncio
Meditando no longínquo...

Sentimentos derramam
Do meu frasco de ternura...

No chão uma lágrima caída
Reflete a saudade
Que escorre por um caminho
De lembranças...

Meu olhar se perde no infinito
Atravessa o tempo
Imprimindo do peito recordações
O amor cheio de emoções: Suspira!
O ar parece respirar
Meus sonhos adormecidos...

Meu sorriso esquecido
No canto dos lábios
Nem se lembra mais da felicidade
Ela passou na velocidade do tempo
Nem deu tempo de descer na estação solidão
Tentei segurar na sua mão
Que doce ilusão!

O amor intacto
Resvala numa parede
De sensibilidade
Escreve versos para a saudade
Que segue no vagão solidão...

Para trás ficou o passado
Mostrando a paisagem
Que passa em frente
O presente feito de memórias
Corre atrás do futuro
E de uma outra história de amor...

Em 16 de junho de 2009

ESSE CAMINHO QUE EU MESMA ESCOLHI
por Regilene Rodrigues Neves


Por onde caminho meus passos se perdem
Numa estrada de curvas fechadas
Retas incertas me esperam
Do outro lado do destino
Feito andarilho percorro sentimentos
De uma vida em descaminho...

Meu ontem e meu hoje
Sem nenhum futuro...

Me acovardei com a perda dos sonhos
A medida de uma realidade brutal
Fui me apegando aos meus medos
Virei ilha dentro de mim
Prisioneira minhas asas sobrevoam
Rasantes de incertezas...

Não passo de um poema triste
Jogado a ermo na alma
Uma lágrima cai do pensamento
Enquanto olho para frente
Sem ver o poente...

Vou seguindo a noite
Que se aproxima em silêncio...

O abraço da solidão
Vira carinho
E eu passo a senti-la
Como uma companheira
Dos meus dias solitários...

Atravesso meu destino
Sem saber para onde ir
A vida me leva
E eu levo a vida
Dentro de um poema sem rumo...

Ás vezes penso em parar
Grito dentro de mim
Para que ninguém ouça meu lamento
Não quero pena sou maior que ela.

Apenas uma tristeza que se apegou a mim
E fez minha alegria ir se esvaindo aos poucos...

Hoje sou uma folha de outono
Cai de uma árvore
Outrora frondosa de primavera
O mais perto que chego
É de um inverno frio
Que rouba dos meus sentimentos minha emoção

Viro um espectro passageiro da vida
Sem nenhum sonho dentro do peito
Ainda procuro um resto de esperança
Para não morrer esta poesia que me consola

Talvez em algum poema eu sobreviva
E sopre a última quimera dos meus sonhos...

Vou seguindo em frente
Ando devagar porque já tive pressa
E só chorei demais
Esta música toca dentro de mim
Vou repetindo cada estrofe
Seus versos me inspiram

Descubro que nada eu sou
Que nada eu sei...

Vou seguindo em frente
Tento não olhar para trás
Para não me perder de vez
Quem sabe lá onde meu olhar não alcança
Algo melhor me espera
Acho que ainda resta uma esperança
Minha fé em Deus ainda me faz acreditar
Num dia melhor que ontem...

Preciso ir
Vou continuar nesse caminho
Não sei se chego lá,
Mas quero tentar pelo amor que tenho na vida
Ela ainda respira dentro mim
Numa inspiração de amor
Mesmo que eu não for
Num poema chegarei lá
Para que eu possa encontrar a minha paz!

Em 04 de junho de 2009